Utentes sem resposta da CP
A Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) reuniu, no passado dia 20 de Março, com a CP – Lisboa, tendo aproveitado a oportunidade para apresentar um conjunto de problemas e preocupações sentidos diariamente pelos seus 210 mil utentes.
Relativamente à concretização da modernização da Linha de Sintra até Agualva/Cacém, no que concerne à sua quadruplicarão e à construção das estações de Agualva/Cacém e Barcarena, a CULS, em nota enviada ao Avante!, denunciou que não obteve qualquer resposta.
«Manifestámos a nossa preocupação pelo facto da REFER não considerar prioritários os referidos investimentos e de o Governo, em sede de PIDDAC, não ter libertado as verbas necessárias para o efeito», sublinhou a comissão de utentes, afirmando que, «essas obras, particularmente a estação de Agualva/Cacém, já deviam ter sido concluídas e, ao contrário do que tem sido afirmado, não tinham qualquer ligação ao Programa Polis, como tem sido propalado por alguns responsáveis».
A CULS denunciou ainda que as obras do Túnel do Rossio estão atrasadas em perto de cinco meses, relativamente à última data prevista e anunciada para a abertura do túnel. «É uma informação que, a confirmar-se, vai prolongar o calvário dos mais de 60 mil utentes que utilizavam diariamente a Estação do Rossio», constata a comissão de utentes, considerando que a tutela «deveria intervir energicamente para impedir que essa situação venha a acontecer».
Sobre os novos aumentos de preços na Linha de Sintra, tal como se entendia pelas declarações feitas recentemente pela Secretária de Estado dos Transportes e que iam no sentido das tarifas no transporte ferroviário passarem a ter mais componentes além da quilométrica: a do dia, da hora e do tipo de serviço prestado, a CP informou a CULS que «desconhecia qualquer estudo tarifário para a sua área de intervenção».
Degradação da qualidade
Na reunião, a CULS propôs ainda que fosse estudada uma solução entre a CP, as Câmaras Municipais atravessadas pela Linha de Sintra e os próprios jornais gratuitos, que considerasse a reciclagem desses jornais dado que se verifica que os actuais recipientes nas estações são de volume reduzido e insuficiente, o que é um factor acrescido de degradação das estações.
Manifestou-se também grande preocupação, nas horas de ponta e à noite, um superlotamento anormal e excessivo de utentes nos comboios, sendo, por isso, «um factor de degradação da qualidade desse transporte ferroviário motivado respectivamente por eliminação de horários e redução de carruagens».
A CULS referiu, por ultimo, o facto de a Estação de Mira Sintra/Melaços «continuar a ser uma estação fantasma, porque a não consideração da perspectiva dos passes sociais, como por exemplo o L123, serem válidos até esta estação, tal como acontece com os transportes rodoviários, leva que os utentes residentes em Mira Sintra e zonas contíguas, por questão de economia, não a utilizam».
Linha do Sado
Passageiros cada vez mais isolados
A Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado denunciou, recentemente, que a CP de Lisboa tem como objectivo apenas fazer o trajecto Barreiro/Pinhal Novo na Linha do Sado, ficando desta forma os passageiros dos concelhos do Barreiro e Moita mais isolados e com transportes mais caros. Os estudantes do Politécnico de Setúbal serão também lesados pois terão de fazer transbordo três vezes, dado a Fertagus não querer ir a Praias do Sado.
Em nota enviada ao Avante!, estes trabalhadores acusam ainda a CP de Lisboa, o Governo e o Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, com base num estudo por parte da Roland Berger-Strategy Consultants, de por o fim à exploração do troço entre o Pinhal Novo e Praias do Sado.
«Este estudo tem o valor que tem: Para a CP de Lisboa tem uma leitura, para nós trabalhadores tem outra, e essa passa pela concretização efectiva da electrificação e que os comboios da CP de Lisboa circulem entre o Barreiro e a Praias do Sado», defende a Sub-Comissão de Trabalhadores, lamentando que o Ministério da tutela tenha retirado os comboios regionais e inter-cidades, com partidas e chegadas à Estação do Barreiro.
Caso este estudo «de intenções» seja concretizado, continuam os trabalhadores, «seria a penalização dos utentes que vêm assim diminuir a oferta do transporte ferroviário público e, por outro lado, no que respeita aos trabalhadores da CP de Lisboa/Linha do Sado, seria a redução efectiva de postos de trabalho e a transferência compulsiva dos mesmos para outras localidades, quando estes têm a sua vida familiar estabilizada no Barreiro ou nos concelhos limítrofes».
Perante este cenário «fantasmagórico», cujos os objectivos apontam clara e inequivocamente para o favorecimento dos interesses dos grandes grupos económicos, neste caso da Fertagus, do Grupo Barraqueiro, em detrimento de uma empresa pública, a CP de Lisboa, a Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado promete «continuar a lutar».
Relativamente à concretização da modernização da Linha de Sintra até Agualva/Cacém, no que concerne à sua quadruplicarão e à construção das estações de Agualva/Cacém e Barcarena, a CULS, em nota enviada ao Avante!, denunciou que não obteve qualquer resposta.
«Manifestámos a nossa preocupação pelo facto da REFER não considerar prioritários os referidos investimentos e de o Governo, em sede de PIDDAC, não ter libertado as verbas necessárias para o efeito», sublinhou a comissão de utentes, afirmando que, «essas obras, particularmente a estação de Agualva/Cacém, já deviam ter sido concluídas e, ao contrário do que tem sido afirmado, não tinham qualquer ligação ao Programa Polis, como tem sido propalado por alguns responsáveis».
A CULS denunciou ainda que as obras do Túnel do Rossio estão atrasadas em perto de cinco meses, relativamente à última data prevista e anunciada para a abertura do túnel. «É uma informação que, a confirmar-se, vai prolongar o calvário dos mais de 60 mil utentes que utilizavam diariamente a Estação do Rossio», constata a comissão de utentes, considerando que a tutela «deveria intervir energicamente para impedir que essa situação venha a acontecer».
Sobre os novos aumentos de preços na Linha de Sintra, tal como se entendia pelas declarações feitas recentemente pela Secretária de Estado dos Transportes e que iam no sentido das tarifas no transporte ferroviário passarem a ter mais componentes além da quilométrica: a do dia, da hora e do tipo de serviço prestado, a CP informou a CULS que «desconhecia qualquer estudo tarifário para a sua área de intervenção».
Degradação da qualidade
Na reunião, a CULS propôs ainda que fosse estudada uma solução entre a CP, as Câmaras Municipais atravessadas pela Linha de Sintra e os próprios jornais gratuitos, que considerasse a reciclagem desses jornais dado que se verifica que os actuais recipientes nas estações são de volume reduzido e insuficiente, o que é um factor acrescido de degradação das estações.
Manifestou-se também grande preocupação, nas horas de ponta e à noite, um superlotamento anormal e excessivo de utentes nos comboios, sendo, por isso, «um factor de degradação da qualidade desse transporte ferroviário motivado respectivamente por eliminação de horários e redução de carruagens».
A CULS referiu, por ultimo, o facto de a Estação de Mira Sintra/Melaços «continuar a ser uma estação fantasma, porque a não consideração da perspectiva dos passes sociais, como por exemplo o L123, serem válidos até esta estação, tal como acontece com os transportes rodoviários, leva que os utentes residentes em Mira Sintra e zonas contíguas, por questão de economia, não a utilizam».
Linha do Sado
Passageiros cada vez mais isolados
A Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado denunciou, recentemente, que a CP de Lisboa tem como objectivo apenas fazer o trajecto Barreiro/Pinhal Novo na Linha do Sado, ficando desta forma os passageiros dos concelhos do Barreiro e Moita mais isolados e com transportes mais caros. Os estudantes do Politécnico de Setúbal serão também lesados pois terão de fazer transbordo três vezes, dado a Fertagus não querer ir a Praias do Sado.
Em nota enviada ao Avante!, estes trabalhadores acusam ainda a CP de Lisboa, o Governo e o Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, com base num estudo por parte da Roland Berger-Strategy Consultants, de por o fim à exploração do troço entre o Pinhal Novo e Praias do Sado.
«Este estudo tem o valor que tem: Para a CP de Lisboa tem uma leitura, para nós trabalhadores tem outra, e essa passa pela concretização efectiva da electrificação e que os comboios da CP de Lisboa circulem entre o Barreiro e a Praias do Sado», defende a Sub-Comissão de Trabalhadores, lamentando que o Ministério da tutela tenha retirado os comboios regionais e inter-cidades, com partidas e chegadas à Estação do Barreiro.
Caso este estudo «de intenções» seja concretizado, continuam os trabalhadores, «seria a penalização dos utentes que vêm assim diminuir a oferta do transporte ferroviário público e, por outro lado, no que respeita aos trabalhadores da CP de Lisboa/Linha do Sado, seria a redução efectiva de postos de trabalho e a transferência compulsiva dos mesmos para outras localidades, quando estes têm a sua vida familiar estabilizada no Barreiro ou nos concelhos limítrofes».
Perante este cenário «fantasmagórico», cujos os objectivos apontam clara e inequivocamente para o favorecimento dos interesses dos grandes grupos económicos, neste caso da Fertagus, do Grupo Barraqueiro, em detrimento de uma empresa pública, a CP de Lisboa, a Sub-Comissão de Trabalhadores da Linha do Sado promete «continuar a lutar».