«Défice de informação»
A vereadora do PCP na Câmara de Lisboa Rita Magrinho denunciou haver «um défice de participação e de informação» na elaboração do plano de pormenor para o Bairro da Liberdade que a autarquia deverá apresentar em Abril.
As pessoas precisam de ser informadas
O projecto de plano de pormenor para aquele bairro, situado em Campolide, foi apresentado a 22 de Março pelo Executivo camarário liderado por António Carmona Rodrigues (coligação PSD-CDS/PP), tendo sido então a oposição convidada a apresentar sugestões até dia 6 de Abril.
«A população tem de ser ouvida, por que tem soluções para apresentar, soluções que têm de ser tomadas em consideração e intercaladas com as respostas dos técnicos», disse, sábado, em declarações aos jornalistas, a vereadora comunista Rita Magrinho, no final de uma visita aos bairros de Bela Flor, Tarujo e da Liberdade.
«Temos todos a percepção da complexidade dos problemas» em intervenção deste tipo, «mas as pessoas precisam de ser informadas, de saber quais são os planos de trabalho e de ter perspectivas temporais», sublinhou.
Rita Magrinho destacou o problema da construção da escola de Bela Flor que se arrasta há anos, obrigando as cerca de 90 crianças do bairro a frequentar, em horário duplo por falta de salas, a escola da Rua de Campolide que integra vários ciclos de ensino. O concurso para esta escola foi anulado em 2005 por que o terreno escolhido não servia, tendo na altura sido fixado, «a pedido expresso da CDU», um prazo de seis meses para encontrar um terreno alternativo, explicou.
«A CDU chegou a indicar um terreno, que continua hoje vago, mas o concurso continua por relançar», denunciou a vereadora que lamentou a falta de acompanhamento das populações destes bairros degradados onde as condições de vida são particularmente precárias.
Outra das situações complicadas constatadas na visita verificou-se no bairro de Tarujo onde há realojamentos por fazer desde 1993. Aqui também houve uma perspectiva de resolução, protagonizada pela empresa de urbanização de Lisboa EPUL, que entretanto parou.
Melhores condições de vida
No mesmo dia, Ruben de Carvalho, vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, visitou o Bairro da Boavista para se inteirar dos problemas daquela população. Recorde-se que, ao longo dos anos, a população desta localidade tem lutado por melhores condições de vida, designadamente no que se refere à passagem da carreira 24 pelo interior do bairro, melhoria da iluminação, extensão do Centro de Saúde, Posto de Correios, construção da Casa Mortuária e construção do Mercado do Bairro.
Outras questões que lesam os interesses da população, e que os eleitos do PCP exigem ver resolvidas, são «a retoma dos horários anteriores da carreira 43 de modo a que haja carreiras entre as 10 e as 17 e depois das 22 horas – o que agora não acontece» e o «reforço da carreira 11, devido ao encerramento do Túnel do Rossio, o que leva a que o autocarro chegue à Boavista cheio de passageiros da Damaia.
Revogação imediata
Dias antes, 21 de Março, os deputados municipais do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa apresentaram uma moção relativa ao afastamento arbitrário 22 de trabalhadores do departamento do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa (CML).
O documento exigia da CML um «cabal esclarecimento desta situação», repudia «a forma como este processo tem sido conduzido desde o início, à margem do conhecimento dos trabalhadores envolvidos e das suas estruturas representativas, exigindo que essa atitude se altere de imediato», e solicita «que o presidente da CML tome posição no sentido da imediata revogação do acto administrativo que deu origem a este processo de afastamento sumário destes trabalhadores».
«A população tem de ser ouvida, por que tem soluções para apresentar, soluções que têm de ser tomadas em consideração e intercaladas com as respostas dos técnicos», disse, sábado, em declarações aos jornalistas, a vereadora comunista Rita Magrinho, no final de uma visita aos bairros de Bela Flor, Tarujo e da Liberdade.
«Temos todos a percepção da complexidade dos problemas» em intervenção deste tipo, «mas as pessoas precisam de ser informadas, de saber quais são os planos de trabalho e de ter perspectivas temporais», sublinhou.
Rita Magrinho destacou o problema da construção da escola de Bela Flor que se arrasta há anos, obrigando as cerca de 90 crianças do bairro a frequentar, em horário duplo por falta de salas, a escola da Rua de Campolide que integra vários ciclos de ensino. O concurso para esta escola foi anulado em 2005 por que o terreno escolhido não servia, tendo na altura sido fixado, «a pedido expresso da CDU», um prazo de seis meses para encontrar um terreno alternativo, explicou.
«A CDU chegou a indicar um terreno, que continua hoje vago, mas o concurso continua por relançar», denunciou a vereadora que lamentou a falta de acompanhamento das populações destes bairros degradados onde as condições de vida são particularmente precárias.
Outra das situações complicadas constatadas na visita verificou-se no bairro de Tarujo onde há realojamentos por fazer desde 1993. Aqui também houve uma perspectiva de resolução, protagonizada pela empresa de urbanização de Lisboa EPUL, que entretanto parou.
Melhores condições de vida
No mesmo dia, Ruben de Carvalho, vereador do PCP na Câmara Municipal de Lisboa, visitou o Bairro da Boavista para se inteirar dos problemas daquela população. Recorde-se que, ao longo dos anos, a população desta localidade tem lutado por melhores condições de vida, designadamente no que se refere à passagem da carreira 24 pelo interior do bairro, melhoria da iluminação, extensão do Centro de Saúde, Posto de Correios, construção da Casa Mortuária e construção do Mercado do Bairro.
Outras questões que lesam os interesses da população, e que os eleitos do PCP exigem ver resolvidas, são «a retoma dos horários anteriores da carreira 43 de modo a que haja carreiras entre as 10 e as 17 e depois das 22 horas – o que agora não acontece» e o «reforço da carreira 11, devido ao encerramento do Túnel do Rossio, o que leva a que o autocarro chegue à Boavista cheio de passageiros da Damaia.
Revogação imediata
Dias antes, 21 de Março, os deputados municipais do PCP na Assembleia Municipal de Lisboa apresentaram uma moção relativa ao afastamento arbitrário 22 de trabalhadores do departamento do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa (CML).
O documento exigia da CML um «cabal esclarecimento desta situação», repudia «a forma como este processo tem sido conduzido desde o início, à margem do conhecimento dos trabalhadores envolvidos e das suas estruturas representativas, exigindo que essa atitude se altere de imediato», e solicita «que o presidente da CML tome posição no sentido da imediata revogação do acto administrativo que deu origem a este processo de afastamento sumário destes trabalhadores».