Dia do Estudante

Básico e secundário em protesto

Os estudantes do ensino básico e secundário voltaram a protestar na sexta-feira contra os exames nacionais e os custos elevados do ensino e reivindicando melhores condições nas escolas.
Mais de cinco mil estudantes protestaram contra as políticas educativas, na sexta-feira, quando se assinalava o Dia do Estudante. Milhares de estudantes estiveram envolvidos na sua preparação e na recolha de assinaturas para o abaixo-assinado, respondendo ao apelo da Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico.
Para a Delegação Nacional, tratou-se de «mais um grande dia de luta contra as políticas educativas praticadas pelo Governo PS, que apenas visa elitizar o ensino no nosso país». Registaram-se protestos no Algarve, Beja, Setúbal, Évora, Lisboa, Castelo Branco, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Santarém, Aveiro, Porto, Braga, Bragança, Vila Real e Madeira, entre outras localidades.
Os estudantes reivindicam melhores condições nas escolas, a implementação da educação sexual e a democratização do acesso ao ensino superior e protestam contra os exames nacionais no 6.º, 9.º, 11.º e 12.º ano, o actual formato das aulas de substituição, os elevados custos do ensino, a privatização dos bares, cantinas e reprografias.
Em Setúbal, Covilhã, Arraiolos e Oeiras, as autoridades policiais pressionaram os estudantes, procurando desmobilizá-los com o argumento que os protestos eram ilegais e que seriam levados a tribunal. «A esta intimidação – já registada pontualmente em anteriores jornadas de luta –, os estudantes de Norte a Sul do país responderam com luta e resistência», afirma a Delegação Nacional. Outra forma de pressão foi a «marcação apressada de testes na tentativa de dissuadir a sua luta». Trata-se de atitudes que estão «em claro confronto com o direito democrático de protesto», comentam os estudantes.
No distrito de Beja, as acções de protesto traduziram-se na recolha de assinaturas para o abaixo assinado contra as políticas educativas, a pintura de faixas e a discussão e aprovação de moções em reuniões gerais de alunos.
Para André Escoval, membro da Associação de Estudantes da Escola Secundária de Moura e membro da Delegação Nacional, o balanço é positivo. «Ficou bem patente o descontentamento dos estudantes, os principais visados das políticas educativas levada a cabo pelos governos».
«Foi um dia em muitos estudantes, de forma simbólica, por todo o país, manifestaram mais uma vez o seu profundo descontentamento, dando continuidade ao que têm afirmado até aqui, que não baixarão os braços até verem as suas necessidades, aspirações e anseios alcançados», garante André Escoval, em declarações ao Avante!.

JCP apoia

«Este é um dia de luta com uma grande importância, num quadro em que as políticas educativas levadas a cabo pelo Governo têm vindo a retirar direitos aos jovens portugueses, nomeadamente o direito à educação para todos», comenta a JCP.
Os jovens comunistas expressam a sua solidariedade com os estudantes e «sobretudo o seu empenho na luta, único caminho para alcançarem os seus anseios e aspirações». «Pela nossa parte, tudo faremos para garantir o direito universal e constitucionalmente consagrado de uma educação pública, gratuita e de qualidade ao serviço dos estudantes e do País», acrescentam
A JCP repudia ainda «a injustificada pressão exercida pela Polícia junto dos estudantes que de forma legítima se manifestavam». «Os argumentos apresentados, para impedir esta iniciativa dos estudantes são incompreensíveis e contrários à liberdade de expressão e manifestação», garante.


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