«Não deixamos cair o sonho»
Num pavilhão das Feiras de Serpa completamente cheio, o PCP assinalou, domingo, o seu 85.º aniversário com a presença do secretário-geral, Jerónimo de Sousa.
«Enganaram-se todos aqueles que esperavam ver-nos desiludidos»
Dezenas, depois centenas, muitas centenas, milhar e mais meio de militantes e amigos do Partido quiseram estar presentes no almoço-comício realizado em Serpa no passado domingo. De carro e de autocarro chegaram de Portalegre, de Évora, do Litoral Alentejano e de Beja e 1500 encheram, a rebentar pelas costuras, o recinto.
Uma tarefa destas só pôde ser levada a cabo com êxito por um elevado nível de militância e, no que a isto diz respeito, os comunistas de Serpa deram extraordinárias provas. Não se tratava simplesmente de arranjar um local, mas de o embelezar, de organizar as tarefas mais simples, como a banca de livros, às mais complexas como a de confeccionar o cozido de grão para 1500 pessoas, de o servir com prontidão e, no final, de desmontar tudo aquilo. Para pôr tudo isto em execução 100 voluntários, arregaçaram as mangas e levaram a bom termo a tarefa que o colectivo partidário tinha decidido.
Na sua intervenção, efusivamente saudada, Jerónimo de Sousa lembrou estar-se a celebrar os oitenta e cinco anos de vida do PCP«com a consciência da nossa própria razão de ser, com a convicção dos nossos ideais e objectivos, com o orgulho do nosso passado e da história de 85 anos de luta ao serviço dos trabalhadores, do povo português e de Portugal». Para o dirigente comunista, a luta prossegue no presente, «a pensar e a acreditar, com confiança e determinação, no futuro do Partido, da democracia e de Portugal».
Jerónimo de Sousa reafirmou que se enganaram «todos aqueles que esperavam ver-nos desiludidos, desanimados, abandonando objectivos e ideais, deixando cair o sonho, o projecto político, a acção revolucionária». E, destacou, enganaram-se também «todos aqueles que, confundindo desejos com realidades, determinaram, nos seus escritos, sentenças e profecias, o “definhamento irreversível” do PCP».
«Comunistas do nosso tempo, firmes no nosso ideal, usando o marxismo-leninismo com a concepção do seu permanente enriquecimento pelo estudo de novas situações e fenómenos, processos, conhecimentos e experiências, mas assumindo-o como instrumento insubstituível para a análise das realidades, procuramos a explicação das novas realidades do mundo e do País em movimento», reafirmou.
Transformar o sonho em vida
Antes, já João Pauzinho, do Comité Central, tinha afirmado que este é um Governo que «trai o povo quando pretende fechar mais de uma centena de escolas no Alentejo numa clara afronta ao direito constitucional de igualdade de oportunidades no acesso à educação». Mas, realçou, as «recentes lutas das populações contra o encerramento de escolas são uma prova inequívoca de que é possível resistir e contrariar esta política».
Lembrando que este é o ano do reforço do Partido, João Pauzinho anunciou que «no último ano recrutámos 340 novos militantes, na sua maioria jovens. Mas precisamos de recrutar ainda mais, de ter um recrutamento mais direccionado e organizá-lo ainda melhor».
Mais adiante, afirmou que «cada militante novo tem de ser isso mesmo – um militante – um membro do Partido com direitos e deveres, mas sempre com tarefas». Já com a sala de pé, numa grande ovação, João Pauzinho terminou dizendo que «ao longo de séculos o Alentejo foi protagonista de grandes lutas dos trabalhadores, fomos vencedores, fomos derrotados, a luta de classes é assim mesmo, mas levantamos sempre a cabeça e acreditamos sempre que é possível, que isto um dia tem que mudar».
Ana Sofia, da JCP, lembrou a realização do Congresso da JCP, em Maio próximo, sob o lema Tranformar o sonho em vida, e informou que «desde a Festa do Avante! até hoje já recrutámos mais de 550 novos militantes para a JCP. Novos camaradas que se juntam a nós na construção de um mundo novo!».
Uma tarefa destas só pôde ser levada a cabo com êxito por um elevado nível de militância e, no que a isto diz respeito, os comunistas de Serpa deram extraordinárias provas. Não se tratava simplesmente de arranjar um local, mas de o embelezar, de organizar as tarefas mais simples, como a banca de livros, às mais complexas como a de confeccionar o cozido de grão para 1500 pessoas, de o servir com prontidão e, no final, de desmontar tudo aquilo. Para pôr tudo isto em execução 100 voluntários, arregaçaram as mangas e levaram a bom termo a tarefa que o colectivo partidário tinha decidido.
Na sua intervenção, efusivamente saudada, Jerónimo de Sousa lembrou estar-se a celebrar os oitenta e cinco anos de vida do PCP«com a consciência da nossa própria razão de ser, com a convicção dos nossos ideais e objectivos, com o orgulho do nosso passado e da história de 85 anos de luta ao serviço dos trabalhadores, do povo português e de Portugal». Para o dirigente comunista, a luta prossegue no presente, «a pensar e a acreditar, com confiança e determinação, no futuro do Partido, da democracia e de Portugal».
Jerónimo de Sousa reafirmou que se enganaram «todos aqueles que esperavam ver-nos desiludidos, desanimados, abandonando objectivos e ideais, deixando cair o sonho, o projecto político, a acção revolucionária». E, destacou, enganaram-se também «todos aqueles que, confundindo desejos com realidades, determinaram, nos seus escritos, sentenças e profecias, o “definhamento irreversível” do PCP».
«Comunistas do nosso tempo, firmes no nosso ideal, usando o marxismo-leninismo com a concepção do seu permanente enriquecimento pelo estudo de novas situações e fenómenos, processos, conhecimentos e experiências, mas assumindo-o como instrumento insubstituível para a análise das realidades, procuramos a explicação das novas realidades do mundo e do País em movimento», reafirmou.
Transformar o sonho em vida
Antes, já João Pauzinho, do Comité Central, tinha afirmado que este é um Governo que «trai o povo quando pretende fechar mais de uma centena de escolas no Alentejo numa clara afronta ao direito constitucional de igualdade de oportunidades no acesso à educação». Mas, realçou, as «recentes lutas das populações contra o encerramento de escolas são uma prova inequívoca de que é possível resistir e contrariar esta política».
Lembrando que este é o ano do reforço do Partido, João Pauzinho anunciou que «no último ano recrutámos 340 novos militantes, na sua maioria jovens. Mas precisamos de recrutar ainda mais, de ter um recrutamento mais direccionado e organizá-lo ainda melhor».
Mais adiante, afirmou que «cada militante novo tem de ser isso mesmo – um militante – um membro do Partido com direitos e deveres, mas sempre com tarefas». Já com a sala de pé, numa grande ovação, João Pauzinho terminou dizendo que «ao longo de séculos o Alentejo foi protagonista de grandes lutas dos trabalhadores, fomos vencedores, fomos derrotados, a luta de classes é assim mesmo, mas levantamos sempre a cabeça e acreditamos sempre que é possível, que isto um dia tem que mudar».
Ana Sofia, da JCP, lembrou a realização do Congresso da JCP, em Maio próximo, sob o lema Tranformar o sonho em vida, e informou que «desde a Festa do Avante! até hoje já recrutámos mais de 550 novos militantes para a JCP. Novos camaradas que se juntam a nós na construção de um mundo novo!».