Sérvios despedem-se de Milosevic

Milhares de pessoas renderam homenagem, desde quinta-feira da semana passada, ao ex-presidente da Sérvia e da Jugoslávia, Slobodan Milosevic, falecido aos 64 anos quando se encontrava detido nos calabouços do Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, onde respondia, desde Fevereiro de 2002, por supostos crimes contra a Humanidade. As alegações do TPI nunca ficaram provadas e o colectivo de juizes encerrou imediatamente o processo.
Durante dois dias e meio, o Museu da História da Revolução, em Belgrado, acolheu quase todos os que quiseram manifestar apreço pela personalidade e pela coerência política demonstrada por Milosevic até ao dia em que morreu, aproveitando, simultaneamente, para expressarem repúdio pela tentativa de encobrimento dos factos que acabaram por precipitar o seu desaparecimento.
Muito embora as autoridades do país se tenham negado a prestar uma cerimónia de Estado ao antigo presidente, no sábado, a urna foi acompanhada por cerca de 80 mil pessoas pelas ruas de Belgrado, seguindo depois para Pozarevac, terra natal de Milosevic, onde o corpo foi sepultado nos jardins da residência da sua família.
Na nota que a seguir reproduzimos, enviada ao Partido Socialista da Sérvia, fundado por Slobodan Milosevic, em 1991, na sequência da dissolução da Liga dos Comunistas da Jugoslávia, os comunistas portugueses manifestam o seu pesar pela morte do dirigente e estadista.

«À Direcção do Partido Socialista da Sérvia

O Partido Comunista Português expressa as suas condolências pelo falecimento de Slobodan Milosevic, Presidente de Honra do Partido Socialista da Sérvia, na ocasião do seu funeral em Pozarevac e confirma-vos o nosso apreço e solidariedade para com a resistência do vosso partido à ofensiva do imperialismo visando o desmantelamento da Jugoslávia e a imposição do seu domínio na região.


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