«Uma medida inaceitável»
O Governo prepara-se para fechar o Hospital do Desterro, unidade que presta serviço à população desde Santarém a Faro, nas especialidades de Urologia e Dermatologia.
O seu encerramento, sem a criação de alternativas credíveis que garantam a eficiência e a qualidade de prestação de cuidados de saúde, «constitui uma medida inaceitável». Esta posição foi tomada, sábado, após um encontro com a população, promovido pela USL/CGTP-IN e o MUSP.
«Na altura em que os hospitais de S. José e dos Capuchos são obrigados a internar doentes em macas nos corredores, reduzir 50 camas de medicina no Hospital do Desterro e acabar com 50 mil consultas externas realizadas anualmente neste hospital, é pôr em causa o acesso e a resposta aos utentes necessitados de cuidados de saúde», denuncia a resolução, aprovada no encontro do passado dia 11, alertando que «esta é uma situação que se agravará caso o Governo concretize a intenção de encerrar outros hospitais públicos da cidade de Lisboa, como S. José, Capuchos, Sta. Marta, Estefânia e Miguel Bombarda».
O documento denuncia que este «é um projecto que tem como objectivo supremo reduzir o investimento do Estado na saúde; permitir a entrada de grupos económicos e financeiros em todas as áreas do Serviço Nacional de Saúde para fazer negócio à custa da saúde dos portugueses; pôr os utentes a pagar mais 25 a 50 por cento pelos cuidados de saúde que lhes são prestados».
O aumento das taxas moderadoras em 23 por cento foi outro dos exemplos avançados. «Não é justo que os portugueses que pagam os seus impostos e que já suportam 30 por cento das despesas com a saúde - enquanto a média da UE não ultrapassa os 20 por cento - sejam penalizados com mais encargos», continua a resolução da USL e do MUSP.
No encontro foi, entretanto, decidido realizar no dia 12 de Abril uma concentração, às 17h30, no Saldanha para entrega do abaixo-assinado no Ministério da Saúde. No primeiro dia de Abril, a CGTP-IN irá realizar uma manifestação, às 15h00, da Praça do Chile para o Rossio.
Irão ainda ser solicitadas audiências aos grupos parlamentares dos partidos políticos com representação na Assembleia da República e realizar-se-ão mais encontros com a população de outras freguesias do concelho de Lisboa.
«Na altura em que os hospitais de S. José e dos Capuchos são obrigados a internar doentes em macas nos corredores, reduzir 50 camas de medicina no Hospital do Desterro e acabar com 50 mil consultas externas realizadas anualmente neste hospital, é pôr em causa o acesso e a resposta aos utentes necessitados de cuidados de saúde», denuncia a resolução, aprovada no encontro do passado dia 11, alertando que «esta é uma situação que se agravará caso o Governo concretize a intenção de encerrar outros hospitais públicos da cidade de Lisboa, como S. José, Capuchos, Sta. Marta, Estefânia e Miguel Bombarda».
O documento denuncia que este «é um projecto que tem como objectivo supremo reduzir o investimento do Estado na saúde; permitir a entrada de grupos económicos e financeiros em todas as áreas do Serviço Nacional de Saúde para fazer negócio à custa da saúde dos portugueses; pôr os utentes a pagar mais 25 a 50 por cento pelos cuidados de saúde que lhes são prestados».
O aumento das taxas moderadoras em 23 por cento foi outro dos exemplos avançados. «Não é justo que os portugueses que pagam os seus impostos e que já suportam 30 por cento das despesas com a saúde - enquanto a média da UE não ultrapassa os 20 por cento - sejam penalizados com mais encargos», continua a resolução da USL e do MUSP.
No encontro foi, entretanto, decidido realizar no dia 12 de Abril uma concentração, às 17h30, no Saldanha para entrega do abaixo-assinado no Ministério da Saúde. No primeiro dia de Abril, a CGTP-IN irá realizar uma manifestação, às 15h00, da Praça do Chile para o Rossio.
Irão ainda ser solicitadas audiências aos grupos parlamentares dos partidos políticos com representação na Assembleia da República e realizar-se-ão mais encontros com a população de outras freguesias do concelho de Lisboa.