Carteiros em luta
Dezenas de carteiros contratados a prazo exigiram a passagem à efectividade, frente ao DRH dos CTT, após três dias de greve. Não havendo solução, voltarão a parar este mês.
A violação do AE é fonte de receitas para a empresa
A concentração levou, segunda-feira, à Praça dos Restauradores, dezenas de jovens carteiros de Lisboa, que fizeram ouvir a sua indignação, após terem cumprido a cem por cento, uma greve às horas extraordinárias entre o dia 2 e o dia 4.
Como consta da resolução que fizeram chegar à administração, exigiram o cumprimento do protocolo anexo ao Acordo de Empresa de 2005, a abertura de vagas para passar os ESEs (Empregados de Serviços Elementares) a carteiros e a passagem a tempo inteiro dos contratados a tempo parcial e decidiram prosseguir a luta, «se a empresa continuar a fazer ouvidos moucos às justas reivindicações dos trabalhadores».
Após a entrega do documento ao director dos Recursos Humanos dos CTT, um dirigente do SNTCT/CGTP-IN, Fernando Ambrioso, fez saber que o director assumiu apresentar, até dia 15, um estudo que deverá servir de base para a resolução do problema. Os trabalhadores decidiram agendar plenários para dia 17, a fim de analisarem a proposta da empresa. Caso a situação se mantenha, «os carteiros vão cumprir com mais quatro dias de greve, entre 20 e 24 deste mês», salientou o mesmo sindicalista.
À custa da precariedade
Em 2005, a administração dos CTT assinou com os sindicatos um protocolo, no qual se comprometeu a efectuar um estudo que poderá permitir o fim do trabalho não remunerado, através de horas extraordinárias impostas unilateralmente pela administração.
A verdade é que, até à data, cerca de sessenta trabalhadores contratados são, há anos, carteiros a tempo parcial – a administração prometeu rever a sua situação profissional assim que surgissem vagas para carteiros a tempo completo – embora continuem a assistir à aposentação de dezenas de trabalhadores e ao aumento da precariedade em postos de trabalho permanentes.
Com contratos parciais de cinco horas diárias, a administração solicita constantemente o prolongamento do horário, embora, para efeitos de cálculo da aposentação, Segurança Social ou baixas, contem apenas as cinco e não as horas a mais.
No caso dos ESEs, o Acordo de Empresa não está a ser respeitado e estes trabalhadores são colocados a desempenhar funções de carteiro, auferindo salários que são cerca de 150 euros inferiores aos dos carteiros efectivos, denunciou, num comunicado de dia 27, A CCL do SNTCT da Central de Correios de Cabo Ruivo.
Montijo
Os trabalhadores da estação dos Correios, na Avenida 25 de Abril, no Montijo, também estiveram em greve no dia 29, por terem sido vítimas de descontos nos salários dos últimos oito meses, por motivo de falhas no sistema informático.
Segundo o SNTCT, as falhas no sistema devem-se a quebras de energia que originam diferenças nas contas ao fim do dia – por vezes cerca de cem euros –, que têm sido repostas pelos próprios trabalhadores. A situação causa-lhes prejuízos mensais na ordem dos cinco a dez por cento do seu vencimento.
Em declarações à Lusa, um dirigente do SNTCT, Eduardo Rita, revelou que têm ocorrido situações semelhantes noutros postos do distrito de Setúbal e também em Coimbra.
Como consta da resolução que fizeram chegar à administração, exigiram o cumprimento do protocolo anexo ao Acordo de Empresa de 2005, a abertura de vagas para passar os ESEs (Empregados de Serviços Elementares) a carteiros e a passagem a tempo inteiro dos contratados a tempo parcial e decidiram prosseguir a luta, «se a empresa continuar a fazer ouvidos moucos às justas reivindicações dos trabalhadores».
Após a entrega do documento ao director dos Recursos Humanos dos CTT, um dirigente do SNTCT/CGTP-IN, Fernando Ambrioso, fez saber que o director assumiu apresentar, até dia 15, um estudo que deverá servir de base para a resolução do problema. Os trabalhadores decidiram agendar plenários para dia 17, a fim de analisarem a proposta da empresa. Caso a situação se mantenha, «os carteiros vão cumprir com mais quatro dias de greve, entre 20 e 24 deste mês», salientou o mesmo sindicalista.
À custa da precariedade
Em 2005, a administração dos CTT assinou com os sindicatos um protocolo, no qual se comprometeu a efectuar um estudo que poderá permitir o fim do trabalho não remunerado, através de horas extraordinárias impostas unilateralmente pela administração.
A verdade é que, até à data, cerca de sessenta trabalhadores contratados são, há anos, carteiros a tempo parcial – a administração prometeu rever a sua situação profissional assim que surgissem vagas para carteiros a tempo completo – embora continuem a assistir à aposentação de dezenas de trabalhadores e ao aumento da precariedade em postos de trabalho permanentes.
Com contratos parciais de cinco horas diárias, a administração solicita constantemente o prolongamento do horário, embora, para efeitos de cálculo da aposentação, Segurança Social ou baixas, contem apenas as cinco e não as horas a mais.
No caso dos ESEs, o Acordo de Empresa não está a ser respeitado e estes trabalhadores são colocados a desempenhar funções de carteiro, auferindo salários que são cerca de 150 euros inferiores aos dos carteiros efectivos, denunciou, num comunicado de dia 27, A CCL do SNTCT da Central de Correios de Cabo Ruivo.
Montijo
Os trabalhadores da estação dos Correios, na Avenida 25 de Abril, no Montijo, também estiveram em greve no dia 29, por terem sido vítimas de descontos nos salários dos últimos oito meses, por motivo de falhas no sistema informático.
Segundo o SNTCT, as falhas no sistema devem-se a quebras de energia que originam diferenças nas contas ao fim do dia – por vezes cerca de cem euros –, que têm sido repostas pelos próprios trabalhadores. A situação causa-lhes prejuízos mensais na ordem dos cinco a dez por cento do seu vencimento.
Em declarações à Lusa, um dirigente do SNTCT, Eduardo Rita, revelou que têm ocorrido situações semelhantes noutros postos do distrito de Setúbal e também em Coimbra.