Manifestações varrem a França
Mais de 160 manifestações realizaram-se, na terça-feira, 7, em todo o território francês em protesto contra a nova legislação laboral que, designadamente, liberaliza os despedimentos dos jovens com menos de 26 anos.
Em causa está o contrato de primeiro emprego (CPE), aprovado pelo Senado, na madrugada de domingo, unicamente com os votos da maioria que suporta o governo de direita. Os partidos situados à esquerda rejeitaram unanimemente o projecto.
As manifestações de anteontem foram convocadas pelo conjunto dos sindicatos e organizações estudantis e juvenis que não se conformam com as disposições discriminatórias dos jovens trabalhadores.
O diploma estabelece um período experimental de dois anos, durante o qual a entidade patronal pode despedir, sem justificação, o trabalhador contratado no referido regime, o que constitui um grave entorse ao direito laboral vigente.
A contestação popular deste projecto ficou anteriormente marcada pelas importantes manifestações decorridas em 7 de Fevereiro. Desde então a popularidade do governo francês entrou em queda, atingindo em particular a figura do primeiro-ministro, Dominique Villepin, potencial candidato presidencial em 2007.
Por outro lado, os estudos de opinião mostram uma hostilidade crescente dos franceses ao CPE. Segundo os inquéritos mais recentes 63 por cento consideram que o novo regime será ineficaz na criação de empregos, o objectivo principal declarado pelo governo. Em meados de Janeiro, esta opinião era partilhada por penas 43 por cento da população.
O desemprego afecta cerca de 23 por cento dos jovens com menos de 25 anos em toda a França, atingindo os 40 por cento em certas zonas desfavorecidas, como os subúrbios das grandes cidades onde se registaram graves motins urbanos em Novembro do ano passado.
As manifestações de anteontem foram convocadas pelo conjunto dos sindicatos e organizações estudantis e juvenis que não se conformam com as disposições discriminatórias dos jovens trabalhadores.
O diploma estabelece um período experimental de dois anos, durante o qual a entidade patronal pode despedir, sem justificação, o trabalhador contratado no referido regime, o que constitui um grave entorse ao direito laboral vigente.
A contestação popular deste projecto ficou anteriormente marcada pelas importantes manifestações decorridas em 7 de Fevereiro. Desde então a popularidade do governo francês entrou em queda, atingindo em particular a figura do primeiro-ministro, Dominique Villepin, potencial candidato presidencial em 2007.
Por outro lado, os estudos de opinião mostram uma hostilidade crescente dos franceses ao CPE. Segundo os inquéritos mais recentes 63 por cento consideram que o novo regime será ineficaz na criação de empregos, o objectivo principal declarado pelo governo. Em meados de Janeiro, esta opinião era partilhada por penas 43 por cento da população.
O desemprego afecta cerca de 23 por cento dos jovens com menos de 25 anos em toda a França, atingindo os 40 por cento em certas zonas desfavorecidas, como os subúrbios das grandes cidades onde se registaram graves motins urbanos em Novembro do ano passado.