Cavaco ameaçará direitos
«Apesar da vitória de Cavaco Silva constituir uma séria ameaça aos valores e conquistas de Abril, é também com confiança e optimismo que saímos destas eleições», afirma a Comissão Política da JCP, em análise às eleições presidenciais.
«Os jovens não se resignam com as políticas de direita»
A Comissão Política da JCP, em análise dos resultados das eleições presidenciais, destaca como facto negativo a eleição de Cavaco Silva e como facto positivo o grande resultado obtido pela candidatura de Jerónimo de Sousa.
Lembrando que Jerónimo de Sousa obteve 8,6 por cento, num total absoluto de 470 mil votos, a Comissão Política considera que se trata de um considerável avanço em comparação com o resultado da CDU nas últimas eleições legislativas de 2005. Num sentido contrário, assinala que as duas candidaturas da área do Partido Socialista obtiveram conjuntamente menos 675 000 votos do que o PS nas eleições legislativas de 2005 e que o candidato do BE obteve menos 77 mil votos do que nas últimas legislativas.
«Sendo Cavaco Silva o candidato que dizia estar acima dos partidos, a verdade é que era o candidato da direita e de todas as políticas que daí advêm, tendo por trás os mais poderosos meios económicos e o apoio indisfarçável dos principais grupos de comunicação social», referem os jovens comunistas, sublinhando que esta vitória «significará um ataque à Constituição portuguesa e aos direitos, liberdades e conquistas da Revolução de Abril e também aos direitos da juventude portuguesa».
«Apesar de ser uma candidatura que estava a ser preparada há mais de dois anos, e na qual a comunicação social teve um importante papel na sua promoção, a eleição por uma pequena margem de votos ficou aquém do que alguns davam como certo e vem demonstrar que era possível derrotar Cavaco Silva se houvesse por parte de outras forças políticas o mesmo empenho que houve na candidatura de Jerónimo de Sousa. Na verdade, as hesitações, desmobilizações e ambiguidades do PS, bem como as políticas anti-populares do seu Governo, muito contribuíram para este resultado eleitoral», sustenta a Comissão Política.
Confiança
«Apesar da vitória de Cavaco Silva constituir uma séria ameaça aos valores e conquistas de Abril, é também com confiança e optimismo que saímos destas eleições», refere a Comissão Política.
«A JCP dinamizou em todos o país, juntamente com milhares de jovens independente apoiantes da candidatura de Jerónimo de Sousa, uma campanha dinâmica, esclarecedora e combativa junto da juventude portuguesa. Nas escolas, nas universidades, nas empresas, nos locais de trabalho, promovemos centenas de momentos de debate e discussão, de convívio, de contacto com a juventude portuguesa, de informação e esclarecimento. Foram muitos os momentos em que estiveram presentes várias centenas de jovens, de que é exemplo maior o comício realizado no Pavilhão Atlântico, no qual participaram mais de mil jovens», salienta.
Para a Comissão Política, «muitos milhares de jovens que não se resignam com as políticas de direita que têm vindo a atacar os seus direitos, juntaram-se e apoiaram activamente esta candidatura».
Lembrando que Jerónimo de Sousa obteve 8,6 por cento, num total absoluto de 470 mil votos, a Comissão Política considera que se trata de um considerável avanço em comparação com o resultado da CDU nas últimas eleições legislativas de 2005. Num sentido contrário, assinala que as duas candidaturas da área do Partido Socialista obtiveram conjuntamente menos 675 000 votos do que o PS nas eleições legislativas de 2005 e que o candidato do BE obteve menos 77 mil votos do que nas últimas legislativas.
«Sendo Cavaco Silva o candidato que dizia estar acima dos partidos, a verdade é que era o candidato da direita e de todas as políticas que daí advêm, tendo por trás os mais poderosos meios económicos e o apoio indisfarçável dos principais grupos de comunicação social», referem os jovens comunistas, sublinhando que esta vitória «significará um ataque à Constituição portuguesa e aos direitos, liberdades e conquistas da Revolução de Abril e também aos direitos da juventude portuguesa».
«Apesar de ser uma candidatura que estava a ser preparada há mais de dois anos, e na qual a comunicação social teve um importante papel na sua promoção, a eleição por uma pequena margem de votos ficou aquém do que alguns davam como certo e vem demonstrar que era possível derrotar Cavaco Silva se houvesse por parte de outras forças políticas o mesmo empenho que houve na candidatura de Jerónimo de Sousa. Na verdade, as hesitações, desmobilizações e ambiguidades do PS, bem como as políticas anti-populares do seu Governo, muito contribuíram para este resultado eleitoral», sustenta a Comissão Política.
Confiança
«Apesar da vitória de Cavaco Silva constituir uma séria ameaça aos valores e conquistas de Abril, é também com confiança e optimismo que saímos destas eleições», refere a Comissão Política.
«A JCP dinamizou em todos o país, juntamente com milhares de jovens independente apoiantes da candidatura de Jerónimo de Sousa, uma campanha dinâmica, esclarecedora e combativa junto da juventude portuguesa. Nas escolas, nas universidades, nas empresas, nos locais de trabalho, promovemos centenas de momentos de debate e discussão, de convívio, de contacto com a juventude portuguesa, de informação e esclarecimento. Foram muitos os momentos em que estiveram presentes várias centenas de jovens, de que é exemplo maior o comício realizado no Pavilhão Atlântico, no qual participaram mais de mil jovens», salienta.
Para a Comissão Política, «muitos milhares de jovens que não se resignam com as políticas de direita que têm vindo a atacar os seus direitos, juntaram-se e apoiaram activamente esta candidatura».