Israel quer «terra de ninguém»
O exército israelita iniciou anteontem uma nova ofensiva contra os territórios autónomos palestinianos visando o estabelecimento de uma zona de acesso proibido – a chamada «terra de ninguém» - junto da fronteira com a Faixa de Gaza.
As cidades de Gaza e de Beit Lagye foram alvo de bombardeamentos da aviação de Tel Aviv, alegadamente em resposta a ataques anteriores a partir daquele território contra bases militares e colonatos israelitas.
A medida aprovada pelo governo de Ariel Sharon mereceu já o mais vivo repúdio da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP). O primeiro-ministro Ahmed Qorei declarou que tal decisão é «muito grave e pode trazer más consequências».
Qorei insurgiu-se ainda contra o anúncio de Israel de impedir a participação dos cerca de 200 mil palestinianos que habitam em Jerusalém Leste no acto eleitoral agendado para o próximo mês de Janeiro. O motivo prende-se com a presença, pela primeira vez, do movimento Hamas no sufrágio, mas os palestinianos já fizeram saber que tal impedimento viola os acordos estabelecidos sobre a matéria. A ANP equaciona o adiamento das eleições até ao completo desbloqueamento da situação.
Uma sondagem recente afirma que o Hamas lidera as intenções de voto nas legislativas com 31 por cento, seguido pela lista liderada por Marwan Barghouti (actualmente detido em Israel), com 27 por cento, e da Fatah com 18.
As cidades de Gaza e de Beit Lagye foram alvo de bombardeamentos da aviação de Tel Aviv, alegadamente em resposta a ataques anteriores a partir daquele território contra bases militares e colonatos israelitas.
A medida aprovada pelo governo de Ariel Sharon mereceu já o mais vivo repúdio da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP). O primeiro-ministro Ahmed Qorei declarou que tal decisão é «muito grave e pode trazer más consequências».
Qorei insurgiu-se ainda contra o anúncio de Israel de impedir a participação dos cerca de 200 mil palestinianos que habitam em Jerusalém Leste no acto eleitoral agendado para o próximo mês de Janeiro. O motivo prende-se com a presença, pela primeira vez, do movimento Hamas no sufrágio, mas os palestinianos já fizeram saber que tal impedimento viola os acordos estabelecidos sobre a matéria. A ANP equaciona o adiamento das eleições até ao completo desbloqueamento da situação.
Uma sondagem recente afirma que o Hamas lidera as intenções de voto nas legislativas com 31 por cento, seguido pela lista liderada por Marwan Barghouti (actualmente detido em Israel), com 27 por cento, e da Fatah com 18.