Devolver as polícias aos cidadãos
Num encontro com a Comissão Coordenadora Permanente dos sindicatos e associações dos profissionais das forças de segurança, Jerónimo de Sousa manifestou preocupação com a degradação das condições de trabalho destes profissionais.
A polícia tem sido desviada das suas missões constitucionais
O candidato comunista expressou aos representantes dos profissionais das forças de segurança o interesse e preocupação com que tem acompanhado as suas lutas e movimentações pela defesa dos seus interesses e por melhores condições de trabalho. Estas preocupações estiveram, segundo o candidato, na base da marcação da reunião.
Os representantes dos profissionais apresentaram algumas das principais carências e problemas com que se debatem as forças de segurança actualmente: a falta de meios e equipamentos; a ruptura dos programas de prevenção e polícia de proximidade; o afastamento das polícias dos cidadãos e a utilização das forças de segurança das suas missões constitucionais, nomeadamente com o seu desvio para missões externas; ataque aos direitos profissionais, sobretudo ao nível da aposentação, dos sistemas de saúde, estatutos e promoções. Tudo isto quando a criminalidade violenta regista um forte aumento. Os assaltos a bancos, por exemplo, aumentaram 30 por cento.
Tendo ouvido os dirigentes sindicais e associativos, Jerónimo de Sousa denunciou a degradação das condições de trabalho dos profissionais das forças e serviços de segurança, bem como a instabilidade e desmotivação existentes nas forças policiais. O candidato manifestou ainda a sua profunda preocupação pelo abandono a que o Governo votou este importante sector do Estado. A recente decisão de encerrar esquadras e postos da PSP e da GNR, de carácter economicista, acusou, mereceu o repúdio do candidato comunista, que duvida da sua seriedade e eficácia.
Perante o panorama, Jerónimo de Sousa defendeu a tomada de medidas para que as polícias sejam colocadas aos serviço das suas missões constitucionais, ao serviço dos cidadãos e do Estado democrático. E reafirmou a defesa da melhoria das condições de trabalho dos profissionais e a dignificação do seu estatuto.
No encontro, anteontem de manhã, participaram representantes da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), da Associação Sócio- Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), da Associação Sindical da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (ASCIF) e do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
Ingerência de Cavaco
Questionado pelos jornalistas, no final da reunião, sobre declarações de Cavaco Silva publicada numa entrevista dada ao JN, Jerónimo de Sousa acusou o candidato da direita de ainda ter alma de primeiro-ministro.
Cavaco sugeriu a criação de uma secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal, mas esta «é uma proposta que constitui, no mínimo, uma ingerência» nas competências do Governo, mostrando que o ex-chefe do PSD «continua a funcionar como se pudesse vir a ser primeiro-ministro no cargo de Presidente da República», comentou o candidato comunista.
Terça-feira à noite, num jantar com apoiantes, na Atalaia (Montijo), ainda a propósito da mesma entrevista, Jerónimo afirmou que Cavaco Silva «fez um ajuste de contas com o seu ex-ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, que teve a má sorte de declarar que Cavaco Silva é como um eucalipto, seca tudo à sua volta».
Na entrevista publicada no JN, Cavaco defende que «tem de ser feito um acompanhamento com algum pormenor» das empresas estrangeiras em Portugal, sugerindo que este «deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a esta tarefa». Contudo, a Agência Lusa noticiou que, após as críticas dos adversários, o ex-primeiro- ministro negou ter sugerido tal ideia. Sem desmentir a entrevista argumentou que se limitou a «contar histórias de sucesso que ocorrem noutros países».
Os representantes dos profissionais apresentaram algumas das principais carências e problemas com que se debatem as forças de segurança actualmente: a falta de meios e equipamentos; a ruptura dos programas de prevenção e polícia de proximidade; o afastamento das polícias dos cidadãos e a utilização das forças de segurança das suas missões constitucionais, nomeadamente com o seu desvio para missões externas; ataque aos direitos profissionais, sobretudo ao nível da aposentação, dos sistemas de saúde, estatutos e promoções. Tudo isto quando a criminalidade violenta regista um forte aumento. Os assaltos a bancos, por exemplo, aumentaram 30 por cento.
Tendo ouvido os dirigentes sindicais e associativos, Jerónimo de Sousa denunciou a degradação das condições de trabalho dos profissionais das forças e serviços de segurança, bem como a instabilidade e desmotivação existentes nas forças policiais. O candidato manifestou ainda a sua profunda preocupação pelo abandono a que o Governo votou este importante sector do Estado. A recente decisão de encerrar esquadras e postos da PSP e da GNR, de carácter economicista, acusou, mereceu o repúdio do candidato comunista, que duvida da sua seriedade e eficácia.
Perante o panorama, Jerónimo de Sousa defendeu a tomada de medidas para que as polícias sejam colocadas aos serviço das suas missões constitucionais, ao serviço dos cidadãos e do Estado democrático. E reafirmou a defesa da melhoria das condições de trabalho dos profissionais e a dignificação do seu estatuto.
No encontro, anteontem de manhã, participaram representantes da Associação dos Profissionais da Guarda (APG), da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), da Associação Sócio- Profissional da Polícia Marítima (ASPPM), da Associação Sindical da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (ASCIF) e do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP).
Ingerência de Cavaco
Questionado pelos jornalistas, no final da reunião, sobre declarações de Cavaco Silva publicada numa entrevista dada ao JN, Jerónimo de Sousa acusou o candidato da direita de ainda ter alma de primeiro-ministro.
Cavaco sugeriu a criação de uma secretaria de Estado para acompanhar as empresas estrangeiras em Portugal, mas esta «é uma proposta que constitui, no mínimo, uma ingerência» nas competências do Governo, mostrando que o ex-chefe do PSD «continua a funcionar como se pudesse vir a ser primeiro-ministro no cargo de Presidente da República», comentou o candidato comunista.
Terça-feira à noite, num jantar com apoiantes, na Atalaia (Montijo), ainda a propósito da mesma entrevista, Jerónimo afirmou que Cavaco Silva «fez um ajuste de contas com o seu ex-ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, que teve a má sorte de declarar que Cavaco Silva é como um eucalipto, seca tudo à sua volta».
Na entrevista publicada no JN, Cavaco defende que «tem de ser feito um acompanhamento com algum pormenor» das empresas estrangeiras em Portugal, sugerindo que este «deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a esta tarefa». Contudo, a Agência Lusa noticiou que, após as críticas dos adversários, o ex-primeiro- ministro negou ter sugerido tal ideia. Sem desmentir a entrevista argumentou que se limitou a «contar histórias de sucesso que ocorrem noutros países».