O Natal não é igual para todos
A União dos Sindicatos de Lisboa promoveu, dia 15, uma arruada pela baixa de Lisboa, para denunciar o aumento do custo de vida e do desemprego e a política dos baixos salários.
A população foi alertada para a crise desigual
A acção de trabalhadores activistas, delegados e dirigentes sindicais mobilizou, dia 15, cerca de 500 manifestantes que alertaram os transeuntes da baixa lisboeta para o facto de que «O Natal não é igual para todos».
A iniciativa denunciou as situações de extrema dificuldade em que se encontram milhares de famílias portuguesas com o aumento do custo de vida, a retracção dos salários e demais efeitos das políticas de direita.
«A regra da nossa intervenção continuará a ser uma dinâmica forte de acção nos locais de trabalho, para divulgar as posições da CGTP-IN, e de pressão sobre o patronato e o Governo para que saibam que os trabalhadores estão unidos e não vão deixar de lutar, acima de tudo pelo que entendem merecer», considerou o coordenador da USL/CGTP-IN, no Chiado, antes da partida da arruada pela Rua Garrett, a Rua do Carmo, o Rossio e a Rua Augusta.
À custa de quem trabalha
No fim da arruada, o secretário-geral da central afirmou que os trabalhadores não podem continuar a assistir à invocação da crise pelo patronato, apenas para pedir sacrifícios aos mesmos, «continuando a não apresentar políticas e práticas patronais que ajudem a resolver os problemas».
Carvalho da Silva denunciou que, à custa dos baixos salários, da precariedade e das baixas qualificações estão a construir-se imensas fortunas. «O País não tem apenas o problema da necessidade de produzir riqueza, é tempo de se efectuar uma mais justa distribuição da riqueza», considerou.
A pressão sobre os trabalhadores «está a levar a uma depauperação dos quadros da Administração Pública» e «não tardará o tempo em que serviços prestados são ainda piores do que antes da aplicação das medidas em causa», alertou, terminando com um apelo para se continuar a luta nos locais de trabalho, porque «a CGTP-IN não vai desarmar e continuará a contar com a luta dos trabalhadores.
As maiores desigualdades
O documento distribuído à população e invocado pelo coordenador da USL, Arménio Carlos, na sua intervenção, no início da arruada, revela que Portugal é o País com maiores injustiças e desigualdades sociais na União Europeia.
A USL/CGTP-IN denuncia os aumentos do IVA, dos transportes, da electricidade, do gás, da gasolina, do pão, das propinas, das taxas de juro e das rendas de casa, e reprova a contenção salarial. Reivindica uma mais justa repartição do rendimento, a melhoria dos salários e das pensões de reforma e uma nova política que dignifique quem trabalha.
Salienta-se que os trabalhadores portugueses têm o salário mínimo mais baixo da UE a 15, apontando a moderação salarial como responsável por um maior afastamento em relação à média comunitária. Condena-se o agravamento do IRS nas pensões de reforma e alerta-se para o nível de endividamento das famílias, que chega aos 118 por cento do rendimento disponível. É ainda denunciado o encarecimento nos serviços de Saúde.
É para rir ou para chorar
Com três sketches humorísticos, alguns sindicalistas foram demonstrando exemplos reais vividos pela maioria dos portugueses.
Num deles, uma «senhora Maria», reformada dialogou com um vizinho indignada pelo preço das facturas dos medicamentos que terá de comprar, as taxas moderadoras, os preços dos genéricos. O interlocutor teria sido despedido de uma fábrica «que até dava lucro» e procurava qualquer emprego pelo «salário que calhar». «Vamos embora lutar por uma reforma mais justa e o direito a trabalhar», concluíram.
Noutro diálogo, o «governador do Banco de Portugal» foi interpelado por um trabalhador inconformado com o argumento de que não há dinheiro para aumentar salários. O trabalhador lembrou as falências fraudulentas, a fuga de capitais, a destruição de empresas públicas e exortou o governador a reduzir o seu salário, para combater a crise. «Deixem os trabalhadores em paz e vão meter o bedelho nas asneiras que o Governo faz», concluía a representação.
Num último número, a «tia Ermelinda da Conceição» falava com um vizinho sobre o aumento do custo de vida. Em coro, terminaram dizendo «A luta é a solução».
A iniciativa denunciou as situações de extrema dificuldade em que se encontram milhares de famílias portuguesas com o aumento do custo de vida, a retracção dos salários e demais efeitos das políticas de direita.
«A regra da nossa intervenção continuará a ser uma dinâmica forte de acção nos locais de trabalho, para divulgar as posições da CGTP-IN, e de pressão sobre o patronato e o Governo para que saibam que os trabalhadores estão unidos e não vão deixar de lutar, acima de tudo pelo que entendem merecer», considerou o coordenador da USL/CGTP-IN, no Chiado, antes da partida da arruada pela Rua Garrett, a Rua do Carmo, o Rossio e a Rua Augusta.
À custa de quem trabalha
No fim da arruada, o secretário-geral da central afirmou que os trabalhadores não podem continuar a assistir à invocação da crise pelo patronato, apenas para pedir sacrifícios aos mesmos, «continuando a não apresentar políticas e práticas patronais que ajudem a resolver os problemas».
Carvalho da Silva denunciou que, à custa dos baixos salários, da precariedade e das baixas qualificações estão a construir-se imensas fortunas. «O País não tem apenas o problema da necessidade de produzir riqueza, é tempo de se efectuar uma mais justa distribuição da riqueza», considerou.
A pressão sobre os trabalhadores «está a levar a uma depauperação dos quadros da Administração Pública» e «não tardará o tempo em que serviços prestados são ainda piores do que antes da aplicação das medidas em causa», alertou, terminando com um apelo para se continuar a luta nos locais de trabalho, porque «a CGTP-IN não vai desarmar e continuará a contar com a luta dos trabalhadores.
As maiores desigualdades
O documento distribuído à população e invocado pelo coordenador da USL, Arménio Carlos, na sua intervenção, no início da arruada, revela que Portugal é o País com maiores injustiças e desigualdades sociais na União Europeia.
A USL/CGTP-IN denuncia os aumentos do IVA, dos transportes, da electricidade, do gás, da gasolina, do pão, das propinas, das taxas de juro e das rendas de casa, e reprova a contenção salarial. Reivindica uma mais justa repartição do rendimento, a melhoria dos salários e das pensões de reforma e uma nova política que dignifique quem trabalha.
Salienta-se que os trabalhadores portugueses têm o salário mínimo mais baixo da UE a 15, apontando a moderação salarial como responsável por um maior afastamento em relação à média comunitária. Condena-se o agravamento do IRS nas pensões de reforma e alerta-se para o nível de endividamento das famílias, que chega aos 118 por cento do rendimento disponível. É ainda denunciado o encarecimento nos serviços de Saúde.
É para rir ou para chorar
Com três sketches humorísticos, alguns sindicalistas foram demonstrando exemplos reais vividos pela maioria dos portugueses.
Num deles, uma «senhora Maria», reformada dialogou com um vizinho indignada pelo preço das facturas dos medicamentos que terá de comprar, as taxas moderadoras, os preços dos genéricos. O interlocutor teria sido despedido de uma fábrica «que até dava lucro» e procurava qualquer emprego pelo «salário que calhar». «Vamos embora lutar por uma reforma mais justa e o direito a trabalhar», concluíram.
Noutro diálogo, o «governador do Banco de Portugal» foi interpelado por um trabalhador inconformado com o argumento de que não há dinheiro para aumentar salários. O trabalhador lembrou as falências fraudulentas, a fuga de capitais, a destruição de empresas públicas e exortou o governador a reduzir o seu salário, para combater a crise. «Deixem os trabalhadores em paz e vão meter o bedelho nas asneiras que o Governo faz», concluía a representação.
Num último número, a «tia Ermelinda da Conceição» falava com um vizinho sobre o aumento do custo de vida. Em coro, terminaram dizendo «A luta é a solução».