Bush admite 30 mil mortos
O presidente norte-americano, George W. Bush, admitiu nesta segunda-feira que a sua «guerra de libertação» do Iraque e a onda de resistência que se seguiu à invasão do país custou a vida a «mais ou menos 30 mil» pessoas. Falando em Filadélfia, Bush reconheceu que no mesmo período morreram no Iraque cerca de 2100 soldados norte-americanos. O melhor argumento que encontrou para estes números foi o de que nenhuma democracia se instala sem «desafios, recuos e falsas partidas».
As estimativas de Bush estão no entanto muito aquém das apresentadas por organizações independentes.
A conceituada revista médica norte-americana The Lancet, publicou em Outubro de 2004 o primeiro estudo realizado por médicos de saúde pública sobre os efeitos da invasão do Iraque. O estudo revela o brutal aumento das taxas de mortalidade devido aos bombardeamentos efectuados pelas forças dos EUA. «Mesmo fazendo estimativas muito conservadoras pensamos que houve um excesso de mortalidade da ordem dos 100 mil casos ou mais desde a invasão do Iraque em 2003» disse Les Roberts investigador da Johns Hopkins Blomberg School of Public Health àquela revista.
«Não estávamos à espera destes números tão elevados que encontramos no estudo. Temos esperança que isto leve a uma discussão séria sobre a forma como os militares e políticos devem conduzir as suas acções de forma a não serem tão destrutivos nas populações civis», disse Roberts. Uma esperança vã, como se comprova.
As estimativas de Bush estão no entanto muito aquém das apresentadas por organizações independentes.
A conceituada revista médica norte-americana The Lancet, publicou em Outubro de 2004 o primeiro estudo realizado por médicos de saúde pública sobre os efeitos da invasão do Iraque. O estudo revela o brutal aumento das taxas de mortalidade devido aos bombardeamentos efectuados pelas forças dos EUA. «Mesmo fazendo estimativas muito conservadoras pensamos que houve um excesso de mortalidade da ordem dos 100 mil casos ou mais desde a invasão do Iraque em 2003» disse Les Roberts investigador da Johns Hopkins Blomberg School of Public Health àquela revista.
«Não estávamos à espera destes números tão elevados que encontramos no estudo. Temos esperança que isto leve a uma discussão séria sobre a forma como os militares e políticos devem conduzir as suas acções de forma a não serem tão destrutivos nas populações civis», disse Roberts. Uma esperança vã, como se comprova.