Ninguém se sobrepõe à vontade do povo
A grande vitória da CDU e do seu projecto autárquico deu o mote ao ambiente de confiança e determinação que se fez sentir no passado Sábado, em Almada. Foi com cerca de 500 participantes que se realizou o almoço de apoio à candidatura de Jerónimo de Sousa, com autarcas da região de Setúbal.
Jerónimo de Sousa rejeita a existência de vencedores antecipados
«Vós que lá do vosso império / prometeis um mundo novo / cuidado, não vá o povo / querer um mundo novo a sério.» O poeta António Aleixo, assim evocado na intervenção de Jerónimo de Sousa, veio dar força à afirmação da sua candidatura por uma ruptura democrática e pelo respeito pela soberania popular. «Que ninguém pretenda substituir-se à vontade do povo», sublinhou.
Com a presença e o apoio expresso de oito dos nove presidentes de Câmara da Península de Setúbal, com presidentes das Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia, com eleitos daqueles órgãos autárquicos, Jerónimo de Sousa relembrou que foi justamente a opção e a confiança das populações que determinaram a vitória da CDU nas eleições autárquicas.
«Ao contrário de tantas profecias, vaticínios e sondagens, aqui estão homens, mulheres e jovens que não desistem, que não abdicam do seu projecto, da justeza dos seus ideais e princípios, e que obtiveram um grande resultado naquelas eleições», saudou o candidato comunista.
Da mesma forma, lembrou, novamente «as sondagens, os comentadores, os donos dos grandes órgãos de comunicação social, dizem que “Cavaco Silva já ganhou”, que “mais vale desistir”; mas o povo português já demonstrou que Cavaco pode ser derrotado, tal como foi há 10 anos – não é um candidato vitorioso que se apresenta: é um candidato que já foi derrotado, e que o pode voltar a ser».
Salientando que «a democracia não é o direito de podermos falar enquanto eles puderem fazer o que quiserem», Jerónimo de Sousa lembrou: «entendemos a Constituição plenamente como um projecto, e não numa única vertente».
Jerónimo de Sousa insurgiu-se por isso contra a «visão mutilada» de Cavaco sobre a Constituição e a democracia: «Que chumbo monumental levaria aquele professor de economia quando dizia que o povo não está preocupado com a democracia, mas com o emprego. A nossa Constituição não se limita a defender uma democracia política, mas também uma democracia económica, social e cultural», afirmou.
Um grande movimento de mudança
Entretanto, também o mandatário distrital de Setúbal da candidatura de Jerónimo de Sousa havia destacado «um grande movimento de mudança» nesta campanha presidencial. Luís Vicente, biólogo e professor universitário, afirmou a necessidade de «desmascarar o ataque feroz à Escola Pública», lembrando que «o conhecimento enquanto visão estruturante, integrada e globalizante do mundo, facilmente se transforma numa arma contra a exploração e as injustiças sociais».
O mandatário contrapôs o carácter alternativo e de esquerda desta candidatura face aos «hipócritas desejos de “menos Estado” do grande capital», e à privatização do sistema público de serviço social, que «conduz inevitavelmente à discriminação económica – a mais inaceitável das injustiças!»
Referindo-se à ainda a luta «por um melhor ambiente, pela defesa do património natural e cultural, pela conservação da natureza, pela estabilidade dos ecossistemas, pela qualidade ambiental, pelo bem-estar animal e por uma relação sustentável entre a natureza e a sociedade», Luís Vicente considerou essa luta como inseparável da luta contra as desigualdades sociais: «porque a luta por criar um mundo mais “verde” está inseparavelmente ligada à luta para reduzir a injustiça social; porque a luta ecológica está inseparavelmente ligada à luta contra o imperialismo».
«Inequivocamente com o camarada Jerónimo»
Também Maria Emília de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Almada, saudou Jerónimo de Sousa e a sua candidatura, expressando a certeza de que «Portugal tem futuro – um futuro que não cai do céu nem se espera sentado nas poltronas, mas que se constrói todos os dias, com trabalho e com luta».
A autarca comunista afirmou: «estamos inequivocamente com o camarada Jerónimo de Sousa quando ele por esse País fora defende o Poder Local, quando denuncia o ataque que este está a sofrer por estes governos, quando recorda que o Poder Local, apenas com 10 por cento do Orçamento do Estado, garante 50 por cento do investimento público».
Lembrando ainda que o projecto progressista defendido por Jerónimo de Sousa «é visível também no trabalho autárquico da CDU, que colocou esta região na primeira linha do desenvolvimento e da qualidade de vida», Maria Emília de Sousa apelou a todos para «esclarecer, galvanizar, mobilizar os portugueses para que acreditem em si, para que acreditem em Portugal, para que construam essa mudança necessária».
Com a presença e o apoio expresso de oito dos nove presidentes de Câmara da Península de Setúbal, com presidentes das Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia, com eleitos daqueles órgãos autárquicos, Jerónimo de Sousa relembrou que foi justamente a opção e a confiança das populações que determinaram a vitória da CDU nas eleições autárquicas.
«Ao contrário de tantas profecias, vaticínios e sondagens, aqui estão homens, mulheres e jovens que não desistem, que não abdicam do seu projecto, da justeza dos seus ideais e princípios, e que obtiveram um grande resultado naquelas eleições», saudou o candidato comunista.
Da mesma forma, lembrou, novamente «as sondagens, os comentadores, os donos dos grandes órgãos de comunicação social, dizem que “Cavaco Silva já ganhou”, que “mais vale desistir”; mas o povo português já demonstrou que Cavaco pode ser derrotado, tal como foi há 10 anos – não é um candidato vitorioso que se apresenta: é um candidato que já foi derrotado, e que o pode voltar a ser».
Salientando que «a democracia não é o direito de podermos falar enquanto eles puderem fazer o que quiserem», Jerónimo de Sousa lembrou: «entendemos a Constituição plenamente como um projecto, e não numa única vertente».
Jerónimo de Sousa insurgiu-se por isso contra a «visão mutilada» de Cavaco sobre a Constituição e a democracia: «Que chumbo monumental levaria aquele professor de economia quando dizia que o povo não está preocupado com a democracia, mas com o emprego. A nossa Constituição não se limita a defender uma democracia política, mas também uma democracia económica, social e cultural», afirmou.
Um grande movimento de mudança
Entretanto, também o mandatário distrital de Setúbal da candidatura de Jerónimo de Sousa havia destacado «um grande movimento de mudança» nesta campanha presidencial. Luís Vicente, biólogo e professor universitário, afirmou a necessidade de «desmascarar o ataque feroz à Escola Pública», lembrando que «o conhecimento enquanto visão estruturante, integrada e globalizante do mundo, facilmente se transforma numa arma contra a exploração e as injustiças sociais».
O mandatário contrapôs o carácter alternativo e de esquerda desta candidatura face aos «hipócritas desejos de “menos Estado” do grande capital», e à privatização do sistema público de serviço social, que «conduz inevitavelmente à discriminação económica – a mais inaceitável das injustiças!»
Referindo-se à ainda a luta «por um melhor ambiente, pela defesa do património natural e cultural, pela conservação da natureza, pela estabilidade dos ecossistemas, pela qualidade ambiental, pelo bem-estar animal e por uma relação sustentável entre a natureza e a sociedade», Luís Vicente considerou essa luta como inseparável da luta contra as desigualdades sociais: «porque a luta por criar um mundo mais “verde” está inseparavelmente ligada à luta para reduzir a injustiça social; porque a luta ecológica está inseparavelmente ligada à luta contra o imperialismo».
«Inequivocamente com o camarada Jerónimo»
Também Maria Emília de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Almada, saudou Jerónimo de Sousa e a sua candidatura, expressando a certeza de que «Portugal tem futuro – um futuro que não cai do céu nem se espera sentado nas poltronas, mas que se constrói todos os dias, com trabalho e com luta».
A autarca comunista afirmou: «estamos inequivocamente com o camarada Jerónimo de Sousa quando ele por esse País fora defende o Poder Local, quando denuncia o ataque que este está a sofrer por estes governos, quando recorda que o Poder Local, apenas com 10 por cento do Orçamento do Estado, garante 50 por cento do investimento público».
Lembrando ainda que o projecto progressista defendido por Jerónimo de Sousa «é visível também no trabalho autárquico da CDU, que colocou esta região na primeira linha do desenvolvimento e da qualidade de vida», Maria Emília de Sousa apelou a todos para «esclarecer, galvanizar, mobilizar os portugueses para que acreditem em si, para que acreditem em Portugal, para que construam essa mudança necessária».