Produtores em risco
Os ministros da Agricultura dos Vinte e Cinco aprovaram a reforma do sector do açúcar que provocará a extinção desta indústria em vários países, designadamente Portugal.
O preço garantido do açucar baixa 36% em 4 anos
O acordo, obtido na quinta-feira, 24, com o voto favorável de Portugal, foi de imediato condenado pela Confederação dos Produtores de Beterraba Europeus, que prevê o desaparecimento no futuro próximo de 120 mil agricultores e 80 unidades de produção de açúcar em vários países.
A reforma visa reduzir em 36 por cento o preço garantido da tonelada de açúcar que, no prazo de quatro anos, passará de 632 euros para cerca de 400 euros, bem como prevê a eliminação total das ajudas à exportação. Em função das novas regras, as autoridades europeias estimam que a produção deverá registar uma quebra de cinco milhões de toneladas até 2013.
Para garantir a aprovação, a presidência britânica e a Comissão Europeia aceitaram criar contrapartidas financeiras que permitirão compensar ate 64,2 por cento a quebra de rendimentos dos produtores durante os próximos quatro anos.
Enquanto vários países serão forçados a desistir desta produção, outros, como a Alemanha e a França, os dois maiores produtores de açúcar, confiam nas enormes capacidades agro-industriais instaladas para continuar a dominar o mercado.
De resto, a reforma permite que a França aumente de 60 para 90 milhões as ajudas anuais aos produtores ultramarinos, para além das subvenções comunitárias, e prevê uma cláusula de salvaguarda que limita a 25 por cento ao ano o esperado aumento das importações oriundas dos países menos desenvolvidos.
Ao abrigo do acordo «Tudo menos armas», os países menos desenvolvidos deveriam poder exportar livremente para a UE, a partir de 2009, sem restrições de quotas ou direitos alfandegários.
Com a referida cláusula, o acesso destes países ao mercado europeu, um dos argumentos evocados para justificar a reforma, deverá assim ser retardado até 2020, segundo denunciou a ONG britânica Oxfam.
A reforma visa reduzir em 36 por cento o preço garantido da tonelada de açúcar que, no prazo de quatro anos, passará de 632 euros para cerca de 400 euros, bem como prevê a eliminação total das ajudas à exportação. Em função das novas regras, as autoridades europeias estimam que a produção deverá registar uma quebra de cinco milhões de toneladas até 2013.
Para garantir a aprovação, a presidência britânica e a Comissão Europeia aceitaram criar contrapartidas financeiras que permitirão compensar ate 64,2 por cento a quebra de rendimentos dos produtores durante os próximos quatro anos.
Enquanto vários países serão forçados a desistir desta produção, outros, como a Alemanha e a França, os dois maiores produtores de açúcar, confiam nas enormes capacidades agro-industriais instaladas para continuar a dominar o mercado.
De resto, a reforma permite que a França aumente de 60 para 90 milhões as ajudas anuais aos produtores ultramarinos, para além das subvenções comunitárias, e prevê uma cláusula de salvaguarda que limita a 25 por cento ao ano o esperado aumento das importações oriundas dos países menos desenvolvidos.
Ao abrigo do acordo «Tudo menos armas», os países menos desenvolvidos deveriam poder exportar livremente para a UE, a partir de 2009, sem restrições de quotas ou direitos alfandegários.
Com a referida cláusula, o acesso destes países ao mercado europeu, um dos argumentos evocados para justificar a reforma, deverá assim ser retardado até 2020, segundo denunciou a ONG britânica Oxfam.