Ferroviários afastam privatização
Quatro dos oito sindicatos dos caminhos-de-ferro franceses chegaram a acordo com a administração da empresa pública, na terça-feira, 22, após o início de uma greve que durou 24 horas.
Greve nos caminhos-de-ferro termina com acordo positivo
A sexta greve realizada este ano pelos ferroviários franceses terminou mais rapidamente do que à partida se previa. No próprio dia da paralisação, representantes da CGT, Sud-Rail, FO e FGAAC concluíram com êxito uma negociação de cinco horas com a empresa, vendo satisfeitas, no essencial, as suas reivindicações.
Nas últimas semanas, os quatro sindicatos, que representam 72 por cento dos trabalhadores, acusaram a administração de estar a conduzir um processo de privatização encapotada, reorganizando e desmembrando serviços com vista à sua alienação futura.
Os responsáveis da SNCF apressaram-se a negar tal intenção e o próprio ministro do Transportes viu-se obrigado a escrever aos sindicatos, assegurando-os das boas intenções do governo. Na manhã da greve, o presidente da República, Jacques Chirac, veio a público declarar que a SNCF «é uma empresa pública e continuará a sê-lo, aconteça o que acontecer. Em caso algum isso será posto em causa por quem quer que seja».
Contudo, os sindicatos exigiam medidas concretas e estas só surgiram depois de ficar demonstrado o verdadeiro impacto da paralisação.
Louis Gallois, presidente da SNCF, notando que a greve terá custado entre 20 e 30 milhões de euros, tentou relativizar as concessões feitas aos grevistas: «Se [a greve] dura, dizem que o diálogo social na empresa é insuficiente, se termina, dizem que ela foi demasiado mole».
Na lista das 15 reivindicações apresentadas pelos sindicatos, a defesa do serviço público, a promoção do emprego e a valorização salarial constituíam os aspectos principais. No final havia razões de satisfação: «Negociámos o conjunto de pontos da nossa plataforma e registámos avanços não negligenciáveis em matéria de emprego e sobre projectos de reorganização que contestámos», declarou Didier Le Reste, secretário-geral da CGT/Ferroviários.
Sindicatos reforçam posições
Para sanar o conflito, a administração da SNCF aceitou reintregrar na casa-mãe uma empresa recentemente criada para promover a venda de bilhetes a baixo preço na Internet, dando assim um sinal de cedência aos sindicatos que têm denunciado a multiplicação de entidades constituídas na órbita da estrutura principal.
A administração assumiu ainda o compromisso de não reduzir o número de condutores em 2006; criar 200 novos empregos na assistência de passageiros nas estações; e irá rever o plano de supressão dos balcões previsto para os próximos três anos.
Em matéria salarial, os sindicatos obtiveram a duplicação do prémio anual de 2005, para um mínimo de 120 euros por trabalhador, bem como uma revalorização geral dos salários em 0,3 por cento, com efeitos a partir de 1 de Janeiros, bem como a abertura de negociações salariais para 2006, logo na primeira quinzena do ano.
Nas últimas semanas, os quatro sindicatos, que representam 72 por cento dos trabalhadores, acusaram a administração de estar a conduzir um processo de privatização encapotada, reorganizando e desmembrando serviços com vista à sua alienação futura.
Os responsáveis da SNCF apressaram-se a negar tal intenção e o próprio ministro do Transportes viu-se obrigado a escrever aos sindicatos, assegurando-os das boas intenções do governo. Na manhã da greve, o presidente da República, Jacques Chirac, veio a público declarar que a SNCF «é uma empresa pública e continuará a sê-lo, aconteça o que acontecer. Em caso algum isso será posto em causa por quem quer que seja».
Contudo, os sindicatos exigiam medidas concretas e estas só surgiram depois de ficar demonstrado o verdadeiro impacto da paralisação.
Louis Gallois, presidente da SNCF, notando que a greve terá custado entre 20 e 30 milhões de euros, tentou relativizar as concessões feitas aos grevistas: «Se [a greve] dura, dizem que o diálogo social na empresa é insuficiente, se termina, dizem que ela foi demasiado mole».
Na lista das 15 reivindicações apresentadas pelos sindicatos, a defesa do serviço público, a promoção do emprego e a valorização salarial constituíam os aspectos principais. No final havia razões de satisfação: «Negociámos o conjunto de pontos da nossa plataforma e registámos avanços não negligenciáveis em matéria de emprego e sobre projectos de reorganização que contestámos», declarou Didier Le Reste, secretário-geral da CGT/Ferroviários.
Sindicatos reforçam posições
Para sanar o conflito, a administração da SNCF aceitou reintregrar na casa-mãe uma empresa recentemente criada para promover a venda de bilhetes a baixo preço na Internet, dando assim um sinal de cedência aos sindicatos que têm denunciado a multiplicação de entidades constituídas na órbita da estrutura principal.
A administração assumiu ainda o compromisso de não reduzir o número de condutores em 2006; criar 200 novos empregos na assistência de passageiros nas estações; e irá rever o plano de supressão dos balcões previsto para os próximos três anos.
Em matéria salarial, os sindicatos obtiveram a duplicação do prémio anual de 2005, para um mínimo de 120 euros por trabalhador, bem como uma revalorização geral dos salários em 0,3 por cento, com efeitos a partir de 1 de Janeiros, bem como a abertura de negociações salariais para 2006, logo na primeira quinzena do ano.