Derrotar o «cavaquismo» reciclado
No domingo, numa nesga de tempo para olhar a comunicação social escrita, à cata de informação sobre o grande almoço de sindicalistas e representantes dos trabalhadores que, na véspera, no Seixal, juntara cerca de 1000 apoiantes da candidatura de Jerónimo de Sousa – a maior iniciativa de toda a pré-campanha eleitoral até esse momento – constatei indignado que o D. Notícias e o Público não tinham uma palavra sobre o assunto e que o J. Notícias se limitava a umas escassas linhas de circunstância.
E o problema é que, mais que uma vesga coincidência domingueira de anticomunismo serôdio nos ditos «jornais de referência», o facto explicita a grande influência no «complexo empresarial mediático» do projecto presidencial sebastianista do cavaquismo reciclado. Daí resulta, directa ou indirectamente, o alinhamento dominante com as orientações ideológicas e de propaganda da direita; a cumplicidade para confundir e desmobilizar o eleitorado democrático, com as pseudo sondagens feitas por medida; a projecção desmesurada de candidatos que, dizendo-se de esquerda, visam sobretudo, ou o ajuste de contas no PS, ou «ultrapassar o PCP», e que menorizam os riscos duma eventual vitória da direita (um deles até anunciou que «dormiria descansado»); a ocultação (se possível) da candidatura de Jerónimo de Sousa, da sua denuncia do cavaquismo e da luta pelo cumprimento efectivo da Constituição e por uma ruptura democrática e de esquerda com as políticas destes 30 anos.
Nada disto surpreende. Basta reparar no projecto cavaquista metodicamente reciclado nestes 10 anos. No apoio esmagador do capital financeiro, da banca, da elite capitalista e da «Opus Dei». Basta ver a arenga de Belmiro de Azevedo sobre o «excelente Presidente» Cavaco para «trabalhar» (e potenciar o mais negativo) «com o excelente P. Ministro» Sócrates. Basta revisitar a candidatura de 1995 e reparar nas linhas de força semelhantes - o sebastianismo agora de «agente do desenvolvimento», «ajudante» dos portugueses, «vigilante» do Governo e «muito afastado dos Partidos», procurando somar à sua base PSD e ao (ultra)nacionalismo conservador do «Portugal Maior»(!), o populismo anti-democrático. E também há 10 anos fugiu aos debates - até se engasgou para não perder votos iludidos - e, como agora, fez «profissão de fé»(!) na «estabilidade constitucional de poderes».
Esta é uma batalha difícil que travamos. Mas, como há 10 anos, é necessário e é possível derrotar o cavaquismo - mesmo reciclado.
E o problema é que, mais que uma vesga coincidência domingueira de anticomunismo serôdio nos ditos «jornais de referência», o facto explicita a grande influência no «complexo empresarial mediático» do projecto presidencial sebastianista do cavaquismo reciclado. Daí resulta, directa ou indirectamente, o alinhamento dominante com as orientações ideológicas e de propaganda da direita; a cumplicidade para confundir e desmobilizar o eleitorado democrático, com as pseudo sondagens feitas por medida; a projecção desmesurada de candidatos que, dizendo-se de esquerda, visam sobretudo, ou o ajuste de contas no PS, ou «ultrapassar o PCP», e que menorizam os riscos duma eventual vitória da direita (um deles até anunciou que «dormiria descansado»); a ocultação (se possível) da candidatura de Jerónimo de Sousa, da sua denuncia do cavaquismo e da luta pelo cumprimento efectivo da Constituição e por uma ruptura democrática e de esquerda com as políticas destes 30 anos.
Nada disto surpreende. Basta reparar no projecto cavaquista metodicamente reciclado nestes 10 anos. No apoio esmagador do capital financeiro, da banca, da elite capitalista e da «Opus Dei». Basta ver a arenga de Belmiro de Azevedo sobre o «excelente Presidente» Cavaco para «trabalhar» (e potenciar o mais negativo) «com o excelente P. Ministro» Sócrates. Basta revisitar a candidatura de 1995 e reparar nas linhas de força semelhantes - o sebastianismo agora de «agente do desenvolvimento», «ajudante» dos portugueses, «vigilante» do Governo e «muito afastado dos Partidos», procurando somar à sua base PSD e ao (ultra)nacionalismo conservador do «Portugal Maior»(!), o populismo anti-democrático. E também há 10 anos fugiu aos debates - até se engasgou para não perder votos iludidos - e, como agora, fez «profissão de fé»(!) na «estabilidade constitucional de poderes».
Esta é uma batalha difícil que travamos. Mas, como há 10 anos, é necessário e é possível derrotar o cavaquismo - mesmo reciclado.