«Terrorismo» mostra rosto
Depois de uma semana pautada por violentos confrontos no Sul do Iraque, dois soldados britânicos foram detidos pela polícia, segunda-feira, quando conduziam uma viatura civil carregada de armas e explosivos.
«Os britânicos conduziam uma viatura civil carregada de explosivos»
Segundo informações divulgadas pela agência China News, os dois soldados britânicos detidos segunda-feira pela polícia da cidade Bassorá foram interceptados num posto de controle quando conduziam uma viatura civil carregada de armas e explosivos.
Os dois homens seguiam vestidos com roupas tradicionais iraquianas e perante a ordem de paragem dada pelas autoridades, responderam com tiros e uma tentativa de fuga que acabou frustrada.
Testemunhos recolhidos junto de fontes oficiais iraquianas afirmam que depois da detenção sucederam-se confrontos entre tropas britânicas e populares que, ao aperceberem-se da identidade dos «terroristas», não contiveram a revolta e incendiaram um carro blindado do exército inglês.
Lei do mais forte
Na sequência do incidente, os dois soldados foram imediatamente interrogados por um juiz e posteriormente transportados para um estabelecimento prisional da cidade de Bassorá.
Pouco satisfeito com o desvendar de uma suposta «missão secreta» - como agora quer fazer acreditar o governo de Tony Blair - o comando militar ordenou um assalto à prisão envolvendo pelo menos seis viaturas blindadas.
O cárcere ficou parcialmente destruído quando o exército ocupante derrubou os muros e resgatou os dois soldados britânicos, momento aproveitado igualmente por muitos dos presos iraquianos para escaparem das respectivas celas e camaratas.
Dividir para reinar
Ao contrário do que foi relatado por testemunhas oculares, autoridades e responsáveis governamentais de Bassorá e até um funcionário da embaixada britânica, a versão que Londres procura dar dos acontecimentos insiste que os dois soldados foram entregues a milicianos xiítas.
O ministro da Defesa, John Reid, abordou o tema deixando no ar a ameaça de um futuro apuramento das responsabilidades. Reid não se referia ao facto de dois soldados britânicos circularem pelo Iraque disfarçados de árabes e carregando explosivos numa viatura civil, antes, aponta baterias às autoridades iraquianas e ao desrespeito destas por uma disposição anteriormente acordada: a entrega incondicional dos soldados britânicos às mãos dos respectivos superiores militares.
Entretanto, um deputado xiíta alegadamente ligado à organização de Moqtad al-Sadr, declarou estar na posse de informações preciosas. Fatah al Sheij afirmou que os dois soldados se preparavam para atacar a multidão concentrada num santuário xiíta.
Os ataques e acções violentas do género, que se repetem desde o início da ocupação, têm sido apontadas como a causa fundamental da insegurança e do clima de confrontação entre comunidades religiosas no Iraque, justificação que os ocupantes usam para legitimar a sua permanência no território.
Os dois homens seguiam vestidos com roupas tradicionais iraquianas e perante a ordem de paragem dada pelas autoridades, responderam com tiros e uma tentativa de fuga que acabou frustrada.
Testemunhos recolhidos junto de fontes oficiais iraquianas afirmam que depois da detenção sucederam-se confrontos entre tropas britânicas e populares que, ao aperceberem-se da identidade dos «terroristas», não contiveram a revolta e incendiaram um carro blindado do exército inglês.
Lei do mais forte
Na sequência do incidente, os dois soldados foram imediatamente interrogados por um juiz e posteriormente transportados para um estabelecimento prisional da cidade de Bassorá.
Pouco satisfeito com o desvendar de uma suposta «missão secreta» - como agora quer fazer acreditar o governo de Tony Blair - o comando militar ordenou um assalto à prisão envolvendo pelo menos seis viaturas blindadas.
O cárcere ficou parcialmente destruído quando o exército ocupante derrubou os muros e resgatou os dois soldados britânicos, momento aproveitado igualmente por muitos dos presos iraquianos para escaparem das respectivas celas e camaratas.
Dividir para reinar
Ao contrário do que foi relatado por testemunhas oculares, autoridades e responsáveis governamentais de Bassorá e até um funcionário da embaixada britânica, a versão que Londres procura dar dos acontecimentos insiste que os dois soldados foram entregues a milicianos xiítas.
O ministro da Defesa, John Reid, abordou o tema deixando no ar a ameaça de um futuro apuramento das responsabilidades. Reid não se referia ao facto de dois soldados britânicos circularem pelo Iraque disfarçados de árabes e carregando explosivos numa viatura civil, antes, aponta baterias às autoridades iraquianas e ao desrespeito destas por uma disposição anteriormente acordada: a entrega incondicional dos soldados britânicos às mãos dos respectivos superiores militares.
Entretanto, um deputado xiíta alegadamente ligado à organização de Moqtad al-Sadr, declarou estar na posse de informações preciosas. Fatah al Sheij afirmou que os dois soldados se preparavam para atacar a multidão concentrada num santuário xiíta.
Os ataques e acções violentas do género, que se repetem desde o início da ocupação, têm sido apontadas como a causa fundamental da insegurança e do clima de confrontação entre comunidades religiosas no Iraque, justificação que os ocupantes usam para legitimar a sua permanência no território.