As listas
Na conferência de imprensa dada pela Comissão Coordenadora Nacional da CDU no passado dia 19 de Agosto, o secretário-geral do PCP avançou com alguns dados sobre as listas concorrentes às eleições autárquicas acerca dos quais devemos reflectir. Não apenas sobre o facto, muitíssimo positivo, de concorrermos a um maior número de freguesias. Mais de 15 mil candidatos independentes, cerca de 30% de mulheres e 20% de candidatos com menos de 30 anos nas listas municipais.
O PCP confirma, também nestas eleições, o seu papel fundamental na defesa e no exercício da democracia
A entrega das listas em Tribunal é o culminar de um trabalho riquíssimo que importa avaliar. Naturalmente diferente em cada região, em cada freguesia e em cada localidade, com dificuldades e características próprias, este é um trabalho com potencialidades grandes para reforçar o Partido e para o alargamento unitário da nossa acção local.
E é também um trabalho que revela muito do que é a vida democrática em Portugal hoje. Entre os milhares de quadros que se envolveram na preparação das listas, seria possível escrever vários compêndios dos vários atropelos à democracia e à participação popular que se vivem pelo país fora. São as promessas de emprego para os próprios, as mulheres ou os filhos (em tempos em que o emprego é um bem muito escasso) se se fizer parte da lista – ou se se deixar a lista da CDU. São as recomendações de gente «influente» sobre o prejuízo que causa à carreira – por modesta que seja – própria ou dos familiares, «ir com os comunistas». São as juntas de freguesia, ou os Tribunais, que fazem exigências muito para além do legalmente exigível para se constituir um processo de concurso à autarquia – aumentando a burocracia e pondo cada vez mais entraves e dificuldades. São os caciques locais a exigir provas de fidelidade. São as chantagens com os apoios e subsídios atribuídos à colectividade ou à associação.
São as terríveis prisões que há anos a política de direita tenta impor ao nosso povo: a iliteracia, o desemprego, o obscurantismo, a falta de sentido crítico, a desertificação do interior, a pobreza, o medo. E sobretudo a falta de esperança, tentando convencer todos que não há alternativa, que a «política» e os «políticos» são todos iguais, que a participação nas decisões sobre a nossa vida é um luxo, não um direito.
CDU é diferente
E é neste quadro que o PCP e a CDU se distinguem ainda mais. Não é imodéstia considerarmos que o PCP confirma, também nestas eleições, o seu papel fundamental na defesa e no exercício da democracia. Pela forma como elabora as listas que apresenta e como procura a participação e o contributo de todos os candidatos. Pela forma como inclui, dá destaque e valoriza os operários e os trabalhadores, as mulheres, os jovens, os idosos, os iletrados – precisamente os tais que ou não ficam nas listas dos outros partidos, ou ficam para servir de adorno.
E é neste quadro que é um enorme sinal de esperança as tais mais de 42 mil candidaturas que apresentámos, entre as quais as de mais de 15 mil independentes. Mulheres e homens que assumem que o projecto da CDU é diferente. Que assumem como compromissos o trabalho, a honestidade e a competência. Que consideram a participação não só um direito das populações, mas sobretudo um dever dos eleitos.
Carece ainda de um balanço mais rigoroso, mas é fácil verificar até empiricamente como tantos e tantos jovens, estudantes e trabalhadores, integram as listas da CDU, muitas vezes nas tais zonas mais difíceis e até aceitando encabeçá-las. Muitas vezes, demonstrando grande coragem de resistir às pressões e fazer o que se julga certo para a sua vida e a sua terra.
Às organizações regionais, concelhias e de freguesia do Partido cabe analisar de forma mais fina as listas que conseguimos fazer. É fundamental que se criem o espaço e o tempo necessários para fazer o balanço deste trabalho. Para pôr em comum facilidades e dificuldades, camaradas e amigos que se descobriram, problemas locais de que nos apercebemos e sobre os quais o Partido tem que intervir, etc.
Nas zonas onde tradicionalmente nos tem sido mais difícil organizar e intervir, este balanço é ainda mais necessário. Os tais cerca de 15 mil candidatos independentes têm caras e nomes próprios em cada uma das listas, vontade de se mobilizarem, contribuírem e empenharem. Podem dar um contributo inestimável à acção da CDU na campanha, naturalmente, mas também ao reforço do PCP no presente e no futuro. Muitos podem ser recrutados para o Partido, contribuindo para construir organização onde esta não existe, ou para alargar os colectivos já existentes, ou para os rejuvenescer.
E é também um trabalho que revela muito do que é a vida democrática em Portugal hoje. Entre os milhares de quadros que se envolveram na preparação das listas, seria possível escrever vários compêndios dos vários atropelos à democracia e à participação popular que se vivem pelo país fora. São as promessas de emprego para os próprios, as mulheres ou os filhos (em tempos em que o emprego é um bem muito escasso) se se fizer parte da lista – ou se se deixar a lista da CDU. São as recomendações de gente «influente» sobre o prejuízo que causa à carreira – por modesta que seja – própria ou dos familiares, «ir com os comunistas». São as juntas de freguesia, ou os Tribunais, que fazem exigências muito para além do legalmente exigível para se constituir um processo de concurso à autarquia – aumentando a burocracia e pondo cada vez mais entraves e dificuldades. São os caciques locais a exigir provas de fidelidade. São as chantagens com os apoios e subsídios atribuídos à colectividade ou à associação.
São as terríveis prisões que há anos a política de direita tenta impor ao nosso povo: a iliteracia, o desemprego, o obscurantismo, a falta de sentido crítico, a desertificação do interior, a pobreza, o medo. E sobretudo a falta de esperança, tentando convencer todos que não há alternativa, que a «política» e os «políticos» são todos iguais, que a participação nas decisões sobre a nossa vida é um luxo, não um direito.
CDU é diferente
E é neste quadro que o PCP e a CDU se distinguem ainda mais. Não é imodéstia considerarmos que o PCP confirma, também nestas eleições, o seu papel fundamental na defesa e no exercício da democracia. Pela forma como elabora as listas que apresenta e como procura a participação e o contributo de todos os candidatos. Pela forma como inclui, dá destaque e valoriza os operários e os trabalhadores, as mulheres, os jovens, os idosos, os iletrados – precisamente os tais que ou não ficam nas listas dos outros partidos, ou ficam para servir de adorno.
E é neste quadro que é um enorme sinal de esperança as tais mais de 42 mil candidaturas que apresentámos, entre as quais as de mais de 15 mil independentes. Mulheres e homens que assumem que o projecto da CDU é diferente. Que assumem como compromissos o trabalho, a honestidade e a competência. Que consideram a participação não só um direito das populações, mas sobretudo um dever dos eleitos.
Carece ainda de um balanço mais rigoroso, mas é fácil verificar até empiricamente como tantos e tantos jovens, estudantes e trabalhadores, integram as listas da CDU, muitas vezes nas tais zonas mais difíceis e até aceitando encabeçá-las. Muitas vezes, demonstrando grande coragem de resistir às pressões e fazer o que se julga certo para a sua vida e a sua terra.
Às organizações regionais, concelhias e de freguesia do Partido cabe analisar de forma mais fina as listas que conseguimos fazer. É fundamental que se criem o espaço e o tempo necessários para fazer o balanço deste trabalho. Para pôr em comum facilidades e dificuldades, camaradas e amigos que se descobriram, problemas locais de que nos apercebemos e sobre os quais o Partido tem que intervir, etc.
Nas zonas onde tradicionalmente nos tem sido mais difícil organizar e intervir, este balanço é ainda mais necessário. Os tais cerca de 15 mil candidatos independentes têm caras e nomes próprios em cada uma das listas, vontade de se mobilizarem, contribuírem e empenharem. Podem dar um contributo inestimável à acção da CDU na campanha, naturalmente, mas também ao reforço do PCP no presente e no futuro. Muitos podem ser recrutados para o Partido, contribuindo para construir organização onde esta não existe, ou para alargar os colectivos já existentes, ou para os rejuvenescer.