Sopa no mel
Os recentes atentados em Londres não podem deixar de ter o que merecem: a mais viva condenação de todos quantos identificam no terrorismo, gratuito e dirigido contra gente inocente, não apenas uma forma cobarde de acção como um instrumento que acaba por servir precisamente aos que alegadamente os seus autores afirmam combater. É precisamente sobre o claro aproveitamento que alguns, mais ou menos habilmente, estão a fazer daqueles atentados para justificar a sua política de violência e dominação imperialista que aqui se deixam três observações.
A primeira, para registar que objectivamente os atentados de Londres se revelaram, de modo indisfarçável, uma oportunidade para todos os que defendem o reforço das medidas securitárias e do militarismo como elementos indissociáveis do projecto de controlo do mundo pelas principais potências imperialistas. O «empurrão» que estes atentados terão dado ao resultado do referendo sobre o Tratado Europeu do passado domingo no Luxemburgo; o contributo que dele resultará para que a opinião pública inglesa aceite um pacote de legislação anti-terrorista que ainda há poucas semanas Blair havia visto chumbar no parlamento inglês; o impulso que já está a dar à preparação de nova legislação de pendor securitário, designadamente na Europa, que visa impor graves amputações às liberdades e direitos dos cidadãos; a colagem que desde o primeiro minuto Bush fez para justificar as suas guerras de agressão e de ocupação — revelam quanto, sobre a dor de centenas de famílias atingidas pela barbaridade destes actos, estes atentados foram oportunos para Bush, Blair e Barroso.
A segunda, para registar a profunda hipocrisia dos que como Bush identificaram estes atentados como dirigidos contra o combate à pobreza, por ocorrerem num momento em que os oito países mais ricos realizavam uma cimeira alegadamente para a combater. Só quem faz da mentira e da hipocrisia a sua forma de agir para dominar, tão revoltantes quanto os cobardes actos terroristas, pode usar o argumento da fome de milhões de seres humanos em seu favor, quando são precisamente os principais responsáveis pela perpetuação e alastramento da pobreza no mundo.
A terceira, para sublinhar que o que daqui pode resultar será seguramente o acrescentar de violência à violência, o justificar de novos actos de agressão e novos argumentos para legitimar o terrorismo de estado, com o que daí resultará de alento e apoio para o fundamentalismo e para actividade dos grupos radicais alguns dos quais, como se conhece, criados e animados pelos serviços secretos americanos.
A primeira, para registar que objectivamente os atentados de Londres se revelaram, de modo indisfarçável, uma oportunidade para todos os que defendem o reforço das medidas securitárias e do militarismo como elementos indissociáveis do projecto de controlo do mundo pelas principais potências imperialistas. O «empurrão» que estes atentados terão dado ao resultado do referendo sobre o Tratado Europeu do passado domingo no Luxemburgo; o contributo que dele resultará para que a opinião pública inglesa aceite um pacote de legislação anti-terrorista que ainda há poucas semanas Blair havia visto chumbar no parlamento inglês; o impulso que já está a dar à preparação de nova legislação de pendor securitário, designadamente na Europa, que visa impor graves amputações às liberdades e direitos dos cidadãos; a colagem que desde o primeiro minuto Bush fez para justificar as suas guerras de agressão e de ocupação — revelam quanto, sobre a dor de centenas de famílias atingidas pela barbaridade destes actos, estes atentados foram oportunos para Bush, Blair e Barroso.
A segunda, para registar a profunda hipocrisia dos que como Bush identificaram estes atentados como dirigidos contra o combate à pobreza, por ocorrerem num momento em que os oito países mais ricos realizavam uma cimeira alegadamente para a combater. Só quem faz da mentira e da hipocrisia a sua forma de agir para dominar, tão revoltantes quanto os cobardes actos terroristas, pode usar o argumento da fome de milhões de seres humanos em seu favor, quando são precisamente os principais responsáveis pela perpetuação e alastramento da pobreza no mundo.
A terceira, para sublinhar que o que daqui pode resultar será seguramente o acrescentar de violência à violência, o justificar de novos actos de agressão e novos argumentos para legitimar o terrorismo de estado, com o que daí resultará de alento e apoio para o fundamentalismo e para actividade dos grupos radicais alguns dos quais, como se conhece, criados e animados pelos serviços secretos americanos.