Bushardas
Na véspera da reunião do grupo de mandantes mundiais a que agora chamam os «7 mais 1», onde se anunciavam importantes resoluções para reduzir os efeitos da poluição no mundo, o presidente Bush declarou descaradamente em entrevista a um jornal inglês que não contassem com ele para aderir ao protocolo de Kioto. «Porque isso prejudicaria os interesses americanos».
Pelo que se vê, a bojarda à moda de A-Jota Jardim está-se tornando para os porta-vozes da direita um estilo de fazer política, com a exibição provocatória da arrogância para marcar terreno, num desafio de «faço o que quero e como quero sem que ninguém seja capaz de me fazer frente».
(Até quando?)
Ora é sabido que os Estados Unidos são responsáveis por 25% da poluição mundial. E se países como a Índia e a China, com população somando mais de 10 vezes a dos EEUU, seguissem o modêlo de desenvolvimento que os bushes tão encarniçadamente defendem para o mundo, o planeta Terra deixaria de ser habitável pela espécie humana. Talvez só sobrevivessem as baratas...
A apregoada reunião dos 7 e meio acabou, como a montanha, por parir um rato, dando caridosamente perdão da dívida a alguns dos países reduzidos a miséria extrema pela feroz exploração do capitalismo imperialista, que na sua fase de globalização não só reforça as agudíssimas contradições que marcaram a sua evolução histórica como desenvolve novas e inéditas contradições: desastre ambiental, esgotamento, poluição e destruição dos recursos da natureza, marginalização e exclusão social de uma massa cada vez maior de seres humanos.
E agora aí está uma nova faceta da globalização imperialista: o primeiro ministro inglês,Tony Blair, a pretexto da «luta contra o terrorismo» propõe a adopção de um plano mundial de redução de direitos e garantias dos cidadãos e a criação à escala supranacional de estruturas de policiamento e espionagem que tornariam realidade a tenebrosa vigilância permanente do Big Brother imaginada como ficção há meio século por George Orwell (que curiosamente se chamava de seu nome próprio Eric ... Blair: às vezes a realidade ultrapassa a ficção).
Nós, comunistas, sempre fomos contra o terrorismo. Não só por motivos éticos, mas também por motivos políticos. Num texto que deixou marca na nossa luta antifascista, «O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista», sublinhava-se por quê: o terrorismo não só prejudica a acção das massas, pretendendo ultrapassá-las e dispensá-las, como dá pretexto à intensificação da acção repressiva como arma política das classes dominantes. É o que se está passando.
Isto num quadro em que os EUA reclamam o papel de Estado policial planetário. Arrogando-se o direito de impôr os “interesses da América” como valores civilizacionais intocáveis.
Pelo que se vê, a bojarda à moda de A-Jota Jardim está-se tornando para os porta-vozes da direita um estilo de fazer política, com a exibição provocatória da arrogância para marcar terreno, num desafio de «faço o que quero e como quero sem que ninguém seja capaz de me fazer frente».
(Até quando?)
Ora é sabido que os Estados Unidos são responsáveis por 25% da poluição mundial. E se países como a Índia e a China, com população somando mais de 10 vezes a dos EEUU, seguissem o modêlo de desenvolvimento que os bushes tão encarniçadamente defendem para o mundo, o planeta Terra deixaria de ser habitável pela espécie humana. Talvez só sobrevivessem as baratas...
A apregoada reunião dos 7 e meio acabou, como a montanha, por parir um rato, dando caridosamente perdão da dívida a alguns dos países reduzidos a miséria extrema pela feroz exploração do capitalismo imperialista, que na sua fase de globalização não só reforça as agudíssimas contradições que marcaram a sua evolução histórica como desenvolve novas e inéditas contradições: desastre ambiental, esgotamento, poluição e destruição dos recursos da natureza, marginalização e exclusão social de uma massa cada vez maior de seres humanos.
E agora aí está uma nova faceta da globalização imperialista: o primeiro ministro inglês,Tony Blair, a pretexto da «luta contra o terrorismo» propõe a adopção de um plano mundial de redução de direitos e garantias dos cidadãos e a criação à escala supranacional de estruturas de policiamento e espionagem que tornariam realidade a tenebrosa vigilância permanente do Big Brother imaginada como ficção há meio século por George Orwell (que curiosamente se chamava de seu nome próprio Eric ... Blair: às vezes a realidade ultrapassa a ficção).
Nós, comunistas, sempre fomos contra o terrorismo. Não só por motivos éticos, mas também por motivos políticos. Num texto que deixou marca na nossa luta antifascista, «O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista», sublinhava-se por quê: o terrorismo não só prejudica a acção das massas, pretendendo ultrapassá-las e dispensá-las, como dá pretexto à intensificação da acção repressiva como arma política das classes dominantes. É o que se está passando.
Isto num quadro em que os EUA reclamam o papel de Estado policial planetário. Arrogando-se o direito de impôr os “interesses da América” como valores civilizacionais intocáveis.