30 anos de independência
Moçambique celebrou a 25 de Junho o 30.º aniversário da sua independência, num clima de paz e com o seu terceiro governo democraticamente.
Para o presidente moçambicano, Armando Emilio Guebuza, o país avançou consideravelmente no seu desenvolvimento económico e industrial, apesar dos muitos problemas que continuam por resolver.
Segundo os dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita é de cerca de 90 dólares, mas ainda persistem grandes contrastes no nível de vida da população, que na sua maioria vive com escassos recursos. Esta realidade é fruto da guerra civil quase ininterrupta em que o país viveu desde 25 de Junho de 1975 até 1992, que causou mais de meio milhão de mortos e cerca de quatro milhões de deslocados internos. O conflito deixou ainda um saldo de 1 700 000 refugiados em países vizinhos e perdas materiais estimadas em 15 mil milhões de dólares.
Com a pacificação interna, os sucessivos governos da Frelimo deram início ao programa de reajustamento económico e social, a que se sucedeu a introdução de economia de mercado, sob a égide do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, entidades que continuam a monitorizar todo o processo produtivo do país.
Saudação do PCP
O Comité Central do PCP enviou ao Comité Central do Partido Frelimo a mensagem que a seguir se transcreve na íntegra:
«Na passagem do 30.º aniversário da independência de Moçambique, o Comité Central do Partido Comunista Português saúda calorosa e fraternalmente o Comité Central do Partido Frelimo, todos os seus militantes e, por vosso intermédio, o povo moçambicano.
A luta armada de libertação nacional conduzida pelo Partido Frelimo, derrotando o colonialismo, logrou alcançar a independência do vosso país e construir o seu próprio Estado soberano. Trata-se de acontecimento do mais alto significado que, aliado à luta do povo português contra o fascismo e à luta dos outros povos sujeitos ao colonialismo português pela sua independência deram um contributo decisivo para o avanço do processo universal de libertação dos trabalhadores e dos povos.
«Nestes 30 anos, decorridos desde então, dramáticos acontecimentos abalaram o mundo. A profunda alteração da correlação mundial de forças desfavorável às forças do progresso tornou a situação actual mais perigosa, mais injusta e menos democrática dando lugar a um mundo repleto de contradições em que se concentra num polo uma enorme riqueza e, por outro lado, empurra para a pobreza extrema uma imensa massa humana e em que, simultaneamente, o imperialismo recorre cada vez mais à guerra para impôr o seu domínio mundial.
«O PCP perante os perigos que hoje pesam para a paz, a soberania e a independência de povos e países, reitera a sua determinação para desenvolver as relações privilegiadas de amizade e cooperação entre os nossos dois povos e países, no respeito pelos princípios de igualdade, não ingerência e vantagem recíproca, fazendo votos para que o Partido Frelimo obtenha os maiores êxitos na sua grandiosa tarefa de assegurar o desenvolvimento harmonioso de Moçambique, que possa garantir a paz, o progresso social e a soberania nacional.
«Nesta ocasião de festa para o povo moçambicano, reafirmamos a nossa vontade de agir no sentido de reforçar ainda mais as tradicionais relações de amizade, cooperação e solidariedade existentes entre o PCP e o Partido Frelimo.
«Viva o 30º aniversário da independência de Moçambique!»
Para o presidente moçambicano, Armando Emilio Guebuza, o país avançou consideravelmente no seu desenvolvimento económico e industrial, apesar dos muitos problemas que continuam por resolver.
Segundo os dados oficiais, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita é de cerca de 90 dólares, mas ainda persistem grandes contrastes no nível de vida da população, que na sua maioria vive com escassos recursos. Esta realidade é fruto da guerra civil quase ininterrupta em que o país viveu desde 25 de Junho de 1975 até 1992, que causou mais de meio milhão de mortos e cerca de quatro milhões de deslocados internos. O conflito deixou ainda um saldo de 1 700 000 refugiados em países vizinhos e perdas materiais estimadas em 15 mil milhões de dólares.
Com a pacificação interna, os sucessivos governos da Frelimo deram início ao programa de reajustamento económico e social, a que se sucedeu a introdução de economia de mercado, sob a égide do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, entidades que continuam a monitorizar todo o processo produtivo do país.
Saudação do PCP
O Comité Central do PCP enviou ao Comité Central do Partido Frelimo a mensagem que a seguir se transcreve na íntegra:
«Na passagem do 30.º aniversário da independência de Moçambique, o Comité Central do Partido Comunista Português saúda calorosa e fraternalmente o Comité Central do Partido Frelimo, todos os seus militantes e, por vosso intermédio, o povo moçambicano.
A luta armada de libertação nacional conduzida pelo Partido Frelimo, derrotando o colonialismo, logrou alcançar a independência do vosso país e construir o seu próprio Estado soberano. Trata-se de acontecimento do mais alto significado que, aliado à luta do povo português contra o fascismo e à luta dos outros povos sujeitos ao colonialismo português pela sua independência deram um contributo decisivo para o avanço do processo universal de libertação dos trabalhadores e dos povos.
«Nestes 30 anos, decorridos desde então, dramáticos acontecimentos abalaram o mundo. A profunda alteração da correlação mundial de forças desfavorável às forças do progresso tornou a situação actual mais perigosa, mais injusta e menos democrática dando lugar a um mundo repleto de contradições em que se concentra num polo uma enorme riqueza e, por outro lado, empurra para a pobreza extrema uma imensa massa humana e em que, simultaneamente, o imperialismo recorre cada vez mais à guerra para impôr o seu domínio mundial.
«O PCP perante os perigos que hoje pesam para a paz, a soberania e a independência de povos e países, reitera a sua determinação para desenvolver as relações privilegiadas de amizade e cooperação entre os nossos dois povos e países, no respeito pelos princípios de igualdade, não ingerência e vantagem recíproca, fazendo votos para que o Partido Frelimo obtenha os maiores êxitos na sua grandiosa tarefa de assegurar o desenvolvimento harmonioso de Moçambique, que possa garantir a paz, o progresso social e a soberania nacional.
«Nesta ocasião de festa para o povo moçambicano, reafirmamos a nossa vontade de agir no sentido de reforçar ainda mais as tradicionais relações de amizade, cooperação e solidariedade existentes entre o PCP e o Partido Frelimo.
«Viva o 30º aniversário da independência de Moçambique!»