Vitória amarga
A vitória histórica dos trabalhistas nas legislativas de quinta-feira, dia 5, voltou-se contra a figura de Tony Blair acusado pelos seus pares de ser o responsável pela acentuada descida eleitoral.
A perda acentuada de votos provocou divisões nos trabalhistas
A reeleição de Tony Blair para o cargo de primeiro-ministro, pela terceira vez consecutiva, não foi comemorada com o triunfalismo das vitórias de 1997 e de 2001. A perda de 100 lugares no parlamento, deixou as hostes trabalhistas descontentes e ressentidas com o líder, cujo comprometimento com a guerra do Iraque é visto como o principal factor da sanção popular.
Com uma fraca participação no sufrágio ( 61 por cento), apenas um em cada cinco inscritos votou no partido trabalhista. Mesmo assim, por força de um sistema não proporcional, em que cada circunscrição apenas elege um representante, Blair conta com o apoio de 355 deputados, contra 197 dos conservadores (+ 22) e 62 dos liberais democratas, cuja posição anti-guerra lhes valeu mais 14 lugares.
No sábado, Robin Cook, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, defendeu que Blair deveria «abandonar as suas funções o mais rapidamente possível», sugerindo a
sua saída já no congresso anual do próximo Outono, tendo em conta a realização das eleições municipais no primeiro semestre de 2006.
A mesma opinião foi expressa por Frank Dodson, antigo ministro da Sáude, para quem «Blair deixou de seu um trunfo para se tornar num embaraço para o partido». Garantindo que numerosos deputados estão conscientes da animosidade crescente dos eleitores em relação ao líder, Dodson sublinhou que «muitas pessoas asseguram que não votarão mais no Partido Trabalhista enquanto Tony Blair for o chefe». «Não acho que possamos ir para eleições no próximo ano com Blair à frente».
Com uma fraca participação no sufrágio ( 61 por cento), apenas um em cada cinco inscritos votou no partido trabalhista. Mesmo assim, por força de um sistema não proporcional, em que cada circunscrição apenas elege um representante, Blair conta com o apoio de 355 deputados, contra 197 dos conservadores (+ 22) e 62 dos liberais democratas, cuja posição anti-guerra lhes valeu mais 14 lugares.
No sábado, Robin Cook, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, defendeu que Blair deveria «abandonar as suas funções o mais rapidamente possível», sugerindo a
sua saída já no congresso anual do próximo Outono, tendo em conta a realização das eleições municipais no primeiro semestre de 2006.
A mesma opinião foi expressa por Frank Dodson, antigo ministro da Sáude, para quem «Blair deixou de seu um trunfo para se tornar num embaraço para o partido». Garantindo que numerosos deputados estão conscientes da animosidade crescente dos eleitores em relação ao líder, Dodson sublinhou que «muitas pessoas asseguram que não votarão mais no Partido Trabalhista enquanto Tony Blair for o chefe». «Não acho que possamos ir para eleições no próximo ano com Blair à frente».