Falar sobre o suicídio reduz mortes

Conversar com os jovens sobre a morte e possíveis tentativas de suicídio contribui para dissuadi-los de praticar o acto, concluiu um estudo publicado na semana passada nos Estados Unidos, realizado com mais de 2300 adolescentes com idades entre os 13 e os 19 anos.
Perguntar a um jovem se pensa no suicídio dá-lhe uma oportunidade de se exprimir e fazer uma descarga emocional e não lhe colocar a questão pode ser entendido como desinteresse, de acordo com o estudo, dirigido por Madelyn Gould, da Universidade de Columbia em Nova Iorque, e publicado pelo Journal of the American Medical Association.
Um primeiro grupo experimental foi submetido a um questionário de avaliação da saúde mental com 20 perguntas directas sobre suicídio que não constavam de outro questionário apresentado aos restantes jovens. Nos dois grupos, a proporção dos que manifestaram um grau elevado de instabilidade emocional foi semelhante, com 4 por cento a admitir ter pensado no suicídio. Entre os adolescentes que já tinham tentado matar-se, os investigadores observaram muito menos pensamentos suicidários no primeiro grupo do que no segundo.
Segundo estatísticas, anualmente, nos Estados Unidos, mais de três milhões de jovens de 15 a 19 anos pensam seriamente no suicídio. Entre estes, 1,7 milhões fazem uma tentativa e cerca de 1600 conseguem matar-se. Entre os sinais que podem anunciar a intenção de suicídio conta-se a irritabilidade extrema, a baixa dos resultados escolares, alterações importantes dos ciclos de sono, o abandono das actividades favoritas, o isolamento social e o facto de escreverem sobre o assunto.


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