CDU apresentou candidatos no Porto
Dezenas de pessoas participaram, anteontem, ao final da tarde, na sessão pública de apresentação dos cabeças de lista da CDU à Câmara e Assembleia Municipal do Porto, respectivamente, Rui Sá e Sérgio Teixeira.
A sala da Cooperativa Árvore foi pequena para acolher todos os que quiseram, em primeira mão, manifestar o apoio às candidaturas da CDU para a cidade, um projecto generoso alicerçado na honestidade e na competência do trabalho realizado pelos comunistas e seus aliados no Porto, mas também em tantos outros concelhos e localidades onde a CDU honra os compromissos assumidos e assim garante a confiança das populações.
O trabalho desenvolvido pelos eleitos e activistas da coligação diferencia-se do realizado pelos restantes partidos, por isso, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, sublinhou no discurso de encerramento da iniciativa que «se impõe lançar uma forte dinâmica de afirmação do distinto projecto da CDU».
Uma batalha eleitoral difícil e exigente porque, continuou o dirigente comunista, «é necessário aliar o trabalho de divulgação e defesa das nossas propostas concretas na solução dos problemas das populações à firme denúncia da pretensão da direita e do PS de subversão de características essenciais do poder local, nomeadamente a da representação plural nos executivos municipais».
As propostas de revisão da lei eleitoral para as autarquias locais consubstanciam ainda «graves consequências para a transparência dos actos de gestão com a exclusão das forças minoritárias da discussão e decisão», além de «deitarem borda fora a rica experiência que durante anos foi consagrada constitucionalmente e favorece a cooperação de eleitos de forças políticas diversas e a unidade em torno dos problemas concretos das populações», disse Jerónimo de Sousa.
Reafirmando a imprescindível participação das populações na construção de uma gestão local democrática, Jerónimo de Sousa destacou que a CDU parte para este combate eleitoral «com o firme propósito de defender a promoção de uma gestão do território que, garantindo um desenvolvimento equilibrado sustentável, salvaguarde a defesa do interesse público e colectivo face a pressões especulativas», característica determinante para que «o poder local democrático continue a ser expressão de Abril».
Esclarecer, não confundir
Relativamente à proposta do PS de fazer coincidir o referendo à dita «Constituição Europeia» com as eleições autárquicas, o secretário-geral do PCP classificou-a como uma «manobra que visa reduzir o acto referendário do novo Tratado Europeu a uma mera formalidade, com prejuízo não só para o debate, compreensão e avaliação sobre as diversas propostas e projectos autárquicos em disputa, mas também para o imprescindível aprofundamento do debate e conhecimento sobre o verdadeiro conteúdo e significado da proposta do novo Tratado».
As preocupações levantadas pelos comunistas sobre esta matéria são tão mais fundamentadas porquanto que, esclareceu Jerónimo de Sousa, «o novo Tratado vem consagrar a ofensiva liberalizadora e privatizadora dos serviços públicos e a flexibilização do mercado de trabalho».
A sala da Cooperativa Árvore foi pequena para acolher todos os que quiseram, em primeira mão, manifestar o apoio às candidaturas da CDU para a cidade, um projecto generoso alicerçado na honestidade e na competência do trabalho realizado pelos comunistas e seus aliados no Porto, mas também em tantos outros concelhos e localidades onde a CDU honra os compromissos assumidos e assim garante a confiança das populações.
O trabalho desenvolvido pelos eleitos e activistas da coligação diferencia-se do realizado pelos restantes partidos, por isso, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, sublinhou no discurso de encerramento da iniciativa que «se impõe lançar uma forte dinâmica de afirmação do distinto projecto da CDU».
Uma batalha eleitoral difícil e exigente porque, continuou o dirigente comunista, «é necessário aliar o trabalho de divulgação e defesa das nossas propostas concretas na solução dos problemas das populações à firme denúncia da pretensão da direita e do PS de subversão de características essenciais do poder local, nomeadamente a da representação plural nos executivos municipais».
As propostas de revisão da lei eleitoral para as autarquias locais consubstanciam ainda «graves consequências para a transparência dos actos de gestão com a exclusão das forças minoritárias da discussão e decisão», além de «deitarem borda fora a rica experiência que durante anos foi consagrada constitucionalmente e favorece a cooperação de eleitos de forças políticas diversas e a unidade em torno dos problemas concretos das populações», disse Jerónimo de Sousa.
Reafirmando a imprescindível participação das populações na construção de uma gestão local democrática, Jerónimo de Sousa destacou que a CDU parte para este combate eleitoral «com o firme propósito de defender a promoção de uma gestão do território que, garantindo um desenvolvimento equilibrado sustentável, salvaguarde a defesa do interesse público e colectivo face a pressões especulativas», característica determinante para que «o poder local democrático continue a ser expressão de Abril».
Esclarecer, não confundir
Relativamente à proposta do PS de fazer coincidir o referendo à dita «Constituição Europeia» com as eleições autárquicas, o secretário-geral do PCP classificou-a como uma «manobra que visa reduzir o acto referendário do novo Tratado Europeu a uma mera formalidade, com prejuízo não só para o debate, compreensão e avaliação sobre as diversas propostas e projectos autárquicos em disputa, mas também para o imprescindível aprofundamento do debate e conhecimento sobre o verdadeiro conteúdo e significado da proposta do novo Tratado».
As preocupações levantadas pelos comunistas sobre esta matéria são tão mais fundamentadas porquanto que, esclareceu Jerónimo de Sousa, «o novo Tratado vem consagrar a ofensiva liberalizadora e privatizadora dos serviços públicos e a flexibilização do mercado de trabalho».