Corrupção na ONU
O secretário-geral da ONU foi severamente criticado, terça-feira, no 2.º relatório intercalar de investigação ao programa Petróleo Por Alimentos que durante a década de 90 permitiu ao governo iraquiano aliviar o peso das sanções internacionais através da troca de petróleo por bens essenciais e contratos de desenvolvimento e construção de infra-estruturas.
Apesar das chamadas de atenção, Kofi Annan foi, para já, afastado das acusações de corrupção na atribuição de contratos, facto que não aconteceu com o seu filho, Kojo, funcionário de uma empresa suíça, a Cotecna, envolvida nos projectos.
O documento também aponta o dedo a Iqbal Riza, que se demitiu recentemente, colaborador muito próximo de Annan e que, de acordo com o texto, terá destruído documentos ligados ao programa datados entre 1997 e 1999.
Recorde-se que no 1.º relatório o director do programa, Benon Sevan, foi acusado de conflito de interesses por participação activa na escolha dos receptores do «ouro negro» iraquiano.
Apesar das chamadas de atenção, Kofi Annan foi, para já, afastado das acusações de corrupção na atribuição de contratos, facto que não aconteceu com o seu filho, Kojo, funcionário de uma empresa suíça, a Cotecna, envolvida nos projectos.
O documento também aponta o dedo a Iqbal Riza, que se demitiu recentemente, colaborador muito próximo de Annan e que, de acordo com o texto, terá destruído documentos ligados ao programa datados entre 1997 e 1999.
Recorde-se que no 1.º relatório o director do programa, Benon Sevan, foi acusado de conflito de interesses por participação activa na escolha dos receptores do «ouro negro» iraquiano.