Comunistas saúdam vitória na ex-Sorefame
Para a Comissão Concelhia da Amadora do PCP, a determinação e confiança dos trabalhadores da Bombardier foram decisivos e conseguiram rechaçar mais uma tentativa para retirar das instalações fabris, na Venda Nova, equipamento indispensável ao prosseguimento da fabricação de material circulante ferroviário.
Face aos acontecimentos de sábado de manhã, o Ministério dos Transportes emitiu um comunicado a exprimir a surpresa do Governo e a acusar a multinacional de má fé. Os comunistas, reparando que a intervenção policial foi «uma acção lançada pelo próprio Ministério da Administração Interna», consideraram o comunicado como «uma operação falhada de mistificação política».
«Entretanto, junto aos portões da empresa, centenas de cidadãos da Amadora, de dirigentes sindicais e de militantes do PCP expressavam a sua solidariedade activa com a luta dos trabalhadores da Sorefame, que crescia de confiança e determinação», refere-se no comunicado da Concelhia. Perante a resistência, «às 21 horas o Governo era obrigado a recuar e mandar retirar o corpo policial que cercava a Sorefame e protegia o criminoso trabalho que a multinacional ali realizava».
A Concelhia, depois de saudar «esta importante vitória» dos trabalhadores, reclamou do Governo que «abandone de vez as acções repressivas coordenadas com a multinacional, e antes imponha a esta a defesa do interesse nacional».
Após a retirada da polícia, a vigília prosseguiu, tal como desde há duas semanas. À meia-noite de domingo estariam cerca de 120 pessoas de permanência, nas entradas da fábrica, pois admitia-se que a partir dessa hora houvesse movimentação de camiões para retirar os equipamentos da robótica.
Cerca das duas horas da manhã, foram obtidas garantias, da parte da Bombardier e da Polícia, de que a remoção dos robôs ficava suspensa até quarta-feira, 23. A vigilância dos trabalhadores foi reduzida para um nível mínimo, com piquetes.
Reuniões ontem
Para ontem continuou marcada uma reunião dos trabalhadores com a secretária de Estado dos Transportes, que antes ia reunir com as administrações da Bombardier e da CP. Estas reuniões estavam agendadas desde há quase uma semana, o que não impediu que fosse desencadeada a intervenção policial do passado sábado.
Os trabalhadores mantêm-se vigilantes e o PCP persiste no apelo a que os militantes comunistas e a população da Amadora continuem a expressar «solidariedade activa» com os operários.
Face aos acontecimentos de sábado de manhã, o Ministério dos Transportes emitiu um comunicado a exprimir a surpresa do Governo e a acusar a multinacional de má fé. Os comunistas, reparando que a intervenção policial foi «uma acção lançada pelo próprio Ministério da Administração Interna», consideraram o comunicado como «uma operação falhada de mistificação política».
«Entretanto, junto aos portões da empresa, centenas de cidadãos da Amadora, de dirigentes sindicais e de militantes do PCP expressavam a sua solidariedade activa com a luta dos trabalhadores da Sorefame, que crescia de confiança e determinação», refere-se no comunicado da Concelhia. Perante a resistência, «às 21 horas o Governo era obrigado a recuar e mandar retirar o corpo policial que cercava a Sorefame e protegia o criminoso trabalho que a multinacional ali realizava».
A Concelhia, depois de saudar «esta importante vitória» dos trabalhadores, reclamou do Governo que «abandone de vez as acções repressivas coordenadas com a multinacional, e antes imponha a esta a defesa do interesse nacional».
Após a retirada da polícia, a vigília prosseguiu, tal como desde há duas semanas. À meia-noite de domingo estariam cerca de 120 pessoas de permanência, nas entradas da fábrica, pois admitia-se que a partir dessa hora houvesse movimentação de camiões para retirar os equipamentos da robótica.
Cerca das duas horas da manhã, foram obtidas garantias, da parte da Bombardier e da Polícia, de que a remoção dos robôs ficava suspensa até quarta-feira, 23. A vigilância dos trabalhadores foi reduzida para um nível mínimo, com piquetes.
Reuniões ontem
Para ontem continuou marcada uma reunião dos trabalhadores com a secretária de Estado dos Transportes, que antes ia reunir com as administrações da Bombardier e da CP. Estas reuniões estavam agendadas desde há quase uma semana, o que não impediu que fosse desencadeada a intervenção policial do passado sábado.
Os trabalhadores mantêm-se vigilantes e o PCP persiste no apelo a que os militantes comunistas e a população da Amadora continuem a expressar «solidariedade activa» com os operários.