A vontade de mudança esteve presente nas acções pela paz
A vontade de mudança esteve presente nas acções pela paz
As televisões pouco ou nada mostraram, alguns jornais conseguiram noticiar eventos similares noutros países e ocultar alguns dos realizados em Portugal, mas o facto é que se realizaram e contaram com a generosa participação de milhares de cidadãos conscientes da importância de continuar a imprimir um carácter popular e de massas à luta pela paz.
Refiro-me às concentrações que dezenas de organizações, entre as quais o PCP e a JCP, levaram a cabo no passado dia 19 em Lisboa e no Porto contra a ocupação do Iraque e pela defesa da paz na região.
As acções em Portugal integraram-se nas mais de 600 manifestações que assinalaram em todo mundo a passagem de dois anos sobre o início desse crime imperialista que já assassinou mais de 150 mil civis iraquianos, está a destruir um país e a provocar na região uma nova escalada de tensão de consequências imprevisíveis.
Em Portugal fomos menos que há dois anos. Mas mesmo não contando com a presença de alguns que não se envolveram nesta jornada de luta por terem «ajustado» as suas «prioridades» ou de outros que claudicando princípios só aderem na medida do protagonismo mediático, ficou bem patente a exigência do fim da ocupação do Iraque, de um outro rumo nas relações internacionais e de uma nova política externa portuguesa assente nos princípios da paz e da cooperação entre os povos que rompa com a submissão ao imperialismo norte-americano e ao projecto de transformação da União Europeia num novo bloco político-militar de cariz imperialista. A vontade de mudança também ali esteve presente!
Mas analisando o novo programa de governo vemos que alguns daqueles que no passado partilharam connosco as ruas e as praças são os mesmos que hoje, no governo, não só abandonaram as ruas como deixaram para trás a vontade de mudança que os elegeu. A «nova» política externa quase que poderia ser confundida com o programa eleitoral do PSD, não fosse a profusão de lugares comuns e de conceitos ambíguos que encerra. O programa do governo «da mudança» mais não faz que dar continuidade à vergonhosa política de submissão ao imperialismo, apostando no apoio à «construção» de uma União Europeia federalista e militarizada no quadro da NATO ao mesmo tempo que reedita a referência estafada ao «euro-atlantismo».
É «notável» como um programa de governo elaborado neste período consegue não referir a necessidade de inverter o actual rumo militarista e ignora a luta de povos que estão a ser massacrados pela máquina de guerra imperialista, como na Palestina e no Iraque. É sintomático que as referências de combate ao terrorismo estejam inscritas na vertente militar da política externa e na política de segurança, ignorando-se as suas raízes socio-económicas e políticas. É «elucidativa» a leitura militarista e intervencionista da realidade internacional apostando-se numa política em que «as Forças Armadas deverão participar, prioritariamente, em missões internacionais de natureza militar, nomeadamente no sistema de defesa colectiva da Aliança Atlântica e na Política Europeia de Segurança e Defesa». As linhas orientadoras contidas no programa de governo são inquietantes e estão inundadas de incoerência. O próprio Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros reconheceu já que «as atitudes mudam muito com a alteração da circunstância». Pois... sobretudo quando o que prevalece é o poder pelo poder e não os princípios e os interesses dos povos e da humanidade.
À incoerência e cinismo o povo português saberá com certeza responder com perseverança e luta. A mesma perseverança dos trabalhadores da Bombardier que receberam no dia 19 de Março uma emocionante demonstração de solidariedade dos manifestantes da paz demostrando que a luta dos trabalhadores pelos seus direitos e pela defesa da economia nacional está intimamente ligada à luta pela paz e a cooperação entre os povos. E vai continuar!
Refiro-me às concentrações que dezenas de organizações, entre as quais o PCP e a JCP, levaram a cabo no passado dia 19 em Lisboa e no Porto contra a ocupação do Iraque e pela defesa da paz na região.
As acções em Portugal integraram-se nas mais de 600 manifestações que assinalaram em todo mundo a passagem de dois anos sobre o início desse crime imperialista que já assassinou mais de 150 mil civis iraquianos, está a destruir um país e a provocar na região uma nova escalada de tensão de consequências imprevisíveis.
Em Portugal fomos menos que há dois anos. Mas mesmo não contando com a presença de alguns que não se envolveram nesta jornada de luta por terem «ajustado» as suas «prioridades» ou de outros que claudicando princípios só aderem na medida do protagonismo mediático, ficou bem patente a exigência do fim da ocupação do Iraque, de um outro rumo nas relações internacionais e de uma nova política externa portuguesa assente nos princípios da paz e da cooperação entre os povos que rompa com a submissão ao imperialismo norte-americano e ao projecto de transformação da União Europeia num novo bloco político-militar de cariz imperialista. A vontade de mudança também ali esteve presente!
Mas analisando o novo programa de governo vemos que alguns daqueles que no passado partilharam connosco as ruas e as praças são os mesmos que hoje, no governo, não só abandonaram as ruas como deixaram para trás a vontade de mudança que os elegeu. A «nova» política externa quase que poderia ser confundida com o programa eleitoral do PSD, não fosse a profusão de lugares comuns e de conceitos ambíguos que encerra. O programa do governo «da mudança» mais não faz que dar continuidade à vergonhosa política de submissão ao imperialismo, apostando no apoio à «construção» de uma União Europeia federalista e militarizada no quadro da NATO ao mesmo tempo que reedita a referência estafada ao «euro-atlantismo».
É «notável» como um programa de governo elaborado neste período consegue não referir a necessidade de inverter o actual rumo militarista e ignora a luta de povos que estão a ser massacrados pela máquina de guerra imperialista, como na Palestina e no Iraque. É sintomático que as referências de combate ao terrorismo estejam inscritas na vertente militar da política externa e na política de segurança, ignorando-se as suas raízes socio-económicas e políticas. É «elucidativa» a leitura militarista e intervencionista da realidade internacional apostando-se numa política em que «as Forças Armadas deverão participar, prioritariamente, em missões internacionais de natureza militar, nomeadamente no sistema de defesa colectiva da Aliança Atlântica e na Política Europeia de Segurança e Defesa». As linhas orientadoras contidas no programa de governo são inquietantes e estão inundadas de incoerência. O próprio Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros reconheceu já que «as atitudes mudam muito com a alteração da circunstância». Pois... sobretudo quando o que prevalece é o poder pelo poder e não os princípios e os interesses dos povos e da humanidade.
À incoerência e cinismo o povo português saberá com certeza responder com perseverança e luta. A mesma perseverança dos trabalhadores da Bombardier que receberam no dia 19 de Março uma emocionante demonstração de solidariedade dos manifestantes da paz demostrando que a luta dos trabalhadores pelos seus direitos e pela defesa da economia nacional está intimamente ligada à luta pela paz e a cooperação entre os povos. E vai continuar!