2799 agentes da PSP feridos e quatro mortos
Nos últimos quatro anos, perto de 2800 agentes da PSP foram feridos, e outros quatro morreram, o último, na passada semana, no Bairro da Cova da Moura, Amadora. De acordo com o assessor da Direcção Nacional da PSP, desde 1999 foram feridos em serviço 2799 agentes, dos quais resultaram 31 feridos graves, e ainda quatro mortos.
Em 1999 foram feridos 347 agentes, subindo este número para 4002, 407, 464 e 687 respectivamente nos quatro anos seguintes. Em 2004 este número desceu para 492.
Quanto aos feridos graves, o ano em que se registou o valor mais elevado, nove, foi em 2002, enquanto em 2004, Ano Europeu de Futebol, foram apenas dois.
Por seu lado, entre 1999 e 2001 não se registaram agentes mortos em serviço. Em 2002 morreram dois, um com arma de fogo na Amadora e outro na sequência de um atropelamento intencional em Algés. Em 2003 morreu um agente em serviço, também após atropelamento intencional, mas em Vila Real.
No ano seguinte não se registraram mortos entre agentes da PSP em serviço, enquanto este ano, na passada quinta-feira, um agente foi morto a tiro quando seguia com um colega - ligeiramente ferido - numa patrulha no bairro da Cova da Moura, na Amadora.
Entretanto, contactado pela Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), Alberto Torres, considerou que o número de feridos apresentado pela direcção da PSP é inferior aos números reais. «Estou convencido que esse número peca por escasso. Temos conhecimento de vários colegas que são agredidos e que não denunciam a ocorrência», disse Alberto Torres, ressalvando que «este número pode não ser significativo».
Afirmando-se «preocupado» com os dados fornecidos, o sindicalista disse que desde há muito que «os governos têm sido alertados para a necessidade de serem tomadas medidas», uma das quais «tornar crimes públicos as agressões a agentes». «Esta lei tem três anos, mas no seio da PSP não sentimos nenhum efeito prático, uma vez que perante os tribunais, os agressores raramente são punidos», acrescentou.
Falta de meios
Para Alberto Torres, o elevado número de agressões a agentes pode-se justificar com «o arrastar dos processos» e as «punições demasiadamente leves». «Hoje (os agressores) vão a tribunal e amanhã estão cá novamente a prevaricar», exemplificou.
Questionado a comparar os dados fornecidos pela PSP e o que se passa nos restantes países da Europa, o presidente da ASPP afirmou que são mantidos contactos com organizações policiais de outros países, podendo por isso afirmar que «nada disto se passa nos outros países».
«A falta de respeito às forças de segurança nos outros países não acontece da mesma forma que em Portugal, porque esses estados protegem os elementos das forças policiais. Essa protecção não acontece cá», disse.
Alberto Torres queixou-se ainda de falta de «programação estratégica» na PSP e reafirmou a falta de meios, nomeadamente quatro mil agentes nos quadros orgânicos da Polícia de Segurança Pública, o que provoca a existência de «esquadras vazias».
«Como é que se pode entender que os agentes que actuam no Bairro da Cova da Moura tenham os mesmos meios que os agentes que actuam no centro da cidade de Lisboa?», questionou.
O mesmo responsável disse que se houvesse programação estratégica os agentes em zonas problemáticas iriam equipados com coletes à prova de bala e patrulhariam em carros com alguma blindagem contra armas ligeiras.
Em 1999 foram feridos 347 agentes, subindo este número para 4002, 407, 464 e 687 respectivamente nos quatro anos seguintes. Em 2004 este número desceu para 492.
Quanto aos feridos graves, o ano em que se registou o valor mais elevado, nove, foi em 2002, enquanto em 2004, Ano Europeu de Futebol, foram apenas dois.
Por seu lado, entre 1999 e 2001 não se registaram agentes mortos em serviço. Em 2002 morreram dois, um com arma de fogo na Amadora e outro na sequência de um atropelamento intencional em Algés. Em 2003 morreu um agente em serviço, também após atropelamento intencional, mas em Vila Real.
No ano seguinte não se registraram mortos entre agentes da PSP em serviço, enquanto este ano, na passada quinta-feira, um agente foi morto a tiro quando seguia com um colega - ligeiramente ferido - numa patrulha no bairro da Cova da Moura, na Amadora.
Entretanto, contactado pela Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), Alberto Torres, considerou que o número de feridos apresentado pela direcção da PSP é inferior aos números reais. «Estou convencido que esse número peca por escasso. Temos conhecimento de vários colegas que são agredidos e que não denunciam a ocorrência», disse Alberto Torres, ressalvando que «este número pode não ser significativo».
Afirmando-se «preocupado» com os dados fornecidos, o sindicalista disse que desde há muito que «os governos têm sido alertados para a necessidade de serem tomadas medidas», uma das quais «tornar crimes públicos as agressões a agentes». «Esta lei tem três anos, mas no seio da PSP não sentimos nenhum efeito prático, uma vez que perante os tribunais, os agressores raramente são punidos», acrescentou.
Falta de meios
Para Alberto Torres, o elevado número de agressões a agentes pode-se justificar com «o arrastar dos processos» e as «punições demasiadamente leves». «Hoje (os agressores) vão a tribunal e amanhã estão cá novamente a prevaricar», exemplificou.
Questionado a comparar os dados fornecidos pela PSP e o que se passa nos restantes países da Europa, o presidente da ASPP afirmou que são mantidos contactos com organizações policiais de outros países, podendo por isso afirmar que «nada disto se passa nos outros países».
«A falta de respeito às forças de segurança nos outros países não acontece da mesma forma que em Portugal, porque esses estados protegem os elementos das forças policiais. Essa protecção não acontece cá», disse.
Alberto Torres queixou-se ainda de falta de «programação estratégica» na PSP e reafirmou a falta de meios, nomeadamente quatro mil agentes nos quadros orgânicos da Polícia de Segurança Pública, o que provoca a existência de «esquadras vazias».
«Como é que se pode entender que os agentes que actuam no Bairro da Cova da Moura tenham os mesmos meios que os agentes que actuam no centro da cidade de Lisboa?», questionou.
O mesmo responsável disse que se houvesse programação estratégica os agentes em zonas problemáticas iriam equipados com coletes à prova de bala e patrulhariam em carros com alguma blindagem contra armas ligeiras.