Frio nas escolas

Lembrando que há ano e meio foi publicado um manual de manutenção e segurança nas escolas que o Governo e o Ministério da Educação não cumprem, o Sindicato dos Professores da Região Centro, SPRC, através de um comunicado de 31 de Janeiro, responsabilizou o ME e as autarquias prevaricadoras por nada terem feito para eliminar o frio das salas de aulas. A consequência é o aumento do absentismo, do insucesso escolar e uma maior ausência de estudantes nocturnos.
O SPRC efectuou um levantamento e concluiu que metade das escolas e jardins de infância da região não têm sistemas de aquecimento e os que existem são deficientes e perigosos. Mais debilitados estão os estabelecimentos no litoral do Concelho de Coimbra – de que é exemplo a EB 2/3 da Tocha que só pode usar dois ou três aquecedores simultaneamente –, onde a falta de manutenção dos equipamentos é generalizada. Há casos de obras impossibilitadas por terem sido adjudicadas só no Inverno, como na Secundária de Alcains.
Muitas escolas do primeiro ciclo recorrem a irradiadores a gás, situação ilegal e muito perigosa, de que são exemplos os estabelecimentos de Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal e Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
No segundo e terceiro ciclo do Básico e no Secundário, o aquecimento não pode funcionar todo o dia por falta de verbas decorrente dos cortes orçamentais, como na Secundária D. Dinis e na José Falcão, em Coimbra, e na Secundária Ribeiro Sanches, em Penamacor. O SPRC exige que se dotem as escolas com as verbas adequadas para fazer face às despesas com aquecimento.


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