Pelos direitos dos presos políticos
As ruas da cidade de Bilbau foram palco, no sábado, dia 8, de uma das maiores manifestações realizadas nos últimos anos no País basco. O objectivo foi exigir o reconhecimento do estatuto político dos presos e exigir o seu repatriamento.
«Presos bascos para Euskal Herria» foi o lema do desfile
A manifestação, convocada pelo movimento pró-amnistia, era encabeçada por um grupo de ex-presos e centenas de familiares que transportavam fotografias dos 712 bascos encarcerados por motivos políticos em prisões espanholas e francesas.
No desfile incorporaram-se representantes de diversas organizações e partidos, designadamente dos sindicatos ELA e LAB, do ilegalizado partido Batasuna, bem como da Aralar, cujo coordenador-geral e deputado em Navarra, Patxi Zabada, esteve presente na jornada de protesto.
Dias antes, o Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK) divulgara uma documento no qual declarava o início de uma «luta permamente» com vista a exigir, entre outras questões, o direito de constituir-se como organização e de participar no processo político aberto com a com a aprovação do plano Ibarratexe, que deu entretanto entrada no parlamento espanhol.
Perante mais de 30 mil pessoas concentradas na avenida junto ao edifício do município de Bilbau, o porta-voz do movimento pró-amnistia, o advogado Jon Enparantza, sublinhou que «os presos políticos são consequência do conflito político. Daí o seu carácter político. Os seus direitos polítios devem ser reconhecidos e para isso têm de estar em Euskal Herria», sustentou Enparantza, salientando que «os presos cumprem um papel fundamental na resolução do conflito» basco.
Dirigindo-se aos estados espanhol e francês, este porta-voz apelou a que desistam da sua «actual aposta na guerra e dêem passos inequívocos e audazes com vista à resolução do conflito».
O advogado denunciou ainda que as práticas repressivas nas penitenciárias de Espanha e França «violam os direitos básicos dos presos e seus familiares», acusando esta «política criminosa» de ser responsável pela morte de militantes independentistas como «Txalaka e Oilane, Leo e Karmele».
Segundo cálculos do jornal basco «Gara» o número de manifestantes duplicou em comparação com o desfile realizado por motivos idênticos em Janeiro de 2004. Em três locais assinalados pelo jornal, foi contabilizada a passagem de entre 555 e 1100 pessoas por minuto. Em média, na Praça Circular, passaram 851 manifestantes por minuto durante 38 minutos, o que perfaz num número total de 32.338 pessoas.
Números das prisões
Segundo dados relativos a 25 de Dezembro, existem actualmente 712 presos políticos bascos (mais 40 que um ano antes) encarcerados em 87 estabelecimentos prisionais. Trata-se do número mais elevado desde os tempos da ditadura franquista.
A maioria dos presos (544) encontra-se 47 prisões espanholas situadas em média a 580 quilómetros do País Basco.
Em França, estão presos 153 bascos, distribuídos por 28 prisões que distam mais de 580 quilómetros do seu local de origem. Outros oitos estão presos noutros países, designadamente, no México (5), Bélgica (2) e Londres (1).
Do total, apenas 11 estão em prisões no interior do País Basco, apesar de a legislação europeia reconhecer o direito dos presos cumprirem as penas em locais próximos da sua residência.
No desfile incorporaram-se representantes de diversas organizações e partidos, designadamente dos sindicatos ELA e LAB, do ilegalizado partido Batasuna, bem como da Aralar, cujo coordenador-geral e deputado em Navarra, Patxi Zabada, esteve presente na jornada de protesto.
Dias antes, o Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK) divulgara uma documento no qual declarava o início de uma «luta permamente» com vista a exigir, entre outras questões, o direito de constituir-se como organização e de participar no processo político aberto com a com a aprovação do plano Ibarratexe, que deu entretanto entrada no parlamento espanhol.
Perante mais de 30 mil pessoas concentradas na avenida junto ao edifício do município de Bilbau, o porta-voz do movimento pró-amnistia, o advogado Jon Enparantza, sublinhou que «os presos políticos são consequência do conflito político. Daí o seu carácter político. Os seus direitos polítios devem ser reconhecidos e para isso têm de estar em Euskal Herria», sustentou Enparantza, salientando que «os presos cumprem um papel fundamental na resolução do conflito» basco.
Dirigindo-se aos estados espanhol e francês, este porta-voz apelou a que desistam da sua «actual aposta na guerra e dêem passos inequívocos e audazes com vista à resolução do conflito».
O advogado denunciou ainda que as práticas repressivas nas penitenciárias de Espanha e França «violam os direitos básicos dos presos e seus familiares», acusando esta «política criminosa» de ser responsável pela morte de militantes independentistas como «Txalaka e Oilane, Leo e Karmele».
Segundo cálculos do jornal basco «Gara» o número de manifestantes duplicou em comparação com o desfile realizado por motivos idênticos em Janeiro de 2004. Em três locais assinalados pelo jornal, foi contabilizada a passagem de entre 555 e 1100 pessoas por minuto. Em média, na Praça Circular, passaram 851 manifestantes por minuto durante 38 minutos, o que perfaz num número total de 32.338 pessoas.
Números das prisões
Segundo dados relativos a 25 de Dezembro, existem actualmente 712 presos políticos bascos (mais 40 que um ano antes) encarcerados em 87 estabelecimentos prisionais. Trata-se do número mais elevado desde os tempos da ditadura franquista.
A maioria dos presos (544) encontra-se 47 prisões espanholas situadas em média a 580 quilómetros do País Basco.
Em França, estão presos 153 bascos, distribuídos por 28 prisões que distam mais de 580 quilómetros do seu local de origem. Outros oitos estão presos noutros países, designadamente, no México (5), Bélgica (2) e Londres (1).
Do total, apenas 11 estão em prisões no interior do País Basco, apesar de a legislação europeia reconhecer o direito dos presos cumprirem as penas em locais próximos da sua residência.