Lituania encerra central nuclear
A Lituânia desactivou na sexta-feira, 31, o primeiro dos dois reactores nucleares da sua central de produção de energia eléctrica construída durante o período soviético em Ignalina.
O encerramento total deste equipamento foi uma das condições impostas durante as negociações de adesão à União Europeia, que a Lituânia passou a integrar desde 1 de Maio de 2004. Em contrapartida, para o desmantelamento da estrutura que só deverá ficar completo em 2009, foi prometida uma ajuda financeira entre dois e três mil milhões de euros, num prazo de 30 anos.
A UE evocou razões de segurança, argumentando que os reactores são do mesmo tipo dos de Tchernobyl, onde em 1986 se registou um grave acidente.
A central de Ignalina, que emprega 3 500 pessoas, foi desenhada e posta em funcionamento em duas fases (1983 e 1987) para dar resposta às necessidades de energia eléctrica de uma parte do flanco ocidental da União Soviética.
Sobredimensionada face à actual realidade deste pequeno país, proporcionou-lhe nos últimos anos não só auto-suficiência energética como também uma importante fonte de receitas, já que 70 por cento da energia produzida era exportada para países vizinhos.
Em 2003, a venda de electricidade permitiu uma receita líquida de 4,5 milhões de euros, valor que no ano passado terá ascendido para perto de cinco milhões de euros.
A desactivação da central coloca a Lituânia numa situação de grave dependência, sobretudo no Inverno, quando os picos de consumo ultrapassam os 1800 megawats, potência superior ao único reactor 1300 megawats que permanece em actividade.
Nestes períodos, o país terá de procurar fornecedores externos, correndo o risco de sofrer graves quebras energéticas caso o equipamento único sofra uma avaria ou necessite de trabalhos de manutenção.
O encerramento total deste equipamento foi uma das condições impostas durante as negociações de adesão à União Europeia, que a Lituânia passou a integrar desde 1 de Maio de 2004. Em contrapartida, para o desmantelamento da estrutura que só deverá ficar completo em 2009, foi prometida uma ajuda financeira entre dois e três mil milhões de euros, num prazo de 30 anos.
A UE evocou razões de segurança, argumentando que os reactores são do mesmo tipo dos de Tchernobyl, onde em 1986 se registou um grave acidente.
A central de Ignalina, que emprega 3 500 pessoas, foi desenhada e posta em funcionamento em duas fases (1983 e 1987) para dar resposta às necessidades de energia eléctrica de uma parte do flanco ocidental da União Soviética.
Sobredimensionada face à actual realidade deste pequeno país, proporcionou-lhe nos últimos anos não só auto-suficiência energética como também uma importante fonte de receitas, já que 70 por cento da energia produzida era exportada para países vizinhos.
Em 2003, a venda de electricidade permitiu uma receita líquida de 4,5 milhões de euros, valor que no ano passado terá ascendido para perto de cinco milhões de euros.
A desactivação da central coloca a Lituânia numa situação de grave dependência, sobretudo no Inverno, quando os picos de consumo ultrapassam os 1800 megawats, potência superior ao único reactor 1300 megawats que permanece em actividade.
Nestes períodos, o país terá de procurar fornecedores externos, correndo o risco de sofrer graves quebras energéticas caso o equipamento único sofra uma avaria ou necessite de trabalhos de manutenção.