Ibarretxe quer referendo
O presidente da região autónoma basca, Juan José Ibarretxe, manifestou a determinação do seu governo de avançar com um referendo sobre o novo estatuto da autonomia, com ou sem o acordo de Madrid.
O plano Ibarretxe, que foi aprovado na quinta-feira dia 30, no parlamento regional de Vitória, capital administrativa do País basco, consagra a nacionalidade basca, o direito de manter relações directas com a Europa e o mundo e substitui a actual subordinação à Espanha por um acordo de «livre associação».
Um dia depois de ter obtido o apoio da maioria dos deputados, onde se incluíram os três independentes eleitos pelo Batasuna, durante a mensagem de Ano Novo, Ibarretxe pediu formalmente ao poder central para encetar «um processo de negociações políticas abertas e flexíveis, tendo no horizonte uma consulta democrática à sociedade basca».
A aprovação do plano Ibarretxe «foi o primeiro passo para desbloquear o problema basco e, doravante, nada nem ninguém o poderá voltar a paralisar», disse o governante.
No entanto, o conceito de «livre associação» é rejeitado tanto pelos socialistas que apoiam o governo de José Luis Zapatero, como pelos conservadores do PP de Mariano Rajoy, que facilmente se unirão para chumbar o projecto no parlamento espanhol.
Os nacionalistas bascos sabem-no e por isso estabeleceram um prazo de seis meses para o desenrolar de negociações com Madrid, após o que pretendem avançar unilateralmente para a realização de um referendo local, desafiando a Constituição espanhola que reserva ao poder central a iniciativa referendária ou a sua delegação.
Até lá, as próximas eleições regionais para o parlamento, que deverão decorrer em Maio, constituem uma primeira oportunidade parta avaliar a receptividade dos cerca de 2,1 milhões de bascos ao plano Ibarretxe, o qual irá dominar a campanha eleitoral. No sufrágio de 2001, os nacionalistas e os independentistas totalizaram juntos 52 por cento dos votos.
O plano Ibarretxe, que foi aprovado na quinta-feira dia 30, no parlamento regional de Vitória, capital administrativa do País basco, consagra a nacionalidade basca, o direito de manter relações directas com a Europa e o mundo e substitui a actual subordinação à Espanha por um acordo de «livre associação».
Um dia depois de ter obtido o apoio da maioria dos deputados, onde se incluíram os três independentes eleitos pelo Batasuna, durante a mensagem de Ano Novo, Ibarretxe pediu formalmente ao poder central para encetar «um processo de negociações políticas abertas e flexíveis, tendo no horizonte uma consulta democrática à sociedade basca».
A aprovação do plano Ibarretxe «foi o primeiro passo para desbloquear o problema basco e, doravante, nada nem ninguém o poderá voltar a paralisar», disse o governante.
No entanto, o conceito de «livre associação» é rejeitado tanto pelos socialistas que apoiam o governo de José Luis Zapatero, como pelos conservadores do PP de Mariano Rajoy, que facilmente se unirão para chumbar o projecto no parlamento espanhol.
Os nacionalistas bascos sabem-no e por isso estabeleceram um prazo de seis meses para o desenrolar de negociações com Madrid, após o que pretendem avançar unilateralmente para a realização de um referendo local, desafiando a Constituição espanhola que reserva ao poder central a iniciativa referendária ou a sua delegação.
Até lá, as próximas eleições regionais para o parlamento, que deverão decorrer em Maio, constituem uma primeira oportunidade parta avaliar a receptividade dos cerca de 2,1 milhões de bascos ao plano Ibarretxe, o qual irá dominar a campanha eleitoral. No sufrágio de 2001, os nacionalistas e os independentistas totalizaram juntos 52 por cento dos votos.