Impedir despedimento colectivo
Sucedem-se a um ritmo preocupante os casos de deslocalização de empresas multinacionais. Depois da Visahay Electrónica Portugal, em Famalicão, e da Lear, em Valongo, dois dos mais recentes, prepara-se para dar o salto a multinacional japonesa Yasaki Saltano, com unidades fabris em Ovar e Vila Nova de Gaia.
Este processo em busca de novas paragens capazes de uma mais rápida reprodução do capital e multiplicação dos lucros teve início em 2000, data em que a empresa abre uma fábrica em Marrocos para onde vai transferindo algumas linhas de produção e equipamentos industriais.
O número de trabalhadores desce então para cerca de 6.500 (empregava mais de sete mil em 1996, metade dos quais com contrato a termo), num processo contínuo de despedimentos de que vai resultar a eliminação de quase dois mil e quinhentos postos de trabalho até 2003.
Em Novembro passado a Yazaki Saltano anuncia o propósito – não assumido em documentação formal mas transmitido aos sindicatos em recente reunião de avançar com mais um despedimento colectivo de 364 trabalhadores na sua unidade de Vila Nova de Gaia.
Para trás fica, ainda, «um longo caminho de desprezo e desrespeito pelos direitos sindicais, nomeadamente com a proibição de reuniões gerais de trabalhadores», como lembra o deputado comunista Honório Novo que, em requerimento, instou o Governo a pronunciar-se sobre o que pensa fazer para travar os intentos anunciados pela administração da Yazaki Saltano de proceder a um despedimento colectivo.
No texto o parlamentar do PCP denuncia o facto de a empresa ter dado aos trabalhadores as seguintes opções: ou aceitam as rescisões individuais por mútuo acordo ou a empresa procede ao despedimento colectivo de quase quatrocentos trabalhadores. «A diferença residirá, segundo consta, no valor das indemnizações que serão maiores no primeiro caso para que assim a empresa possa dizer que não despediu ninguém, foram os próprios trabalhadores que assim o quiseram», explica Honório Novo, para quem esta é «mais uma situação inaceitável» tanto mais que a Yazaky Saltano terá recebido apoios comunitários para projectos de formação profissional e outros e consta de uma lista de parceiros que integram o chamado «Plano de Desenvolvimento de Gaia» destinado a promover o emprego, a habitação e o combate infantil naquele concelho.
Tudo isto – e esta é outra acusação lançada pelo Grupo comunista - perante a «inacção do Governo e dos poderes públicos em geral».
Este processo em busca de novas paragens capazes de uma mais rápida reprodução do capital e multiplicação dos lucros teve início em 2000, data em que a empresa abre uma fábrica em Marrocos para onde vai transferindo algumas linhas de produção e equipamentos industriais.
O número de trabalhadores desce então para cerca de 6.500 (empregava mais de sete mil em 1996, metade dos quais com contrato a termo), num processo contínuo de despedimentos de que vai resultar a eliminação de quase dois mil e quinhentos postos de trabalho até 2003.
Em Novembro passado a Yazaki Saltano anuncia o propósito – não assumido em documentação formal mas transmitido aos sindicatos em recente reunião de avançar com mais um despedimento colectivo de 364 trabalhadores na sua unidade de Vila Nova de Gaia.
Para trás fica, ainda, «um longo caminho de desprezo e desrespeito pelos direitos sindicais, nomeadamente com a proibição de reuniões gerais de trabalhadores», como lembra o deputado comunista Honório Novo que, em requerimento, instou o Governo a pronunciar-se sobre o que pensa fazer para travar os intentos anunciados pela administração da Yazaki Saltano de proceder a um despedimento colectivo.
No texto o parlamentar do PCP denuncia o facto de a empresa ter dado aos trabalhadores as seguintes opções: ou aceitam as rescisões individuais por mútuo acordo ou a empresa procede ao despedimento colectivo de quase quatrocentos trabalhadores. «A diferença residirá, segundo consta, no valor das indemnizações que serão maiores no primeiro caso para que assim a empresa possa dizer que não despediu ninguém, foram os próprios trabalhadores que assim o quiseram», explica Honório Novo, para quem esta é «mais uma situação inaceitável» tanto mais que a Yazaky Saltano terá recebido apoios comunitários para projectos de formação profissional e outros e consta de uma lista de parceiros que integram o chamado «Plano de Desenvolvimento de Gaia» destinado a promover o emprego, a habitação e o combate infantil naquele concelho.
Tudo isto – e esta é outra acusação lançada pelo Grupo comunista - perante a «inacção do Governo e dos poderes públicos em geral».