Sob pressão
Depois de ter apresentado a sua demissão do cargo de Director de Informação da RTP, José Rodrigues dos Santos esclareceu, segunda-feira, em comissão parlamentar na Assembleia da República, que abandonou funções para «não abrir um precedente» nas relações estabelecidas com o conselho de administração da empresa.
Na base do conflito esteve a nomeação do correspondente da televisão pública na capital espanhola, cujo nome era contrário ao proposto pela equipa que constituía a direcção de informação.
Ouvido na audição parlamentar sobre a mesma matéria, o presidente do conselho de administração da RTP, Almerindo Marques, justificou a medida como forma de «evitar um grande sarilho» na empresa que, admitiu em tom misterioso, implicaria a demissão de um «alto quadro», cujo nome não revelou.
Por ouvir nesta audição parlamentar, com vista ao cabal esclarecimento do caso, como pediu o PCP, ficou o ministro da tutela, Morais Sarmento, bem como os restantes membros da direcção de informação que se demitiram sem explicar os motivos da sua decisão.
Invocado pelo PSD para o carácter limitado da audição, em reunião da comissão de Assuntos Constitucionais, foi o argumento de que «não faz sentido tentar imiscuir o Governo em decisões que são da exclusiva responsabilidade da administração da empresa».
Ao que o deputado comunista António Filipe respondeu considerando «lamentável» que a comissão parlamentar «fique privada de exercer os seus direitos de fiscalização».
«A presença do ministro não só é necessária, como é indispensável. Não podemos deixar de averiguar qual o papel que o Governo pode ter tido nesta situação», sustentou o deputado do PCP.
Na base do conflito esteve a nomeação do correspondente da televisão pública na capital espanhola, cujo nome era contrário ao proposto pela equipa que constituía a direcção de informação.
Ouvido na audição parlamentar sobre a mesma matéria, o presidente do conselho de administração da RTP, Almerindo Marques, justificou a medida como forma de «evitar um grande sarilho» na empresa que, admitiu em tom misterioso, implicaria a demissão de um «alto quadro», cujo nome não revelou.
Por ouvir nesta audição parlamentar, com vista ao cabal esclarecimento do caso, como pediu o PCP, ficou o ministro da tutela, Morais Sarmento, bem como os restantes membros da direcção de informação que se demitiram sem explicar os motivos da sua decisão.
Invocado pelo PSD para o carácter limitado da audição, em reunião da comissão de Assuntos Constitucionais, foi o argumento de que «não faz sentido tentar imiscuir o Governo em decisões que são da exclusiva responsabilidade da administração da empresa».
Ao que o deputado comunista António Filipe respondeu considerando «lamentável» que a comissão parlamentar «fique privada de exercer os seus direitos de fiscalização».
«A presença do ministro não só é necessária, como é indispensável. Não podemos deixar de averiguar qual o papel que o Governo pode ter tido nesta situação», sustentou o deputado do PCP.