Tanto medo por quê?
«Um fantasma percorre a Europa» - dizia nas suas primeiras linhas o Manifesto Comunista de Marx e Engels.
O comunismo assustou como um fantasma os capitalistas. Num reflexo instintivo de classe logo reconheceram nele um perigo mortal, por apresentar uma nova perspectiva de desenvolvimento histórico à sociedade humana. E a revolução de Outubro abalou de tal modo o sistema capitalista, por demonstrar que era possível derrotá-lo e estabelecer novas formas de organização da vida social, que passou a ser, no quadro mundial, o alvo principal do anticomunismo. Anticomunismo raivosamente estendido a todos os que se solidarizaram com a grandiosa experiência humana que ela iniciou.
O cinismo capitalista, e um ruidoso séquito de seus servidores, proclamaram com gáudio que com a liquidação da URSS o comunismo morreu.
Querem moldar à força a História segundo os seus desejos. Mas as grandes revoluções sociais não ficam vencidas, mesmo nas suas fases de refluxo, porque são momento determinante de um grande processo de mudança em curso. Esse é o caso da Revolução de Outubro, como já o fora, para a sociedade feudal, a Revolução Francesa, que não acabou nem quando Napoleão proclamou o seu fugaz Império, nem com a Restauração dos Bourbons, nem com o esmagamento das revoluções de 1830, 1848 e da Comuna. Por isso o «fantasma» do comunismo continua a apoquentar o capitalismo.
Não são agora Meternich e a sua «Santa Aliança», nem o csar ou Bismark, do tempo de Marx, os que se conjuram contra o comunismo, mas suas fotocópias amareladas, viradas aos modelos sociais do passado, por mais inovadoras que se afirmem no papel de ardorosos arautos da «modernidade» do capitalismo no seu actual modelo, dominado com mão de ferro pelo capital financeiro multinacional que amadurece os seus milhões arrecadados no mundo inteiro à sombra das armas «inteligentes» do imperialismo americano...
...Vem isto à reflexão quando lemos, ouvimos e vemos o que por aí se diz, nos círculos do anticomunismo encartado (mas não só) a propósito (e a despropósito) do próximo Congresso do PCP.
A manutenção do anticomunismo como tópico obrigatório das agendas de tantos órgãos de comunicação é a inquietação que aos seus donos, mandantes e mandados continua a causar esta força que não se rende, não se submete ao sistema capitalista nem às suas proclamações de fim da História.
Entre os capitalistas também há quem tenha lúcida consciência histórica e reconheça o perigo mortal que para o capitalismo é haver quem prossiga a luta para que, como dizia Marx, o Homem possa enfim ser dono da sua própria História, pondo termo à pré-história da humanidade nesta sua fase de capitalismo.
Não será isso razão bastante para esses rancores anticomunistas?
Tanto mais quando sabem que, no quadro nacional, o PCP é essencial para uma mudança que ponha fim ao regabofe de exploração e regressão que, com a recuperação capitalista, tem desfigurado e mutilado a democracia.
O comunismo assustou como um fantasma os capitalistas. Num reflexo instintivo de classe logo reconheceram nele um perigo mortal, por apresentar uma nova perspectiva de desenvolvimento histórico à sociedade humana. E a revolução de Outubro abalou de tal modo o sistema capitalista, por demonstrar que era possível derrotá-lo e estabelecer novas formas de organização da vida social, que passou a ser, no quadro mundial, o alvo principal do anticomunismo. Anticomunismo raivosamente estendido a todos os que se solidarizaram com a grandiosa experiência humana que ela iniciou.
O cinismo capitalista, e um ruidoso séquito de seus servidores, proclamaram com gáudio que com a liquidação da URSS o comunismo morreu.
Querem moldar à força a História segundo os seus desejos. Mas as grandes revoluções sociais não ficam vencidas, mesmo nas suas fases de refluxo, porque são momento determinante de um grande processo de mudança em curso. Esse é o caso da Revolução de Outubro, como já o fora, para a sociedade feudal, a Revolução Francesa, que não acabou nem quando Napoleão proclamou o seu fugaz Império, nem com a Restauração dos Bourbons, nem com o esmagamento das revoluções de 1830, 1848 e da Comuna. Por isso o «fantasma» do comunismo continua a apoquentar o capitalismo.
Não são agora Meternich e a sua «Santa Aliança», nem o csar ou Bismark, do tempo de Marx, os que se conjuram contra o comunismo, mas suas fotocópias amareladas, viradas aos modelos sociais do passado, por mais inovadoras que se afirmem no papel de ardorosos arautos da «modernidade» do capitalismo no seu actual modelo, dominado com mão de ferro pelo capital financeiro multinacional que amadurece os seus milhões arrecadados no mundo inteiro à sombra das armas «inteligentes» do imperialismo americano...
...Vem isto à reflexão quando lemos, ouvimos e vemos o que por aí se diz, nos círculos do anticomunismo encartado (mas não só) a propósito (e a despropósito) do próximo Congresso do PCP.
A manutenção do anticomunismo como tópico obrigatório das agendas de tantos órgãos de comunicação é a inquietação que aos seus donos, mandantes e mandados continua a causar esta força que não se rende, não se submete ao sistema capitalista nem às suas proclamações de fim da História.
Entre os capitalistas também há quem tenha lúcida consciência histórica e reconheça o perigo mortal que para o capitalismo é haver quem prossiga a luta para que, como dizia Marx, o Homem possa enfim ser dono da sua própria História, pondo termo à pré-história da humanidade nesta sua fase de capitalismo.
Não será isso razão bastante para esses rancores anticomunistas?
Tanto mais quando sabem que, no quadro nacional, o PCP é essencial para uma mudança que ponha fim ao regabofe de exploração e regressão que, com a recuperação capitalista, tem desfigurado e mutilado a democracia.