Vigília na ex-Sorefame
Os trabalhadores reacenderam a luta, exigindo que seja cumprida a reintegração de pessoal na EMEF e a retoma do fabrico de material circulante ferroviário na Amadora.
É necessário reforçar o apoio à luta dos trabalhadores
Na terça-feira, os trabalhadores abrangidos pelo despedimento colectivo da Bombardier iniciaram uma vigília junto aos portões da fábrica, reclamando que seja assinado pela empresa e pelo Governo o protocolo que permite a cedência das instalações à EMEF e a reintegração de pessoal nesta empresa de manutenção, do grupo CP.
No dia 13 de Outubro, os trabalhadores efectuaram uma deslocação à residência oficial do primeiro-ministro, onde receberam a garantia de que seriam recebidos pelos secretários de Estado dos Transportes e do Desenvolvimento Económico. Na reunião com os membros do Governo, foram informados de que só faltará a assinatura da multinacional para que o acordo seja concretizado.
«O Governo do PSD tem, desde Junho, arrastado a resolução deste problema. Por isso, foi essencial reactivar a luta.» Em comunicado, a célula do PCP na Sorefame nota que «só depois da deslocação em protesto dos trabalhadores até à residência do primeiro-ministro, a 13 de Outubro, é que estes conseguiram ser recebidos pelo Governo». E reafirma que «as acções de luta vão continuar, até à concretização dos compromissos assumidos».
No documento, os comunistas recordam que, após a luta travada até ao início deste verão, o Governo assumiu dois compromissos:
- a reintegração na EMEF dos trabalhadores despedidos pela Bombardier
- e a manutenção em território nacional e, concretamente, na Amadora, de parte da capacidade produtiva de material circulante, com a alteração das regras dos concursos públicos, de modo a exigir a incorporação de mão-de-obra nacional, e a ocupação pela EMEF das instalações da Bombardier na Amadora.
Considera a célula comunista que «este compromisso do Governo, arrancado após um ano de intensa luta, não remedeia todos os danos feitos à economia nacional e aos trabalhadores da Sorefame, com a sua entrega às multinacionais, mas represento uma importantíssima vitória, pois permitiria salvaguardar uma parte dos postos de trabalho ameaçados pelo encerramento da Bombardier e defender o aparelho produtivo nacional neste sector do material circulante, num momento em que se planifica o indispensável alargamento da rede ferroviária nacional».
Este problema foi levantado na Assembleia da República por António Filipe. O deputado do PCP questionou o Governo acerca da concretização do protocolo que envolveria o Governo, a Bombardier, a EMEF e a Agência Portuguesa de Investimento. É que «não só não foram readmitidos os trabalhadores, como não há notícia da assinatura de qualquer protocolo destinado a viabilizar a construção de material circulante ferroviário nas instalações da Bombardier».
Hoje, na reunião da Assembleia Municipal, o Partido irá voltar a suscitar o problema, revelou a Comissão Concelhia. Em nota à comunicação social, é reafirma a solidariedade activa para com a luta dos trabalhadores da Sorefame, sublinhando que «só a sua luta e o reforço do apoio com que esta tem contado por parte da população da Amadora poderão impedir que nos bastidores a força dos especuladores imobiliários e das multinacionais imponham a lógica do lucro fácil aos interesses da cidade e da economia nacional».
No dia 13 de Outubro, os trabalhadores efectuaram uma deslocação à residência oficial do primeiro-ministro, onde receberam a garantia de que seriam recebidos pelos secretários de Estado dos Transportes e do Desenvolvimento Económico. Na reunião com os membros do Governo, foram informados de que só faltará a assinatura da multinacional para que o acordo seja concretizado.
«O Governo do PSD tem, desde Junho, arrastado a resolução deste problema. Por isso, foi essencial reactivar a luta.» Em comunicado, a célula do PCP na Sorefame nota que «só depois da deslocação em protesto dos trabalhadores até à residência do primeiro-ministro, a 13 de Outubro, é que estes conseguiram ser recebidos pelo Governo». E reafirma que «as acções de luta vão continuar, até à concretização dos compromissos assumidos».
No documento, os comunistas recordam que, após a luta travada até ao início deste verão, o Governo assumiu dois compromissos:
- a reintegração na EMEF dos trabalhadores despedidos pela Bombardier
- e a manutenção em território nacional e, concretamente, na Amadora, de parte da capacidade produtiva de material circulante, com a alteração das regras dos concursos públicos, de modo a exigir a incorporação de mão-de-obra nacional, e a ocupação pela EMEF das instalações da Bombardier na Amadora.
Considera a célula comunista que «este compromisso do Governo, arrancado após um ano de intensa luta, não remedeia todos os danos feitos à economia nacional e aos trabalhadores da Sorefame, com a sua entrega às multinacionais, mas represento uma importantíssima vitória, pois permitiria salvaguardar uma parte dos postos de trabalho ameaçados pelo encerramento da Bombardier e defender o aparelho produtivo nacional neste sector do material circulante, num momento em que se planifica o indispensável alargamento da rede ferroviária nacional».
Este problema foi levantado na Assembleia da República por António Filipe. O deputado do PCP questionou o Governo acerca da concretização do protocolo que envolveria o Governo, a Bombardier, a EMEF e a Agência Portuguesa de Investimento. É que «não só não foram readmitidos os trabalhadores, como não há notícia da assinatura de qualquer protocolo destinado a viabilizar a construção de material circulante ferroviário nas instalações da Bombardier».
Hoje, na reunião da Assembleia Municipal, o Partido irá voltar a suscitar o problema, revelou a Comissão Concelhia. Em nota à comunicação social, é reafirma a solidariedade activa para com a luta dos trabalhadores da Sorefame, sublinhando que «só a sua luta e o reforço do apoio com que esta tem contado por parte da população da Amadora poderão impedir que nos bastidores a força dos especuladores imobiliários e das multinacionais imponham a lógica do lucro fácil aos interesses da cidade e da economia nacional».