Príncipes e «cavalieri»
São muitos os casos político-criminais de corrupção e outros de pesada moldura penal, que por estes dias abundam nos media, de mistura com manobras de diversão, intrigas e casos menores mistificados na «nuvem tramposa» com que o «Independente» e afins tentam cobrir a «Moderna».
Parece que voltámos ao «far west» do crime-instrumento da acumulação capitalista primitiva, com o bandido a ocupar o vazio de poder e a tornar-se «capital respeitável».
E surge inevitável a questão, donde vieram tantos «político-bandidos», como chegaram a Oeiras, Águeda ou Felgueiras, aos futebois, ao Governo e etc. (?).
É claro que se foram forjando nos muitos anos de políticas de direita e no esbulho das privatizações e de bens e serviços públicos, que medraram no concubinato com os poderes fácticos e nos vazios consentidos ou cúmplices, no descontrolo fiscal e na morosidade e manipulação dilatória da Justiça.
São a manifestação «radical» e caseira da massificação do «yuppie», dos paradigmas ultra-liberais dominantes do «Cato Institute» ou da «Heritage Foundation», da ultra direita republicana dos States, a «ideologia do todo o poder ao mercado», da «destruição do Estado burocrático», da «morte do new deal» da «desregulamentação», do culto do «sucesso» e da impunidade.
O heroi destes «político-bandidos» é «il cavalieri» Berlusconi, Primeiro Ministro de Itália, que «foi para a política» para «defender as suas empresas», quando a operação «mãos limpas» lhe prendeu os cúmplices da protecção política, e que por lá tem andado a bem encaminhar os negócios e a concretizar um golpe brutal contra a Justiça, alterando leis penais e processuais retroactivamente e em proveito próprio, escolhendo Juízes para o julgamento dos seus interesses, manipulando prescrições e aministias, etc.
Quando Maquiavel escreveu «O Príncipe», como «elogio do vencedor» e tratado da «política» livre da «tutela da ética» e da arte de tomar e defender o poder por todos os meios, incluindo a traição e a «eliminação», não podia prever que cinco séculos depois as suas notas fossem seguidas, com tecnologia sofisticada, por Berlusconi e pelos que, também por cá, «por perfídia chegaram ao Principado».
Nem que se finasse a diferença do Renascimento entre ética e política e que hoje, nesta fase de «político-banditismo» global e caseiro, príncipes e «cavalieri» de novo as unifiquem numa perspectiva «radical» e de classe, de exploração e de vale tudo pela riqueza, poder e sucesso. Até ver.
Parece que voltámos ao «far west» do crime-instrumento da acumulação capitalista primitiva, com o bandido a ocupar o vazio de poder e a tornar-se «capital respeitável».
E surge inevitável a questão, donde vieram tantos «político-bandidos», como chegaram a Oeiras, Águeda ou Felgueiras, aos futebois, ao Governo e etc. (?).
É claro que se foram forjando nos muitos anos de políticas de direita e no esbulho das privatizações e de bens e serviços públicos, que medraram no concubinato com os poderes fácticos e nos vazios consentidos ou cúmplices, no descontrolo fiscal e na morosidade e manipulação dilatória da Justiça.
São a manifestação «radical» e caseira da massificação do «yuppie», dos paradigmas ultra-liberais dominantes do «Cato Institute» ou da «Heritage Foundation», da ultra direita republicana dos States, a «ideologia do todo o poder ao mercado», da «destruição do Estado burocrático», da «morte do new deal» da «desregulamentação», do culto do «sucesso» e da impunidade.
O heroi destes «político-bandidos» é «il cavalieri» Berlusconi, Primeiro Ministro de Itália, que «foi para a política» para «defender as suas empresas», quando a operação «mãos limpas» lhe prendeu os cúmplices da protecção política, e que por lá tem andado a bem encaminhar os negócios e a concretizar um golpe brutal contra a Justiça, alterando leis penais e processuais retroactivamente e em proveito próprio, escolhendo Juízes para o julgamento dos seus interesses, manipulando prescrições e aministias, etc.
Quando Maquiavel escreveu «O Príncipe», como «elogio do vencedor» e tratado da «política» livre da «tutela da ética» e da arte de tomar e defender o poder por todos os meios, incluindo a traição e a «eliminação», não podia prever que cinco séculos depois as suas notas fossem seguidas, com tecnologia sofisticada, por Berlusconi e pelos que, também por cá, «por perfídia chegaram ao Principado».
Nem que se finasse a diferença do Renascimento entre ética e política e que hoje, nesta fase de «político-banditismo» global e caseiro, príncipes e «cavalieri» de novo as unifiquem numa perspectiva «radical» e de classe, de exploração e de vale tudo pela riqueza, poder e sucesso. Até ver.