Comunistas exigem medidas
A CDU condena a acção de despejo efectuada pela Câmara do Porto em casas ilegalmente ocupadas no bairro social do Lagarteiro, considerando que ele representa «a falência da política de habitação» da maioria PSD/CDS-PP.
Um crime económico e social que propicia ocupações
A Câmara Municipal do Porto efectuo na madrugada de segunda-feira, com o apoio da polícia municipal e do Corpo de Intervenção da PSP, o despejo de seis famílias que ocuparam casas devolutas naquele bairro social da freguesia de Campanhã.
«As ocupações de casas que se verificaram no Bairro da Lagarteiro durante o mês de Agosto representam o culminar de um processo de agravamento das tensões que se vivem um pouco por toda a cidade, e que são motivadas, simultaneamente, pelo agravamento das condições sociais e económicas resultantes das políticas neo-liberais do Governo e pela manifesta falência na implementação da política de habitação social da maioria PSD/CDS-PP na Câmara Municipal do Porto», denuncia, em nota de imprensa, distribuído segunda-feira, a CDU local.
Os comunistas, eleitos nos diversos órgãos autárquicos do Porto, consideram ainda que «o aparato policial e o clima fortemente intimidatório com que se realizou a acção, com dezenas de polícias de intervenção com metralhadoras e cães, não resolveu nada porque as famílias despejadas continuarão a viver em péssimas condições».
Neste sentido, a CDU defende que o pelouro da Habitação da autarquia (PSD/CDS-PP) deve restabelecer o diálogo com a Junta de Freguesia de Campanhã e assumir o compromisso de concluir, num prazo «muito breve», as obras nas habitações sociais devolutas existentes, definindo critérios para a sua ocupação.
«A existência de centenas de habitações municipais devolutas (muitas das quais há anos) representa um crime económico e social que propicia ocupações como as que ocorreram no Bairro do Lagarteiro», salienta o texto da CDU.
Entretanto, o vereador comunista na Câmara Municipal do Porto, Rui Sá, apresentou, no dia seguinte, terça-feira, propostas que visam resolver o problema das habitações municipais devolutas.
«As ocupações de casas que se verificaram no Bairro da Lagarteiro durante o mês de Agosto representam o culminar de um processo de agravamento das tensões que se vivem um pouco por toda a cidade, e que são motivadas, simultaneamente, pelo agravamento das condições sociais e económicas resultantes das políticas neo-liberais do Governo e pela manifesta falência na implementação da política de habitação social da maioria PSD/CDS-PP na Câmara Municipal do Porto», denuncia, em nota de imprensa, distribuído segunda-feira, a CDU local.
Os comunistas, eleitos nos diversos órgãos autárquicos do Porto, consideram ainda que «o aparato policial e o clima fortemente intimidatório com que se realizou a acção, com dezenas de polícias de intervenção com metralhadoras e cães, não resolveu nada porque as famílias despejadas continuarão a viver em péssimas condições».
Neste sentido, a CDU defende que o pelouro da Habitação da autarquia (PSD/CDS-PP) deve restabelecer o diálogo com a Junta de Freguesia de Campanhã e assumir o compromisso de concluir, num prazo «muito breve», as obras nas habitações sociais devolutas existentes, definindo critérios para a sua ocupação.
«A existência de centenas de habitações municipais devolutas (muitas das quais há anos) representa um crime económico e social que propicia ocupações como as que ocorreram no Bairro do Lagarteiro», salienta o texto da CDU.
Entretanto, o vereador comunista na Câmara Municipal do Porto, Rui Sá, apresentou, no dia seguinte, terça-feira, propostas que visam resolver o problema das habitações municipais devolutas.