Luto nacional
A área florestal ardida em Portugal desde o início do ano até 15 de Agosto atingiu os 104 424 hectares. Segundo dados revelados pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) num relatório, de 1 de Janeiro a 15 de Agosto de 2004 arderam 104 424 hectares e registaram-se um total de 16 261 ocorrências (situações de incêndio, queimada ou falso alarme a que os bombeiros acorreram).
O número de ocorrências agora apresentado é menor que o total de 17 323 indicado no anterior relatório – o 7.º, publicado a 10 de Agosto. No entanto, explicou a DGRF, o anterior relatório apresentava dados incorrectos devido a um erro informático, agora corrigido, que duplicou as ocorrências no distrito de Braga. De acordo com o relatório semanal provisório da DGRF, registaram-se no período de 9 a 15 de Agosto 148 ocorrências – 25 incêndios florestais e 123 fogalhos (incêndios em que a área ardida é inferior a um hectare» - enquanto a área ardida ficou-se pelos 60 hectares.
Faro continua a ser o distrito mais afectado pelos incêndios, com uma área ardida desde o início do ano de 30 458 hectares (29 por cento do total), seguido pelo distrito de Beja (12 682 hectares), Vila Real (11 415 hectares) e Castelo Branco (7058).
Quanto ao maior número de incêndios florestais (área ardida superior a um hectare), os distrito de Braga (567), Porto (509) e Viseu (369) são os mais afectados. Relativamente a fogachos, os valores mais elevados verificam-se igualmente nos distritos de Porto e Braga, com 3315 e 2351, respectivamente.
CNA exige medidas
Entretanto, na passada semana, o Governo PSD/CDS-PP indeferiu a situação de calamidade pública no Algarve, uma das zonas mais fustigadas pelos incêndios. «É preciso que o Governo, e de uma vez por todas, atribua os meios técnicos e financeiros necessários para fazer avançar no terreno os ainda «congelados» Planos Regionais de Ordenamento Florestal, com as respectivas Zonas de Intervenção Florestal e os Planos de Gestão Florestal», denuncia, em nota de imprensa, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Sempre em respeito pelos direitos da propriedade e de associação dos pequenos produtores e dos compartes dos baldios, a CNA exige ainda mais incentivos fiscais para projectos particulares de ordenamento e investimentos de pequena e média dimensão e com compensações financeiras para as autarquias intervenientes.
«Convém lembrar que, desde Janeiro, se está a pagar meio cêntimo no litro da gasolina e um quarto de cêntimo no litro do gasóleo para o chamado Fundo Florestal Permanente, supostamente destinado a custear acções de prevenção e combate aos incêndios florestais. Partindo das previsões iniciais do Governo, pode-se calcular em cerca de 25 milhões de euros a verba já arrecadada até agora. Como está a ser aplicada esta tal verba?», interrogam-se os agricultores, que estão preocupados com a florestação industrial e a concentração da propriedade fundiária.
O número de ocorrências agora apresentado é menor que o total de 17 323 indicado no anterior relatório – o 7.º, publicado a 10 de Agosto. No entanto, explicou a DGRF, o anterior relatório apresentava dados incorrectos devido a um erro informático, agora corrigido, que duplicou as ocorrências no distrito de Braga. De acordo com o relatório semanal provisório da DGRF, registaram-se no período de 9 a 15 de Agosto 148 ocorrências – 25 incêndios florestais e 123 fogalhos (incêndios em que a área ardida é inferior a um hectare» - enquanto a área ardida ficou-se pelos 60 hectares.
Faro continua a ser o distrito mais afectado pelos incêndios, com uma área ardida desde o início do ano de 30 458 hectares (29 por cento do total), seguido pelo distrito de Beja (12 682 hectares), Vila Real (11 415 hectares) e Castelo Branco (7058).
Quanto ao maior número de incêndios florestais (área ardida superior a um hectare), os distrito de Braga (567), Porto (509) e Viseu (369) são os mais afectados. Relativamente a fogachos, os valores mais elevados verificam-se igualmente nos distritos de Porto e Braga, com 3315 e 2351, respectivamente.
CNA exige medidas
Entretanto, na passada semana, o Governo PSD/CDS-PP indeferiu a situação de calamidade pública no Algarve, uma das zonas mais fustigadas pelos incêndios. «É preciso que o Governo, e de uma vez por todas, atribua os meios técnicos e financeiros necessários para fazer avançar no terreno os ainda «congelados» Planos Regionais de Ordenamento Florestal, com as respectivas Zonas de Intervenção Florestal e os Planos de Gestão Florestal», denuncia, em nota de imprensa, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Sempre em respeito pelos direitos da propriedade e de associação dos pequenos produtores e dos compartes dos baldios, a CNA exige ainda mais incentivos fiscais para projectos particulares de ordenamento e investimentos de pequena e média dimensão e com compensações financeiras para as autarquias intervenientes.
«Convém lembrar que, desde Janeiro, se está a pagar meio cêntimo no litro da gasolina e um quarto de cêntimo no litro do gasóleo para o chamado Fundo Florestal Permanente, supostamente destinado a custear acções de prevenção e combate aos incêndios florestais. Partindo das previsões iniciais do Governo, pode-se calcular em cerca de 25 milhões de euros a verba já arrecadada até agora. Como está a ser aplicada esta tal verba?», interrogam-se os agricultores, que estão preocupados com a florestação industrial e a concentração da propriedade fundiária.