Câmara de Setúbal acusa Governo

Irresponsabilidade política

O presidente da Câmara de Setúbal denunciou, depois de sobrevoar a área ardida da Serra da Arrábida, que «faltaram meios aéreos no combate às chamas».

«A grande esperança agora é que não haja grandes chuvas»

«A única forma de chegar à Serra da Arrábida é através dos meios aéreos e se estes tivessem atacado logo no início do incêndio com a força necessária, não tinham ardido 1600 hectares, mas sim 200 ou 300», afirmou, este fim-de-semana, Carlos de Sousa. Em relação à origem do fogo, o autarca comunista afirmou que «apesar de não haver provas, pode ter sido fogo posto».
A estrada na zona da Praia da Figueirinha, bem como, as praias da área estão interditas ao trânsito e aos banhistas devido «ao perigo de derrocada», anunciou o presidente da autarquia.
Carlos de Sousa explicou ainda que «já havia necessidade de obras de sustentação em algumas zonas da serra, sendo estas agora indispensáveis devido às elevada temperatura e o aumento da humidade». «Existe o perigo de caírem blocos de rochas e de acontecer uma tragédia, por isso, achámos melhor encerrar a zona até que se façam essas obras», afirmou.
O autarca aceitou o convite para sobrevoar a zona da Serra da Arrábida, feito por uma empresa de helicópteros, com o objectivo de ter a perspectiva aérea das consequências dos fogos. «Estive sempre no teatro de operações e já tinha a perspectiva do mar, contudo quis fazer este voo para ter mais uma percepção da área ardida», explicou.
Relativamente ao cenário nacional dos fogos, Carlos de Sousa considerou que o poder central «não tomou o conjunto de medidas necessário para mudar a forma de actuar perante o cenário de fogos».
O autarca do PCP disse ainda que o facto «de alugar meios aéreos aos países vizinhos quer dizer qualquer coisa». «Tendo em conta as características do país temos de ter os nossos próprios meios aéreos», rematou.
«A grande esperança agora é que não haja grandes chuvas para não provocar o desaparecimento de raízes e permitir a reflorestação», afirmou o presidente da Câmara de Setúbal.


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