Reino Unido

Uma sociedade vigiada

O Reino Unido corre o risco de se tornar uma «sociedade vigiada», dado o grande número de informações que o governo recolhe sobre os cidadãos, alertou, na segunda-feira, o presidente da comissão sobre dados informáticos e liberdades individuais.
«Não quero entrar em paranóia, mas no século passado alguns dos meus homólogos de Espanha ou da Europa de Leste viram o que pode acontecer quando um governo se torna demasiado poderoso e possui demasiadas informações sobre os seus cidadãos», afirma Richard Thomas numa coluna de opinião publicada pelo Times, aludindo ao regime de Franco e à Stasi da antiga Alemanha de Leste.
Comissário da informação desde 2002, Richard Thomas, mostra-se preocupado com a intenção do Ministério do Interior britânico de criar bilhetes de identidade dos cidadãos, inexistentes no país e de constituir um registo nacional de todos os cidadãos menores de idade.
Contudo, o que verdadeiramente confere à Grã-Bretanha a aura de «sociedade vigiada», ao estilo «orwelliano», são os quatro milhões de câmaras de vigilância instaladas em ruas por todo o país (quatro vezes mais do que em 2001), que representam 10 por cento de todas as câmaras instaladas no mundo.
A isto acresce, o registo do código genético (ADN) de 2,5 milhões de criminosos ou presumíveis criminosos e o registo de 5,5 milhões de impressões digitais de pessoas interpeladas pela polícia.
Há poucos meses entrou em circulação o chamado «Oyster Card», um cartão para a utilização dos transportes públicos de Londres que permite saber a qualquer momento em que carruagem do metropolitano ou em que autocarro se encontra um passageiro, a estação em que entrou e aquela em que vai sair.


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