Protestos continuam na Alemanha
As manifestações contra a reforma «Hartz IV», que visam liquidar o seguro de desemprego e substituí-lo pela assistência social prosseguiram na segunda-feira, 16, em toda a Alemanha.
mais de 90 mil pessoas, segundo dados da polícia, e mais de 100 mil segundo os organizadores participaram nas acções de protesto realizadas em cerca de 90 cidades e localidades.
Comparando com os dados oficiais da semana anterior (40 mil pessoas em 30 cidades), o movimento ampliou-se significativamente quer em número de manifestantes, quer de localidades abrangidas.
Na sua edição de segunda-feira, o Neues Deutschland publicou uma lista não completa com 70 cidades em que se realizaram protestos (30 no Oeste e 40 do Leste). As maiores manifestações registaram-se em Leipzig (25 mil pessoas); em Magburgo (15 mil) e em Berlim (10 mil).
As manifestações à segunda-feira deverão prosseguir nas próximas semanas, mantendo-se durante todo o mês de Setembro para culminarem, no dia 3 de Outubro, com um desfile gigantesco em Berlim.
Adoptando um tom cada vez mais agressivo, o SPD e o governo lançam acusações sobre os partidos da oposição, visando em particular o PDS. O presidente do grupo parlamentar social-democrata qualificou o Partido do Socialismo Democrático como «um bando de mentirosos», acusando-o, sem qualquer fundamento, de formar uma «frente popular» com os cristãos democratas da CDU. Bisky, o líder do PDS, ripostou, declarando que o SPD estava a desenterrar a linguagem da guerra fria.
Por seu turno, a direcção da central sindical DGB recusa-se a apoiar as manifestações, alegando que não pretende favorecer «os caçadores de ratos», expressão que designa na Alemanha a extrema-direita.
Numa tentativa de desmobilizar os protestos, o governo social-democrata anunciou algumas concessões relativas ao calendário de aplicação das reformas, no entanto, o porta-voz de Gerhard Schroeder, Bela Anda, reafirmou, na passada segunda-feira, que «o chanceler deixou claro que o rumo da Agenda 2010 será mantido».
mais de 90 mil pessoas, segundo dados da polícia, e mais de 100 mil segundo os organizadores participaram nas acções de protesto realizadas em cerca de 90 cidades e localidades.
Comparando com os dados oficiais da semana anterior (40 mil pessoas em 30 cidades), o movimento ampliou-se significativamente quer em número de manifestantes, quer de localidades abrangidas.
Na sua edição de segunda-feira, o Neues Deutschland publicou uma lista não completa com 70 cidades em que se realizaram protestos (30 no Oeste e 40 do Leste). As maiores manifestações registaram-se em Leipzig (25 mil pessoas); em Magburgo (15 mil) e em Berlim (10 mil).
As manifestações à segunda-feira deverão prosseguir nas próximas semanas, mantendo-se durante todo o mês de Setembro para culminarem, no dia 3 de Outubro, com um desfile gigantesco em Berlim.
Adoptando um tom cada vez mais agressivo, o SPD e o governo lançam acusações sobre os partidos da oposição, visando em particular o PDS. O presidente do grupo parlamentar social-democrata qualificou o Partido do Socialismo Democrático como «um bando de mentirosos», acusando-o, sem qualquer fundamento, de formar uma «frente popular» com os cristãos democratas da CDU. Bisky, o líder do PDS, ripostou, declarando que o SPD estava a desenterrar a linguagem da guerra fria.
Por seu turno, a direcção da central sindical DGB recusa-se a apoiar as manifestações, alegando que não pretende favorecer «os caçadores de ratos», expressão que designa na Alemanha a extrema-direita.
Numa tentativa de desmobilizar os protestos, o governo social-democrata anunciou algumas concessões relativas ao calendário de aplicação das reformas, no entanto, o porta-voz de Gerhard Schroeder, Bela Anda, reafirmou, na passada segunda-feira, que «o chanceler deixou claro que o rumo da Agenda 2010 será mantido».