Direitos contra emprego
O Sindicato alemão IG Metall aceitou na madrugada de sexta-feira, 23, o plano de redução de custos imposto pelo construtor automóvel DaimlerChrysler.
Grupos alemães fazem chantagem sobre o emprego para reduzir direitos
Depois de duas semanas marcadas por uma série de greves maciças e por uma jornada de protesto (15 de Julho) que mobilizou cerca de 60 mil trabalhadores das fábricas da Mercedes,
o IG Mettal chegou a um «acordo de compromisso», obtendo em troca garantias sobre a manutenção dos postos de trabalho até 2012.
Pretendendo reduzir custos de produção, a DaimlerChrysler comunicou a intenção de reduzir prémios e o período das pausas remuneradas, ameaçando deslocalizar a produção do modelo Classe C para o norte da Alemanha e para a África do Sul, o que implicava a extinção de entre seis e 12 mil postos de trabalho na fábrica de Sindelfingen, perto de Stuttgart.
O IG Metall, que denunciou esta autêntica «chantagem sobre o emprego», acabou por aceitar o plano que prevê uma economia de 500 milhões de euros anuais, com a ressalva de que este montante seja atingido só a partir de 2007.
O acordo admite ainda a introdução da semana de 40 horas para cerca de 20 mil assalariados dos departamentos de investigação e desenvolvimento, o que será acompanhado de compensações salariais não especificadas.
O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, qualificou este acordo como «uma vitória da razão» e como «um passo em direcção ao futuro» que «faz justiça aos interesses e necessidades das duas partes». O governante afirmou ainda que «na DaimlerChrysler provou-se uma vez mais que um modelo para a duração da jornada de trabalho só poderá ser encontrado em função das necessidades de cada empresa».
A bolsa de Frankfurt reagiu em alta com os títulos do construtor a recuperar as perdas sofridas durante o conflito laboral.
Recorde-se que recentemente na Siemens, o IG Metall acordou o aumento da jornada das 35 para as 40 horas, sem remuneração suplementar, bem como a supressão dos subsídios de férias e de natal, que foram substituídos por um prémio anual de produtividade.
No mesmo sentido, em França, o fabricante de peças para automóveis Bosch aumentou em mais um hora a semana de trabalho sem compensação, ignorando a lei do país e as declarações do ministro da Economia, Nicolas Sarkozy, o qual, embora admita alterações legislativas, afirmou taxativamente que «trabalhar mais sem ganhar mais é algo que não vai acontecer em França».
o IG Mettal chegou a um «acordo de compromisso», obtendo em troca garantias sobre a manutenção dos postos de trabalho até 2012.
Pretendendo reduzir custos de produção, a DaimlerChrysler comunicou a intenção de reduzir prémios e o período das pausas remuneradas, ameaçando deslocalizar a produção do modelo Classe C para o norte da Alemanha e para a África do Sul, o que implicava a extinção de entre seis e 12 mil postos de trabalho na fábrica de Sindelfingen, perto de Stuttgart.
O IG Metall, que denunciou esta autêntica «chantagem sobre o emprego», acabou por aceitar o plano que prevê uma economia de 500 milhões de euros anuais, com a ressalva de que este montante seja atingido só a partir de 2007.
O acordo admite ainda a introdução da semana de 40 horas para cerca de 20 mil assalariados dos departamentos de investigação e desenvolvimento, o que será acompanhado de compensações salariais não especificadas.
O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, qualificou este acordo como «uma vitória da razão» e como «um passo em direcção ao futuro» que «faz justiça aos interesses e necessidades das duas partes». O governante afirmou ainda que «na DaimlerChrysler provou-se uma vez mais que um modelo para a duração da jornada de trabalho só poderá ser encontrado em função das necessidades de cada empresa».
A bolsa de Frankfurt reagiu em alta com os títulos do construtor a recuperar as perdas sofridas durante o conflito laboral.
Recorde-se que recentemente na Siemens, o IG Metall acordou o aumento da jornada das 35 para as 40 horas, sem remuneração suplementar, bem como a supressão dos subsídios de férias e de natal, que foram substituídos por um prémio anual de produtividade.
No mesmo sentido, em França, o fabricante de peças para automóveis Bosch aumentou em mais um hora a semana de trabalho sem compensação, ignorando a lei do país e as declarações do ministro da Economia, Nicolas Sarkozy, o qual, embora admita alterações legislativas, afirmou taxativamente que «trabalhar mais sem ganhar mais é algo que não vai acontecer em França».