Código do Trabalho é inconstitucional

CGTP lamenta promulgação

A CGTP lamenta a promulgação da regulamentação do Código de Trabalho pelo Presidente da República e insiste na inconstitucionalidade de algumas normas

Esta regulamentação vai introduzir alterações gravosas

«É uma má notícia e uma decisão com a qual não concordamos, até porque havia motivos para a averiguação da constitucionalidade de várias normas», disse, anteontem, à Lusa, Joaquim Dionísio, da comissão executiva e responsável pelo gabinete jurídico da CGTP. Jorge Sampaio promulgou a regulamentação do Código do Trabalho no passado dia 14.
Para a CGTP há vários elementos estranhos neste processo, desde a própria decisão até ao momento em que ela foi tornada pública, uma semana depois de ter sido tomada. «No actual ambiente de fragilização do factor trabalho, o que é sinal do desaparecimento de um Ministério próprio no novo Executivo, e com algumas normas controversas, o mínimo que se esperaria era que o Presidente da República tivesse sérias dúvidas e enviasse a regulamentação para o Tribunal Constitucional», defendeu Joaquim Dionísio.
Questionado sobre se esta decisão era previsível, o sindicalista afirmou que em Portugal «já quase tudo é previsível, as surpresas já não são tão grandes como costumavam ser». No seu entender «esta regulamentação vai introduzir alterações gravosas a algumas matérias do Código do Trabalho, nas quais o Governo de Durão Barroso tinha recuado devido à insatisfação social».
A regulamentação do Código do Trabalho foi aprovada pela maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República no passado dia 20 de Maio com os votos contra da oposição. Este diploma, elaborado pelo Ministério do Trabalho, então tutelado pelo actual ministro das Finanças, Bagão Félix, foi prontamente contestado pela CGTP e pelo PCP.


Mais artigos de: Trabalhadores

Pela contratação colectiva

Às confederações patronais e ao Governo, o movimento sindical unitário imputou as responsabilidades pelo bloqueamento da revisão dos contratos, com prejuízo para milhares de trabalhadores.

Guardas-florestais protestaram em Lisboa

Duas centenas de mestres e guardas florestais concentraram-se, dia 15, junto à Direcção-Geral dos Recursos Florestais, reclamando um estatuto digno e uma estrutura própria para o Corpo Nacional da Guarda Florestal.Vindos de diversos pontos do País, numa acção promovida pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função...

Médicos avançam para greve

Os médicos do internato complementar vão realizar, nos próximos dia 28 e 29, a sua primeira greve a nível nacional. A paralisação surge como forma de protesto contra a unificação do internato médico e pela exigência do pagamento das horas extraordinárias pela tabela aplicada aos médicos especialistas com exclusividade de...

Tenacidade e confiança

O que se perspectiva para os trabalhadores exige que prossiga «com tenacidade e confiança a denúncia das políticas conservadoras e do populismo», comentou a CGTP-IN.

Os mesmos objectivos na administração local

«Continua no poder a velha política de extrema-direita, contra a qual vamos continuar a luta», afirma o STAL/CGTP-IN, que critica Sampaio porque, «ignorando a vontade da maioria do povo português, o Presidente da República impôs ao País um Governo recauchutado e a mesma coligação que nos últimos dois anos levou a cabo...

O «programa» fundamental

Em exposição dirigida ao Presidente da República, a Fequimetal/CGTP-IN frisa que a Constituição «é o programa do País e dos portugueses». No documento, que a federação divulgou sexta-feira, é reclamado zelo do PR para que seja respeitado aquele programa, que «continuará sendo guia das nossas bandeiras de luta».«Só por...