Lembrando Fernando Oliveira*
No momento em que nos despedimos de Fernando Oliveira, amigo e camarada, que em cada um de nós deixa um sulco de mágoa por assim partir, sem lhe podermos dar um último abraço de amizade e gratidão, aqui ficam algumas palavras de singelíssima homenagem.
Dele guardamos a memória de um homem bom, atento e solidário, com aquele seu olhar pleno de bondade e compreensão e sempre olhando para mais longe, em nós e para além de nós. De um artista de grande talento criativo, interpelador do mundo e da condição humana, na tragédia, na exaltação, na dádiva, no esplendor, e que nos últimos anos buscou ainda novos e imaginativos veios de conhecimento e perscrutação da vida e dos seus enigmas essenciais, com um alto padrão de exigência e qualidade estética.
De um artista discreto, atento e sensível aos outros, distante de um certo ruído de moda e exibição mundana, mas com múltiplas experiências, como professor, como designer têxtil e gráfico, como pintor com diferentes ciclos criativos. Dele guardamos a memória de uma permanente intervenção cívica, pela democracia e uma vida digna para todos.
Comunistas, dele guardamos a memória de uma camarada de todas as horas, sempre presente a nosso lado, desgostoso e inquieto com o avanço da guerra, da irracionalidade, o acentuar das desigualdades e da exploração do trabalho, com as regressões civilizacionais, mas inabalável nas suas convicções, firme e confiante nos ideais humanistas que o trouxeram ao Partido.
Dele guardamos a memória de um homem simples, de um cidadão exemplar, de um artista singular, com uma obra que merece ser mais conhecida e estudada, de um querido camarada de quem sempre recebemos ajuda, compreensão, contributos de reflexão, envoltos num modo de ser amigo e fraterno que não esquecemos.
* texto evocativo da memória de Fernando Oliveira, artista plástico recentemente falecido. Para além das inegáveis qualidades artísticas e humanas, foi um destacado militante comunista no distrito do Porto.
Dele guardamos a memória de um homem bom, atento e solidário, com aquele seu olhar pleno de bondade e compreensão e sempre olhando para mais longe, em nós e para além de nós. De um artista de grande talento criativo, interpelador do mundo e da condição humana, na tragédia, na exaltação, na dádiva, no esplendor, e que nos últimos anos buscou ainda novos e imaginativos veios de conhecimento e perscrutação da vida e dos seus enigmas essenciais, com um alto padrão de exigência e qualidade estética.
De um artista discreto, atento e sensível aos outros, distante de um certo ruído de moda e exibição mundana, mas com múltiplas experiências, como professor, como designer têxtil e gráfico, como pintor com diferentes ciclos criativos. Dele guardamos a memória de uma permanente intervenção cívica, pela democracia e uma vida digna para todos.
Comunistas, dele guardamos a memória de uma camarada de todas as horas, sempre presente a nosso lado, desgostoso e inquieto com o avanço da guerra, da irracionalidade, o acentuar das desigualdades e da exploração do trabalho, com as regressões civilizacionais, mas inabalável nas suas convicções, firme e confiante nos ideais humanistas que o trouxeram ao Partido.
Dele guardamos a memória de um homem simples, de um cidadão exemplar, de um artista singular, com uma obra que merece ser mais conhecida e estudada, de um querido camarada de quem sempre recebemos ajuda, compreensão, contributos de reflexão, envoltos num modo de ser amigo e fraterno que não esquecemos.
Jorge Sarabando
* texto evocativo da memória de Fernando Oliveira, artista plástico recentemente falecido. Para além das inegáveis qualidades artísticas e humanas, foi um destacado militante comunista no distrito do Porto.