Combater o Governo e a política de direita
Nesta época estival, ainda sobre o impacto da inadmissível decisão do Presidente da República de recusa da convocação de eleições antecipadas e da recondução de um recauchutado governo PSD/CDS-PP, evidencia-se a exigência de um forte combate ao governo e à política de direita para assegurar um Portugal com futuro.
Há um dado que baralha o projecto do grande capital, a existência do PCP
Um combate que o PCP protagoniza com os trabalhadores e o povo português, numa acção real e quotidiana que o diferencia, quer dos que assumem a política de direita, quer dos que se limitam a uma oposição virtual e inconsequente.
Ao longo de 28 anos, a política de direita realizada pelo PSD, PS e CDS-PP, reconstituiu o poder de classe do grande capital, realidade que a evolução política recente comprova. Os grupos económicos e financeiros associados e dependentes das multinacionais controlam a sociedade portuguesa. O seu poder económico é determinante na economia nacional, dominam o poder político por mecanismos diversos em que ressalta a dança de responsáveis dos grupos económicos e financeiros, alternando de posição entre as administrações desses grupos e as funções no governo, têm os seus partidos de serviço, os dirigentes preferidos em cada momento, a possibilidade de instrumentalizar outros que se prestam a tal papel e controlam o essencial dos principais meios de comunicação social de massas, essa poderosa máquina de condicionamento e veiculação de ideias e comportamentos.
O Governo PSD/CDS-PP agora dirigido por Santana Lopes é, na linha de outros, uma ilustração desta realidade. O governo na sua globalidade leva à prática uma política de classe, constatação que é reforçada pelos estreitos laços que unem membros do governo a vários grupos económicos e financeiros. Já se conheciam os casos de ministros que pertenciam à versão anterior do governo, como Bagão Félix, representante do sector financeiro, que tantos serviços prestou ao grande capital no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, agora premiado com o Ministério das Finanças e da Administração Pública para aprofundar a sua «obra», ou Luís Felipe Pereira, ministro da saúde, do grupo Mello, cuja acção de desmantelamento e privatização do Serviço Nacional de Saúde quer continuar. Agora, entre outros, associam-se-lhes Álvaro Barreto, transitando da administração de várias empresas, para o Ministério da Economia e do Trabalho, para degradar ainda mais o estatuto do trabalho na submissão à lógica da exploração e do lucro e Luís Nobre Guedes ligado ao sector da comunicação social e das águas, para o Ministério do Ambiente, isto é, para tratar do negócio da privatização da água. É apenas mais um exemplo de um governo ao serviço dos grandes negócios contra os interesses nacionais.
Mas existe o PCP
Entretanto, o grande capital, não cuida apenas de quem está de turno no governo a concretizar os seus projectos, preocupa-se em garantir um sistema político que tenha sempre alguém na oposição pronto a dar garantias de alternância para, no próximo turno no governo, fazer de forma refrescada o mesmo papel, dificultando assim a possibilidade de uma alternativa que afronte o seu poder e responda aos interesses nacionais. Esse é o papel cumprido pelo PS, designadamente nos dois últimos anos, que as movimentações internas em curso perspectivam ser ainda mais nítido no futuro. De caminho, o BE cumpre o seu papel de instrumento útil, de oposição virtual, para o qual é fortemente apoiado pelos grandes meios de comunicação social e pela direita.
Neste quadro há um dado que baralha o projecto do grande capital para consolidar o domínio do país. Esse dado é a existência de um partido – o PCP – com uma natureza, intervenção e objectivos, definidos com total independência, ao serviço dos trabalhadores do povo e do País. Daí que procurem golpeá-lo, dificultar a sua intervenção, impedir que concretize o seu projecto. Mas isso não altera a realidade do papel insubstituível que cumpriu, cumpre e cumprirá. Um partido determinante no combate à política de direita, sem o reforço do qual não é possível romper com a política desastrosa dos últimos 28 anos e assegurar uma alternativa de esquerda. Um partido diferente que resiste, intervém e avança assente nos seus princípios de partido comunista. Um partido que precisa ser mais forte e mais influente, objectivo relevante na preparação do XVII Congresso, cujo êxito será assegurado com a participação do colectivo partidário.
Ao longo de 28 anos, a política de direita realizada pelo PSD, PS e CDS-PP, reconstituiu o poder de classe do grande capital, realidade que a evolução política recente comprova. Os grupos económicos e financeiros associados e dependentes das multinacionais controlam a sociedade portuguesa. O seu poder económico é determinante na economia nacional, dominam o poder político por mecanismos diversos em que ressalta a dança de responsáveis dos grupos económicos e financeiros, alternando de posição entre as administrações desses grupos e as funções no governo, têm os seus partidos de serviço, os dirigentes preferidos em cada momento, a possibilidade de instrumentalizar outros que se prestam a tal papel e controlam o essencial dos principais meios de comunicação social de massas, essa poderosa máquina de condicionamento e veiculação de ideias e comportamentos.
O Governo PSD/CDS-PP agora dirigido por Santana Lopes é, na linha de outros, uma ilustração desta realidade. O governo na sua globalidade leva à prática uma política de classe, constatação que é reforçada pelos estreitos laços que unem membros do governo a vários grupos económicos e financeiros. Já se conheciam os casos de ministros que pertenciam à versão anterior do governo, como Bagão Félix, representante do sector financeiro, que tantos serviços prestou ao grande capital no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, agora premiado com o Ministério das Finanças e da Administração Pública para aprofundar a sua «obra», ou Luís Felipe Pereira, ministro da saúde, do grupo Mello, cuja acção de desmantelamento e privatização do Serviço Nacional de Saúde quer continuar. Agora, entre outros, associam-se-lhes Álvaro Barreto, transitando da administração de várias empresas, para o Ministério da Economia e do Trabalho, para degradar ainda mais o estatuto do trabalho na submissão à lógica da exploração e do lucro e Luís Nobre Guedes ligado ao sector da comunicação social e das águas, para o Ministério do Ambiente, isto é, para tratar do negócio da privatização da água. É apenas mais um exemplo de um governo ao serviço dos grandes negócios contra os interesses nacionais.
Mas existe o PCP
Entretanto, o grande capital, não cuida apenas de quem está de turno no governo a concretizar os seus projectos, preocupa-se em garantir um sistema político que tenha sempre alguém na oposição pronto a dar garantias de alternância para, no próximo turno no governo, fazer de forma refrescada o mesmo papel, dificultando assim a possibilidade de uma alternativa que afronte o seu poder e responda aos interesses nacionais. Esse é o papel cumprido pelo PS, designadamente nos dois últimos anos, que as movimentações internas em curso perspectivam ser ainda mais nítido no futuro. De caminho, o BE cumpre o seu papel de instrumento útil, de oposição virtual, para o qual é fortemente apoiado pelos grandes meios de comunicação social e pela direita.
Neste quadro há um dado que baralha o projecto do grande capital para consolidar o domínio do país. Esse dado é a existência de um partido – o PCP – com uma natureza, intervenção e objectivos, definidos com total independência, ao serviço dos trabalhadores do povo e do País. Daí que procurem golpeá-lo, dificultar a sua intervenção, impedir que concretize o seu projecto. Mas isso não altera a realidade do papel insubstituível que cumpriu, cumpre e cumprirá. Um partido determinante no combate à política de direita, sem o reforço do qual não é possível romper com a política desastrosa dos últimos 28 anos e assegurar uma alternativa de esquerda. Um partido diferente que resiste, intervém e avança assente nos seus princípios de partido comunista. Um partido que precisa ser mais forte e mais influente, objectivo relevante na preparação do XVII Congresso, cujo êxito será assegurado com a participação do colectivo partidário.