Portugal está menos competitivo
Portugal caiu três lugares na lista dos países mais desenvolvidos do mundo, ocupando agora a 26.ª posição do ranking estabelecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
A taxa de analfabetismo de adultos em Portugal manteve-se inalterada
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Portugal tem um índice de desenvolvimento humano (IDH) que o coloca no último lugar de entre os 15 antigos membros da União Europeia, tendo sido ultrapassado pela Grécia, Singapura e Hong Kong relativamente aos dados de 2003.
Subordinado ao tema «Liberdade Cultural num Mundo Diversificado», o Relatório de Desenvolvimento Humano 2004 mede as realizações dos países em termos de esperança de vida, nível educacional e rendimento real ajustado, além de outros dados estatísticos.
O relatório anual da organização analisa este ano 177 países, mais dois que no ano passado, mercê da inclusão de Timor-Leste (que surge em 158.º lugar) e de Tonga (que aparece em 63.º lugar), listados pela primeira vez.
Portugal, que ocupava o 28.º lugar no ranking de 2002 e que conseguiu subir para 23.º no ano passado, caiu este ano para o 26.º posto, com um IDH de 0,897, comparativamente aos 0,956 da Noruega, o país que lidera o ranking do PNUD.
A organização inclui Portugal entre os 55 países com um nível de desenvolvimento humano elevado, referindo que a esperança de vida atinge hoje os 76,1 anos, comparativamente com os 75,9 em 2003.
A taxa de analfabetismo de adultos em Portugal manteve-se inalterada relativamente ao ano passado, nos 92,5 por cento das pessoas com mais de 15 anos, comparativamente, por exemplo, aos 98,5 por cento de Itália, 97,7 por cento de Espanha e 97,3 por cento da Grécia.
Até quando...
Ao nível demográfico, o estudo estima que a população portuguesa não deverá sofrer grandes aumentos até 2015, mantendo-se nos 10 milhões de pessoas, com a percentagem de residentes «urbanos» a continuar a aumentar de 54,1 por cento em 2002 para 60,9 por cento daqui a 10 anos. Em 1975 apenas 27,7 por cento dos portugueses residiam em meios urbanos. Comparativamente, a média de residentes urbanos nos 55 países mais desenvolvidos era de 77,1 por cento em 2002, devendo crescer para 80,3 em 2015.
Entretanto, o PNUD estima que a população portuguesa com menos de 15 anos cairá de 16,6 para 15,3 por cento até 2015, com a população com mais de 65 anos de idade a crescer de 16 para 18 por cento do total. O resultado, em parte, de uma queda na taxa de fertilidade de 2,7 filhos por cada mulher, entre 1970 a 1975, para 1,5 entre 2000 e 2005, um valor ligeiramente abaixo da média da OCDE, que se cifra nos 1,8.
Por seu lado, a despesa no campo de saúde pública atinge 6,4 por cento do PIB, e cerca de 1.618 dólares per capita, respectivamente o nono e o 21.ºníveis mais elevados do mundo, segundo o PNUD.
No capítulo do índice do desenvolvimento ajustado ao género (masculino/feminino), Portugal regista os 24.º níveis mais elevados do mundo. As mulheres ocupam em Portugal 19,1 por cento dos lugares parlamentes, 29 por cento dos cargos de legisladoras, funcionárias superiores e gestoras, e 51 por cento dos postos técnicos e especializados.
Curiosamente, Portugal gasta 5,5 por cento do PIB e 12 por cento da despesa pública no sector da Educação. Trinta e um por cento dos estudantes do ensino superior estão em cursos de ciências, engenharia e matemática, um dos valores mais elevados dos países mais desenvolvidos.
No que toca à «performance» económica, Portugal tem um PIB per capita que é praticamente metade do da média do seu grupo de nações (11 948 dólares comparativamente a 23 690 dólares). Esta valor é ainda mais baixo quando comparado com a média da OCDE (27,6 mil dólares).
Subordinado ao tema «Liberdade Cultural num Mundo Diversificado», o Relatório de Desenvolvimento Humano 2004 mede as realizações dos países em termos de esperança de vida, nível educacional e rendimento real ajustado, além de outros dados estatísticos.
O relatório anual da organização analisa este ano 177 países, mais dois que no ano passado, mercê da inclusão de Timor-Leste (que surge em 158.º lugar) e de Tonga (que aparece em 63.º lugar), listados pela primeira vez.
Portugal, que ocupava o 28.º lugar no ranking de 2002 e que conseguiu subir para 23.º no ano passado, caiu este ano para o 26.º posto, com um IDH de 0,897, comparativamente aos 0,956 da Noruega, o país que lidera o ranking do PNUD.
A organização inclui Portugal entre os 55 países com um nível de desenvolvimento humano elevado, referindo que a esperança de vida atinge hoje os 76,1 anos, comparativamente com os 75,9 em 2003.
A taxa de analfabetismo de adultos em Portugal manteve-se inalterada relativamente ao ano passado, nos 92,5 por cento das pessoas com mais de 15 anos, comparativamente, por exemplo, aos 98,5 por cento de Itália, 97,7 por cento de Espanha e 97,3 por cento da Grécia.
Até quando...
Ao nível demográfico, o estudo estima que a população portuguesa não deverá sofrer grandes aumentos até 2015, mantendo-se nos 10 milhões de pessoas, com a percentagem de residentes «urbanos» a continuar a aumentar de 54,1 por cento em 2002 para 60,9 por cento daqui a 10 anos. Em 1975 apenas 27,7 por cento dos portugueses residiam em meios urbanos. Comparativamente, a média de residentes urbanos nos 55 países mais desenvolvidos era de 77,1 por cento em 2002, devendo crescer para 80,3 em 2015.
Entretanto, o PNUD estima que a população portuguesa com menos de 15 anos cairá de 16,6 para 15,3 por cento até 2015, com a população com mais de 65 anos de idade a crescer de 16 para 18 por cento do total. O resultado, em parte, de uma queda na taxa de fertilidade de 2,7 filhos por cada mulher, entre 1970 a 1975, para 1,5 entre 2000 e 2005, um valor ligeiramente abaixo da média da OCDE, que se cifra nos 1,8.
Por seu lado, a despesa no campo de saúde pública atinge 6,4 por cento do PIB, e cerca de 1.618 dólares per capita, respectivamente o nono e o 21.ºníveis mais elevados do mundo, segundo o PNUD.
No capítulo do índice do desenvolvimento ajustado ao género (masculino/feminino), Portugal regista os 24.º níveis mais elevados do mundo. As mulheres ocupam em Portugal 19,1 por cento dos lugares parlamentes, 29 por cento dos cargos de legisladoras, funcionárias superiores e gestoras, e 51 por cento dos postos técnicos e especializados.
Curiosamente, Portugal gasta 5,5 por cento do PIB e 12 por cento da despesa pública no sector da Educação. Trinta e um por cento dos estudantes do ensino superior estão em cursos de ciências, engenharia e matemática, um dos valores mais elevados dos países mais desenvolvidos.
No que toca à «performance» económica, Portugal tem um PIB per capita que é praticamente metade do da média do seu grupo de nações (11 948 dólares comparativamente a 23 690 dólares). Esta valor é ainda mais baixo quando comparado com a média da OCDE (27,6 mil dólares).