Escalada de violência no Iraque

Mais de três dezenas de pessoas morreram em Bagdad, de 17 a 19 de Julho, vítimas de atentados com viaturas armadilhadas.
Já na terça-feira de manhã, foram assassinados a tiro, por desconhecidos, o alto funcionário da província de Bassorá (sul do Iraque), Hazem Taoufic Ainachi, e dois dos seus guarda-costas. No domingo, mas em Bagdad, foi abatido um dos directores gerais do Ministério da Defesa, Issam Jassem Kadhem.
Segundo a televisão Al Arabiya, o atentado de segunda-feira, que vitimou pelo menos nove pessoas e causou 56 feridos, foi levado a cabo por um jovem suicida que fez explodir um pequeno camião cisterna carregado de explosivos próximo do posto da polícia do bairro de Saydia, na periferia de Al-Ilaam, no sul da capital iraquiana.
O atentado repetiu o esquema utilizado nos últimos dias: uma potente carga explosiva, colocada num veículo conduzido por um suicida, visando instalações da polícia.
A intensificação das acções contra as forças de segurança, acusada de colaborar com as forças ocupantes estrangeiras, começaram sábado em Mahmudia, 30 quilómetros a sul de Bagdad, quando uma viatura armadilhada foi contra um posto de controlo de um quartel da Guarda Nacional iraquiana, vitimando três pessoas.
Minutos depois, um segundo ataque atingia, da mesma forma, a coluna onde seguia o ministro da Justiça iraquiano, Malik Dohan al-Hassan, que saiu ileso do atentado, o qual vitimou quatro dos seus guarda-costas.
No domingo em Tikrit (sul do Iraque), dois carros armadilhados explodiram vitimando dois polícias.
A sequência de atentados não é acidental. Segundo a Lusa, a organização armada «Jamaat al-Tawhid and Jihad» (monoteísmo e guerra santa), liderada pelo islamita radical de origem jordana Abu Musab al-Zarqaui, anunciou que se propõe continuar «a semear carros armadilhados no Iraque».
Os oleodutos estão igualmente na mira dos revoltosos. A 16 de Julho, uma forte explosão danificou condutas a norte de Kirkuk, à semelhante do ocorrido na véspera em dois outros atentados contra instalações petrolíferas em Kirkuk e na localidade de Al Askari, nas proximidades de Bassorá.
Entretanto, o primeiro ministro iraquiano, Iyad Allawi, iniciou esta semana um périplo que o levará ao Egipto, Síria, Líbano, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, com o objectivo de recolher apoios para o seu desacreditado governo. A iniciativa coincide com a retirada dos últimos soldados filipinos no Iraque e com a libertação do cidadão filipino que se encontrava refém de militantes islamitas.


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