Investigadores bloqueados
Na apresentação das conclusões do Fórum Internacional de Investigadores Portugueses (FIIP), iniciativa que terminou os seus trabalhos na quarta-feira da semana passada, em Coimbra, a presidente da organização, Irene Fonseca, revelou-se céptica relativamente às recentes medidas do governo para evitar a fuga de «cérebros», explicando, no entanto, que a principal questão não se prende com uma eventual sangria migratória de investigadores, mas antes «o desperdício dos mesmos».
Irene Fonseca confessou o seu «descrédito na possibilidade do sistema académico português pôr em prática» as boas intenções reveladas, adiantando ainda que as compensações não se podem resumir a um nível só.
A investigadora e docente de matemática na Universidade de Pittsburg, nos EUA, disse ainda não se tratar de uma problemática exclusivamente financeira, antes com o facto de que «o reconhecimento, valorização e acarinhamento do trabalho do investigador não existe e é muito difícil o sistema funcionar. Neste momento, em Portugal, não há oportunidade de recrutar cientistas, essa possibilidade não existe, o sistema está bloqueado.»
Irene Fonseca confessou o seu «descrédito na possibilidade do sistema académico português pôr em prática» as boas intenções reveladas, adiantando ainda que as compensações não se podem resumir a um nível só.
A investigadora e docente de matemática na Universidade de Pittsburg, nos EUA, disse ainda não se tratar de uma problemática exclusivamente financeira, antes com o facto de que «o reconhecimento, valorização e acarinhamento do trabalho do investigador não existe e é muito difícil o sistema funcionar. Neste momento, em Portugal, não há oportunidade de recrutar cientistas, essa possibilidade não existe, o sistema está bloqueado.»